{"id":3932,"date":"2014-07-31T12:48:20","date_gmt":"2014-07-31T15:48:20","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2014\/07\/31\/novo-mapeamento-da-materia-escura\/"},"modified":"2022-08-24T22:57:16","modified_gmt":"2022-08-25T01:57:16","slug":"novo-mapeamento-da-materia-escura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/novo-mapeamento-da-materia-escura\/","title":{"rendered":"Novo mapeamento da mat\u00e9ria escura"},"content":{"rendered":"\n<p>A mat\u00e9ria escura \u00e9 um dos grandes mist\u00e9rios da f\u00edsica moderna. Existem diversos modelos para explicar sua exist\u00eancia, mas o fato de que sua \u00fanica manifesta\u00e7\u00e3o detect\u00e1vel at\u00e9 agora \u00e9 a for\u00e7a gravitacional que ela exerce sobre grandes objetos, como gal\u00e1xias, dificulta o esclarecimento. E o que \u00e9 mais chocante: ela responde por cerca de 80% do invent\u00e1rio total de mat\u00e9ria existente no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, um grupo internacional de pesquisadores com importante participa\u00e7\u00e3o brasileira realizou um mapeamento detalhado da presen\u00e7a de mat\u00e9ria escura numa faixa do c\u00e9u com 124 graus quadrados de \u00e1rea. Para tanto, a equipe usou dados colhidos com o Telesc\u00f3pio Canad\u00e1-Fran\u00e7a-Hava\u00ed e extrapolou a presen\u00e7a de mat\u00e9ria escura a partir da observa\u00e7\u00e3o de lentes gravitacionais \u2013 efeito previsto pela teoria da relatividade geral de Albert Einstein em que raios de luz s\u00e3o curvados ao passar por objetos massivos, sejam eles de mat\u00e9ria convencional ou escura.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos resultados parecem apoiar o modelo mais popular entre os cientistas, chamado de lambda-CDM, segundo o qual a mat\u00e9ria escura \u00e9 composta por part\u00edculas que se movem a velocidades muito inferiores \u00e0s da luz e que, apesar de ter massa, interagem muito fracamente com a mat\u00e9ria convencional.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o estudo ainda est\u00e1 longe de ser capaz de discriminar de forma definitiva entre os diversos modelos cosmol\u00f3gicos poss\u00edveis. \u201cAinda h\u00e1 muitas alternativas que se encaixam\u201d, diz Mart\u00edn Makler, do Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas, um dos autores do trabalho. Do CBPF, tamb\u00e9m participam Ald\u00e9e Charbonnier e Bruno Moraes, al\u00e9m de pesquisadores da Su\u00ed\u00e7a, da Fran\u00e7a, da Alemanha e do Canad\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi publicado online pelo peri\u00f3dico \u201cMonthly Notices of the Royal Astronomical Society\u201d e figura na edi\u00e7\u00e3o impressa que circula em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/mnras.oxfordjournals.org\/content\/442\/3\/2534\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(s\u00f3 para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1311.1319\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mat\u00e9ria escura \u00e9 um dos grandes mist\u00e9rios da f\u00edsica moderna. 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