{"id":3899,"date":"2014-11-13T09:31:26","date_gmt":"2014-11-13T11:31:26","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2014\/11\/13\/resistencia-eletrica-e-temperatura-em-grafeno\/"},"modified":"2022-08-24T22:43:39","modified_gmt":"2022-08-25T01:43:39","slug":"resistencia-eletrica-e-temperatura-em-grafeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/resistencia-eletrica-e-temperatura-em-grafeno\/","title":{"rendered":"Resist\u00eancia el\u00e9trica e temperatura em grafeno"},"content":{"rendered":"\n<p>Um fen\u00f4meno comumente investigado em metais \u00e9 o efeito Kondo. Primeiramente observado nos anos 30 e descrito teoricamente na d\u00e9cada de 1960 por Jun Kondo, ele versa sobre o espalhamento de el\u00e9trons por impurezas magn\u00e9ticas. Isso resulta em um aumento da resist\u00eancia el\u00e9trica conforme a temperatura diminui, o oposto do comportamento esperado em metais. Esse efeito \u00e9 dominante quando a resistividade \u00e9 medida a temperaturas abaixo da \u201ctemperatura de Kondo\u201d caracter\u00edstica do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se que no grafeno \u2013 material bidimensional constru\u00eddo por uma folha de \u00e1tomos de carbono dispostos num padr\u00e3o hexagonal \u2013 os portadores de carga se propagam como f\u00e9rmions relativ\u00edsticos sem massa, o que confere a este material propriedades eletr\u00f4nicas muito peculiares, bem como para a f\u00edsica do efeito Kondo. Medidas recentes de resistividade em grafeno com vac\u00e2ncias no regime Kondo tem suscitado grande controv\u00e9rsia por apresentarem resultados surpreendentes e muito dif\u00edceis de conciliar com as previs\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Agora, um trabalho te\u00f3rico feito por um trio de pesquisadores brasileiros avan\u00e7a sobre essa quest\u00e3o, ao investigar o efeito Kondo em grafeno desordenado.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo \u00e9 assinado por Vladimir G. Miranda e Caio H. Lewenkopf, da UFF (Universidade Federal Fluminense), em parceria com Luis Greg\u00f3rio Dias da Silva, do Instituto de F\u00edsica da USP, e demonstra que a desordem tem um papel importante no efeito Kondo em grafeno: ela aparece como um mecanismo natural para explicar o acoplamento de impurezas magn\u00e9ticas (localizadas em vac\u00e2ncias na rede do grafeno) com os el\u00e9trons respons\u00e1veis por conduzir corrente no material. O modelo proposto descreve qualitativamente os resultados experimentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a desordem leva a ao aparecimento de uma \u201cfase de Griffiths\u201d, uma situa\u00e7\u00e3o em que comportamento t\u00edpico do sistema \u00e9 dominado por longas caudas na distribui\u00e7\u00e3o das temperaturas de Kondo e n\u00e3o pelo valor m\u00e9dio da distribui\u00e7\u00e3o, como seria o esperado. Os resultados foram obtidos a partir da uma combina\u00e7\u00e3o de modelos simples, como o \u201ctight-binding\u201d para sistemas desordenados, e m\u00e9todos num\u00e9ricos computacionais, como o grupo de renormaliza\u00e7\u00e3o num\u00e9rico.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho, que pode ajudar a compreender certos padr\u00f5es observados em experimentos com grafeno, foi publicado em 3 de novembro no peri\u00f3dico &#8220;Physical Review B \u2013 Rapid Communications&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prb\/abstract\/10.1103\/PhysRevB.90.201101\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1402.4771\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fen\u00f4meno comumente investigado em metais \u00e9 o efeito Kondo. 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