{"id":3954,"date":"2014-02-06T14:22:05","date_gmt":"2014-02-06T16:22:05","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2014\/02\/06\/trocas-de-calor-na-superficie-de-estrela-de-neutrons\/"},"modified":"2022-08-24T23:13:54","modified_gmt":"2022-08-25T02:13:54","slug":"trocas-de-calor-na-superficie-de-estrela-de-neutrons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/trocas-de-calor-na-superficie-de-estrela-de-neutrons\/","title":{"rendered":"Trocas de calor na superf\u00edcie de estrela de n\u00eautrons"},"content":{"rendered":"\n<p>Novo estudo feito por grupo internacional com a participa\u00e7\u00e3o de um pesquisador brasileiro ajuda a compreender processos que acontecem no interior das estrelas de n\u00eautrons \u2013 que est\u00e3o entre os mais estranhos corpos celestes.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas s\u00e3o o resultado do colapso de estrelas de massa elevada.&nbsp; A fus\u00e3o nuclear no interior das estrelas transforma&nbsp; continuamente hidrog\u00eanio em h\u00e9lio at\u00e9 que todo o hidrog\u00eanio seja consumido.&nbsp; Sem esse combust\u00edvel para contrabalan\u00e7ar a atra\u00e7\u00e3o gravitacional, elas s\u00e3o esmagadas pela pr\u00f3pria gravidade e, num efeito rebote, explodem como supernovas. O que resta \u00e9 o n\u00facleo da estrela, compactado densamente e composto s\u00f3 por n\u00eautrons, o que explica o nome dado a esses cad\u00e1veres estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo trabalho, cujo primeiro autor \u00e9 Hendry Schatz, da Universidade de Notre Dame, em Indiana (EUA), tem entre os demais autores o brasileiro Leandro R. Gasques, do Instituto de F\u00edsica da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado pela revista Nature na edi\u00e7\u00e3o de 2 de janeiro, o artigo rev\u00ea o processo de aquecimento da superf\u00edcie desse objeto ultracompacto. Durante muito tempo, os cientistas atribu\u00edram esse aquecimento&nbsp; \u00e0s rea\u00e7\u00f5es nucleares que ocorrem no interior da crosta \u2013 a camada mais externa (com cerca de um quil\u00f4metro) da estrela de n\u00eautrons.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste trabalho s\u00e3o apresentadas evid\u00eancias de que o resfriamento devido \u00e0 emiss\u00e3o de neutrinos desacopla termicamente as camadas superficiais da crosta das mais profundas, um mecanismo semelhante ao chamado efeito Urca*, o que inviabiliza o modelo de aquecimento da superf\u00edcie por rea\u00e7\u00f5es em todo o volume da crosta. O estudo conclui que os processos respons\u00e1veis pelo&nbsp; aquecimento da superf\u00edcie, ainda desconhecidos, possivelmente ocorrem em camadas pr\u00f3ximas \u00e0 superf\u00edcie da estrela de n\u00eautrons.<\/p>\n\n\n\n<p>*O mecanismo Urca foi descrito pelo f\u00edsico brasileiro Mario Sch\u00ebnberg , tamb\u00e9m da USP na \u00e9poca, em parceria com o russo-americano Georga Gamow em 1941 (Gamow &amp; Schoenberg, \u201cNeutrino theory of stellar collapse\u201d,&nbsp; Physical Review 59, 539). O nome deve-se a uma passagem da dupla pelo Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, onde Sch\u00ebnberg estabeleceu uma analogia entre os neutrinos emitidos por estrelas em colapso, que tende a resfri\u00e1-las, e o dinheiro das apostas na roleta, que tende a empobrecer os apostadores. O nome do Cassino ficou associado, portanto, \u00e0 emiss\u00e3o de neutrinos por estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v505\/n7481\/full\/nature12757.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1312.2513\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo estudo feito por grupo internacional com a participa\u00e7\u00e3o de um pesquisador brasileiro ajuda a compreender processos que acontecem no interior das estrelas de n\u00eautrons \u2013 que est\u00e3o entre os mais estranhos corpos celestes. Elas s\u00e3o o resultado do colapso de estrelas de massa elevada.&nbsp; A fus\u00e3o nuclear no interior das estrelas transforma&nbsp; continuamente hidrog\u00eanio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":16567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3954"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19149,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3954\/revisions\/19149"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}