{"id":4350,"date":"2019-07-25T10:26:17","date_gmt":"2019-07-25T13:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2019\/07\/25\/manifesto-do-conselho-do-instituto-de-fisica-da-ufrgs-sobre-os-dados-divulgados-pelo-inpe\/"},"modified":"2022-05-25T18:42:38","modified_gmt":"2022-05-25T21:42:38","slug":"manifesto-do-conselho-do-instituto-de-fisica-da-ufrgs-sobre-os-dados-divulgados-pelo-inpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/manifesto-do-conselho-do-instituto-de-fisica-da-ufrgs-sobre-os-dados-divulgados-pelo-inpe\/","title":{"rendered":"Manifesto do Conselho do Instituto de F\u00edsica da UFRGS sobre os dados divulgados pelo INPE"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nasceu no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, em um momento em que, no Brasil, come\u00e7avam a se estruturar institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, como o pr\u00f3prio Instituto de F\u00edsica da UFRGS. O INPE estruturou-se motivado pelas primeiras viagens espaciais: um Pa\u00eds com o tamanho do Brasil n\u00e3o poderia ficar fora deste avan\u00e7o cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Foi no INPE que surgiu, por exemplo, a ideia de criar uma base de lan\u00e7amento de foguetes na Regi\u00e3o Nordeste do Pa\u00eds. Essa base tem lan\u00e7ado equipamentos de monitoramento e tem sido elemento importante para colabora\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Em 2008 o INPE passou a capitanear um desafio ainda mais importante: monitorar quest\u00f5es de clima. Criou-se o Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (EMBRACE), com o objetivo de medir e modelar a intera\u00e7\u00e3o Sol-Terra e seus efeitos no espa\u00e7o pr\u00f3ximo e na superf\u00edcie do territ\u00f3rio brasileiro. Um pa\u00eds com o territ\u00f3rio agr\u00edcola do Brasil tem no clima um recurso estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>Dentro deste objetivo, o INPE tem monitorado o desmatamento na Amaz\u00f4nia. Recentemente, dados do sistema Deter-B do INPE mostraram que a \u00e1rea de floresta perdida at\u00e9 meados deste m\u00eas j\u00e1 \u00e9 a segunda maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, iniciada em 2015. Quando provocado por jornalistas estrangeiros sobre o tema, o Presidente da Rep\u00fablica disse: \u201cA quest\u00e3o do INPE, eu tenho a convic\u00e7\u00e3o que os dados s\u00e3o mentirosos, e n\u00f3s vamos chamar aqui o presidente do INPE para conversar sobre isso, e ponto final nessa quest\u00e3o\u201d. Mais adiante, complementou: \u201cMandei ver quem est\u00e1 \u00e0 frente do INPE. At\u00e9 parece que est\u00e1 a servi\u00e7o de alguma ONG, o que \u00e9 muito comum\u201d.<\/p>\n<p>O Prof. Ricardo Galv\u00e3o, Diretor do INPE fez seu doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, tem uma reputa\u00e7\u00e3o s\u00f3lida como cientista, demonstrada por anos de trabalho em produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e gest\u00e3o como docente da USP, Presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica e membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias. Al\u00e9m do respeito devido a cada cidad\u00e3o brasileiro, o Prof. Galv\u00e3o merece o respeito ao conhecimento que ele representa.<\/p>\n<p>O Conselho do Instituto de F\u00edsica da Universidade do Rio Grande do Sul manifesta seu apoio ao Prof. Ricardo Galv\u00e3o e ao INPE na luta pelo conhecimento que ajuda a construir uma na\u00e7\u00e3o, pois dados n\u00e3o s\u00e3o opini\u00f5es e Ci\u00eancia gera Desenvolvimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nasceu no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, em um momento em que, no Brasil, come\u00e7avam a se estruturar institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, como o pr\u00f3prio Instituto de F\u00edsica da UFRGS. 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