{"id":4106,"date":"2018-04-26T16:45:59","date_gmt":"2018-04-26T19:45:59","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2018\/04\/26\/mecanica-quantica-desafia-relacoes-classicas-de-causa-e-efeito\/"},"modified":"2022-08-22T21:01:42","modified_gmt":"2022-08-23T00:01:42","slug":"mecanica-quantica-desafia-relacoes-classicas-de-causa-e-efeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/mecanica-quantica-desafia-relacoes-classicas-de-causa-e-efeito\/","title":{"rendered":"Mec\u00e2nica qu\u00e2ntica desafia rela\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de causa e efeito"},"content":{"rendered":"\n<p>As rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito s\u00e3o um dos principais alicerces da f\u00edsica cl\u00e1ssica. S\u00e3o elas que permitem uma compreens\u00e3o do mundo que se manifesta em nosso dia a dia e, apoiadas por estrat\u00e9gias experimentais inteligentes, podem ser identificadas em meio a correla\u00e7\u00f5es esp\u00farias.<\/p>\n\n\n\n<p>O mundo qu\u00e2ntico, contudo, parece existir sob outras regras. J\u00e1 foi demonstrado que a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica tem um car\u00e1ter n\u00e3o local. Essa conclus\u00e3o, viabilizada pelo famoso teorema de Bell, j\u00e1 abalava no\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas de causa e efeito.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Agora, contudo, um trabalho feito em parceria por f\u00edsicos brasileiros e italianos aprofunda essa investiga\u00e7\u00e3o e identifica que \u00e9 ainda mais complicado extrair rela\u00e7\u00f5es causais num contexto qu\u00e2ntico. Aparentemente, quando estados qu\u00e2nticos est\u00e3o emaranhados, testes que classicamente funcionam para estabelecer rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito deixam de funcionar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O primeiro resultado que a gente mostrou \u00e9 que efeitos qu\u00e2nticos podem levar a uma superestima\u00e7\u00e3o da quantidade de causalidade, no sentido de que, se a gente usar uma teoria cl\u00e1ssica, a gente pode concluir que dois eventos t\u00eam uma causalidade positiva entre eles, enquanto, usando o fato de que os efeitos s\u00e3o qu\u00e2nticos, essa causalidade pode ser zero, ser nula&#8221;, explica Rafael Chaves, pesquisador do Instituto Internacional de F\u00edsica da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e primeiro autor do trabalho, publicado em 11 de dezembro de 2017 na &#8220;Nature Physics&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O segundo resultado importante foi que a gente mostrou que testes que s\u00e3o bastante importantes para a gente quantificar a qualidade de nossas vari\u00e1veis instrumentais podem ser violados em estados qu\u00e2nticos emaranhados&#8221;, prossegue Chaves. &#8220;Uma consequ\u00eancia direta desse resultado \u00e9 que ele implica uma nova forma de n\u00e3o classicalidade que \u00e9 mais forte que as outras formas que eram conhecidas at\u00e9 ent\u00e3o. E \u00e9 mais forte em particular do que a n\u00e3o localidade qu\u00e2ntica que \u00e9 implicada pelo famoso teorema de Bell.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"[Destaque em F\u00edsica] Quantum violation of an instrumental test\" width=\"900\" height=\"506\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/T8fRUJnKGrA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>O trabalho, que contou tamb\u00e9m com a participa\u00e7\u00e3o de Leandro Aolita, do Instituto de F\u00edsica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e de um quinteto da Universidade Sapienza de Roma, na It\u00e1lia, realizou experimentos fot\u00f4nicos para demonstrar a viola\u00e7\u00e3o identificada teoricamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de suas implica\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter fundamental, a pesquisa tamb\u00e9m pode ter aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas, segundo os autores. &#8220;A gente acredita e tem trabalhado bastante nisso para que esses resultados possam ter aplica\u00e7\u00e3o no processament de informa\u00e7\u00e3o, dentro do contexto de informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, em particular em protocolos de criptografia&#8221;, diz Chaves.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo, clique <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41567-017-0008-5\">aqui<\/a> (resumo de acesso livre, texto completo s\u00f3 para assinantes).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito s\u00e3o um dos principais alicerces da f\u00edsica cl\u00e1ssica. 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