{"id":4057,"date":"2018-01-04T14:57:42","date_gmt":"2018-01-04T16:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2018\/01\/04\/estudo-elucida-transformacoes-minerais-no-manto-terrestre\/"},"modified":"2022-08-24T02:07:11","modified_gmt":"2022-08-24T05:07:11","slug":"estudo-elucida-transformacoes-minerais-no-manto-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/estudo-elucida-transformacoes-minerais-no-manto-terrestre\/","title":{"rendered":"Estudo elucida transforma\u00e7\u00f5es minerais no manto terrestre"},"content":{"rendered":"\n<p>No interior da Terra, sob a crosta, os silicatos que comp\u00f5em nosso planeta s\u00e3o submetidos a press\u00f5es imensas. Dentre os minerais geol\u00f3gicos mais importantes est\u00e1 a coesita, mas as transforma\u00e7\u00f5es que acontecem com ela quando submetida a ambientes de alt\u00edssima press\u00e3o h\u00e1 tempos desafiam o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Experimentos realizados em laborat\u00f3rio produziam resultados diferentes, o que complicava o trabalho de encontrar uma explica\u00e7\u00e3o te\u00f3rica completa para o processo. Contudo, um novo trabalho chin\u00eas, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, parece ter lan\u00e7ado luz sobre a quest\u00e3o, por meio de simula\u00e7\u00f5es moleculares din\u00e2micas.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>&#8220;O objetivo do trabalho era entender e caracterizar as transforma\u00e7\u00f5es de fase que ocorrem com a coesita sob altas press\u00f5es&#8221;, explica Caetano R. Miranda, pesquisador do Instituto de F\u00edsica da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) e co-autor do artigo publicado em 5 de dezembro no &#8220;PNAS&#8221;, publica\u00e7\u00e3o da Academia Nacional de Ci\u00eancias do EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na literatura, existia uma diverg\u00eancia sobre quais fases e quais os caminhos pelos quais a coesita iria se transformar, seja terminando em uma fase octo\u00e9drica da s\u00edlica \u2013 mais compacta \u2013 ou amorfizando&#8221;, prossegue.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo trabalho mostra como essa multiplicidade depende de como a press\u00e3o \u00e9 aplicada ao sistema, e n\u00e3o apenas desvenda os m\u00faltiplos caminhos pelos quais a coesita se transforma, explicando a diverg\u00eancia entre os diferentes resultados experimentais. &#8220;E, talvez mais importante, conseguimos explicar os mecanismos moleculares adjacentes a essas transforma\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o faz parte de um programa bilateral Brasil-China que tem por objetivo fomentar a colabora\u00e7\u00e3o entre grupos nos dois pa\u00edses na \u00e1rea de nanotecnologia. &#8220;Especificamente, nosso projeto tem como objetivo a combina\u00e7\u00e3o de metodologias computacionais em escalas m\u00faltiplas para abordar o problema de estabilidade de materiais avan\u00e7ados e nanoestruturas em condi\u00e7\u00f5es severas&#8221;, complementa Miranda.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ser um avan\u00e7o importante em f\u00edsica molecular, o trabalho tem implica\u00e7\u00f5es para geologia. Afinal, a presen\u00e7a de coesita em rochas, nos diferentes estados poss\u00edveis, indica que essas amostras passaram por press\u00f5es t\u00edpicas do manto terrestre, servindo como um geobar\u00f4metro confi\u00e1vel. A mesma an\u00e1lise tamb\u00e9m indicaria o ambiente de press\u00e3o em rochas transformadas pela colis\u00e3o de um meteorito ou mesmo pela detona\u00e7\u00e3o de uma bomba nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo, clique <a href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/114\/49\/12894.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a> (resumo de acesso livre, texto completo s\u00f3 para assinantes).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No interior da Terra, sob a crosta, os silicatos que comp\u00f5em nosso planeta s\u00e3o submetidos a press\u00f5es imensas. Dentre os minerais geol\u00f3gicos mais importantes est\u00e1 a coesita, mas as transforma\u00e7\u00f5es que acontecem com ela quando submetida a ambientes de alt\u00edssima press\u00e3o h\u00e1 tempos desafiam o entendimento. Experimentos realizados em laborat\u00f3rio produziam resultados diferentes, o que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18713,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-4057","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4057","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4057"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4057\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18714,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4057\/revisions\/18714"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}