{"id":3962,"date":"2013-11-14T14:30:38","date_gmt":"2013-11-14T16:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2013\/11\/14\/caminho-aleatorio-leva-a-emaranhamento-quantico-maximo\/"},"modified":"2022-08-24T23:19:24","modified_gmt":"2022-08-25T02:19:24","slug":"caminho-aleatorio-leva-a-emaranhamento-quantico-maximo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/caminho-aleatorio-leva-a-emaranhamento-quantico-maximo\/","title":{"rendered":"Caminho aleat\u00f3rio leva a emaranhamento qu\u00e2ntico m\u00e1ximo"},"content":{"rendered":"\n<p>Um trio de pesquisadores brasileiros sugere uma maneira original de produzir emaranhamento qu\u00e2ntico e prop\u00f5e realiza\u00e7\u00f5es experimentais para implementar o modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno de emaranhamento, chamado por Albert Einstein de \u201ca\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, envolve estados ou graus de liberdade de part\u00edculas mantidos em superposi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, sem analogia cl\u00e1ssica. A leitura ou medida de uma das componentes originalmente emaranhadas determina exatamente a outra componente, mesmo que estejam separadas por grandes dist\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em trabalho publicado na \u201cPhysical Review Letters\u201d no in\u00edcio do m\u00eas, Rafael Vieira e Edgard Amorim, do Departamento de F\u00edsica da Universidade do Estado de Santa Catarina, e Gustavo Rigolin, do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, sugerem o emaranhamento entre um estado interno (o spin) e um externo (a posi\u00e7\u00e3o) de um qubit (bit qu\u00e2ntico) que evolui segundo um caminho aleat\u00f3rio qu\u00e2ntico (RQW \u2013 random quantum walk em ingles).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, emaranhamos os graus de liberdade internos e externos do sistema. Passos sucessivos do RQW geram a evolu\u00e7\u00e3o discreta no tempo (deslocamento) do qubit . Isso \u00e9 o que chamamos de caminho aleat\u00f3rio qu\u00e2ntico temporal discreto unidimensional\u201d, escrevem os pesquisadores no artigo. A desordem inerente ao modelo leva o qubit a atingir um estado de emaranhamento m\u00e1ximo ap\u00f3s realiza\u00e7\u00e3o de um numero suficiente de passos, independente do estado inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de analisar teoricamente o fen\u00f4meno, o trio sugere dois arranjos experimentais que poderiam verific\u00e1-lo na pr\u00e1tica, ambos baseados em f\u00f3tons. O recurso pode ter aplica\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, onde bits qu\u00e2nticos viabilizariam opera\u00e7\u00f5es invi\u00e1veis com os computadores convencionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o trabalho&nbsp;<a href=\"http:\/\/prl.aps.org\/abstract\/PRL\/v111\/i18\/e180503\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1305.4191\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trio de pesquisadores brasileiros sugere uma maneira original de produzir emaranhamento qu\u00e2ntico e prop\u00f5e realiza\u00e7\u00f5es experimentais para implementar o modelo. O fen\u00f4meno de emaranhamento, chamado por Albert Einstein de \u201ca\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, envolve estados ou graus de liberdade de part\u00edculas mantidos em superposi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, sem analogia cl\u00e1ssica. A leitura ou medida de uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":16567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3962","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3962"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3962\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19157,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3962\/revisions\/19157"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}