{"id":3925,"date":"2014-09-25T12:33:19","date_gmt":"2014-09-25T15:33:19","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2014\/09\/25\/modelagem-de-erupcoes-solares\/"},"modified":"2022-08-24T22:51:58","modified_gmt":"2022-08-25T01:51:58","slug":"modelagem-de-erupcoes-solares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/modelagem-de-erupcoes-solares\/","title":{"rendered":"Modelagem de erup\u00e7\u00f5es solares"},"content":{"rendered":"\n<p>Trabalho realizado em colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas no Brasil, na Su\u00ed\u00e7a e na It\u00e1lia ajuda a compreender um dos mais fascinantes e relevantes fen\u00f4menos ocorrendo no sol: as erup\u00e7\u00f5es solares.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se que elas s\u00e3o produto da recombina\u00e7\u00e3o de tubos de fluxo magn\u00e9tico que se formam no plasma da fotosfera solar \u2013 a camada mais externa da superf\u00edcie do Sol. Mas prever quando e como esses eventos acontecem \u00e9 ainda um desafio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs distribui\u00e7\u00f5es de energia desses eventos e o tempo entre eles seguem padr\u00f5es complexos que foram cuidadosamente considerados no passado e lembram de certo modo terremotos e movimentos em mercados de a\u00e7\u00f5es\u201d, destacam no artigo Jos\u00e9 Soares Andrade Jr. e Hans J. Herrmann, do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal do Cear\u00e1, co-autores do trabalho feito em parceria com M. Mendoza e A. Kaydul, da ETH Zurique, na Su\u00ed\u00e7a, e L. de Arcangelis, da Universidade Segunda de N\u00e1poles, na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dessa perspectiva inicialmente desanimadora (mercados t\u00eam flutua\u00e7\u00f5es estoc\u00e1sticas e terremotos continuam sendo imprevis\u00edveis), os pesquisadores resolveram modelar o processo de ac\u00famulo e libera\u00e7\u00e3o de energia nas erup\u00e7\u00f5es em analogia com um sistema em criticalidade auto-organizada (SOC).<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, eles sugerem a origem de duas caracter\u00edsticas importantes das erup\u00e7\u00f5es solares. Primeiro, eles mostram que a distribui\u00e7\u00e3o de energia desses eventos pode ser compreendida atrav\u00e9s de tor\u00e7\u00f5es induzidas pela vorticidade da fotosfera turbulenta. Em segundo lugar, eles mostram que as correla\u00e7\u00f5es entre o tempo de espera at\u00e9 a pr\u00f3xima erup\u00e7\u00e3o e a energia associada seriam devidas a intera\u00e7\u00f5es entre os tubos de fluxo magn\u00e9tico mencionados acima. Os resultados obtidos s\u00e3o consistentes com dados observacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em particular, resulta do modelo que quanto menor o intervalo de tempo entre duas erup\u00e7\u00f5es, mais prov\u00e1vel que a segunda explos\u00e3o seja mais forte que a primeira. Os pesquisadores esperam que o trabalho ajude na previs\u00e3o desses fen\u00f4menos. Afinal, erup\u00e7\u00f5es solares podem causar danos a sat\u00e9lites e afetar redes el\u00e9tricas na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.nature.com\/ncomms\/2014\/140923\/ncomms6035\/full\/ncomms6035.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(resumo de acesso livre, texto completo s\u00f3 para assinantes).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalho realizado em colabora\u00e7\u00e3o entre cientistas no Brasil, na Su\u00ed\u00e7a e na It\u00e1lia ajuda a compreender um dos mais fascinantes e relevantes fen\u00f4menos ocorrendo no sol: as erup\u00e7\u00f5es solares. 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