Dando prosseguimento às celebrações pelo Mês Internacional das Mulheres, a Sociedade Brasileira de Física (SBF) reforça a importância da presença feminina na produção científica e parabeniza mais duas pesquisadoras que vêm se destacando na área: a física Rita de Cássia dos Anjos, reconhecida na 2ª edição do Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), e a professora Belita Koiller, especialista em Física da Matéria Condensada, que recebeu em fevereiro de 2026 o título de Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Belita – ganhadora do Prêmio Joaquim da Costa Ribeiro 2025, oferecido pela SBF – está na UFRJ desde sua aprovação em concurso público, em 1994. Sua formação científica teve início na PUC-Rio, onde, em 1971, concluiu seu bacharelado em Física. Neste mesmo ano, iniciou a pós-graduação na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Concluiu o doutorado e recebeu o título de PhD em Física em 1975.
Por sua vez, Cássia – vencedora do Prêmio Carolina Nemes 2024, promovido pela SBF – é docente do Departamento de Engenharias e Exatas do Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná. Em entrevista à SBF, disse que recebeu a notícia da premiação na 2ª edição do Prêmio Mulheres e Ciência “com muita emoção e surpresa”. Segundo ela, o reconhecimento vai além de uma conquista individual. “Esse prêmio representa a validação de uma trajetória construída com muito esforço, persistência e compromisso com a ciência”, afirma. A pesquisadora destaca ainda o significado simbólico de ocupar espaços historicamente pouco acessíveis às mulheres: “Relembra caminhos percorridos e os desafios enfrentados para permanecer em ambientes que nem sempre foram pensados para nós”.
Representando a área de Ciências Exatas e da Terra na premiação, a física avalia que a visibilidade feminina nesse campo contribui para transformar percepções ainda arraigadas. “A Física ainda é vista como um território masculino, duro e distante. A presença de uma mulher ajuda a romper essa imagem e amplia a noção de pertencimento”, diz. Para ela, quando meninas e jovens veem pesquisadoras sendo reconhecidas, passam a enxergar a carreira científica como uma possibilidade concreta. “Esse valor é coletivo e fortalece também a ciência básica como fundamento para a inovação e o desenvolvimento sustentável do país.”
Por Leandro Haberli







