{"id":3931,"date":"2014-08-07T12:47:31","date_gmt":"2014-08-07T15:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2014\/08\/07\/campo-magnetico-pode-afetar-particulas-de-luz\/"},"modified":"2022-08-24T22:56:48","modified_gmt":"2022-08-25T01:56:48","slug":"campo-magnetico-pode-afetar-particulas-de-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/campo-magnetico-pode-afetar-particulas-de-luz\/","title":{"rendered":"Campo magn\u00e9tico pode afetar part\u00edculas de luz"},"content":{"rendered":"\n<p>Sabe-se que campos magn\u00e9ticos &nbsp;exercem for\u00e7as sobre part\u00edculas carregadas em movimento. \u00c9 poss\u00edvel usar o magnetismo para curvar o percurso de um pr\u00f3ton, que tem carga positiva. Isso \u00e9 feito por exemplo em aceleradores &#8211; no LHC (Large Hadron Collider) usa-se magnetos supercondutores para controlar a trajet\u00f3ria dos feixes de pr\u00f3tons que colidem.&nbsp;Contudo, quando as part\u00edculas em quest\u00e3o n\u00e3o t\u00eam carga, como \u00e9 o caso dos f\u00f3tons, os componentes b\u00e1sicos da luz, n\u00e3o se espera que campos magn\u00e9ticos produzam qualquer efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, um novo experimento realizado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, mostrou que nem sempre \u00e9 assim que os f\u00f3tons se comportam. Em trabalho publicado na &#8220;Nature Photonics&#8221; em 3 de agosto, s\u00e3o verificados efeitos produzidos por campos magn\u00e9ticos em f\u00f3tons.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Os autores se basearam em previs\u00f5es te\u00f3ricas recentes de que, em condi\u00e7\u00f5es muito especiais, seria poss\u00edvel produzir efeitos de interfer\u00eancia sobre a luz atrav\u00e9s de campos magn\u00e9ticos. O trabalho, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Paulo Nussenzveig, da USP-SP, usou um interfer\u00f4metro constru\u00eddo num chip de sil\u00edcio para detectar o chamado efeito Aharonov-Bohm, dos anos 1950, comumente detectado em el\u00e9trons submetidos a um campo magn\u00e9tico. Desta vez, em vez de el\u00e9trons, o arranjo experimental se concentrou em f\u00f3tons, buscando os sinais de interfer\u00eancia previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, foi exatamente isso que os pesquisadores encontraram. O interfer\u00f4metro apresentou um padr\u00e3o de interfer\u00eancia de ondas consistente com as previs\u00f5es te\u00f3ricas, mostrando que os f\u00f3tons afinal n\u00e3o s\u00e3o imunes ao magnetismo. Um campo magn\u00e9tico pode induzir mudan\u00e7as de fase, caracter\u00edstica do comportamento dual dos f\u00f3tons como ondas, desde que sejam criadas circunst\u00e2ncias apropriadas para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o trabalho (resumo de acesso livre, texto integral para assinantes) clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nphoton\/journal\/vaop\/ncurrent\/full\/nphoton.2014.177.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabe-se que campos magn\u00e9ticos &nbsp;exercem for\u00e7as sobre part\u00edculas carregadas em movimento. \u00c9 poss\u00edvel usar o magnetismo para curvar o percurso de um pr\u00f3ton, que tem carga positiva. 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