{"id":3878,"date":"2015-05-14T07:19:31","date_gmt":"2015-05-14T10:19:31","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2015\/05\/14\/movimento-coletivo-de-particulas-auto-propelidas\/"},"modified":"2022-08-24T22:31:02","modified_gmt":"2022-08-25T01:31:02","slug":"movimento-coletivo-de-particulas-auto-propelidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/movimento-coletivo-de-particulas-auto-propelidas\/","title":{"rendered":"Movimento coletivo de part\u00edculas auto-propelidas"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos maiores desafios da f\u00edsica \u00e9 explicar a complexidade dos fen\u00f4menos naturais a partir de regras relativamente simples. E uma das \u00e1reas em que isso fica mais claro \u00e9 nos estudos de movimento de part\u00edculas com capacidade de propuls\u00e3o pr\u00f3pria. S\u00e3o modelos que podem representar diversos fen\u00f4menos observados na natureza, desde clonias de bact\u00e9rias at\u00e9 revoadas de p\u00e1ssaros.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 aqui, os modelos propostos assumem que as part\u00edculas descrevem movimento aleat\u00f3rio com uma componente estoc\u00e1stica em um regime de super-amortecimento \u2013 que inibe componentes oscilat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo trabalho realizado por um grupo internacional de pesquisadores com participa\u00e7\u00e3o de um brasileiro, mostra a import\u00e2ncia da &#8220;mem\u00f3ria&#8221;, ou, no caso em quest\u00e3o, da din\u00e2mica angular sub-amortecida, para explicar as propriedades de movimento coletivo das part\u00edculas auto-propelidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O sub-amortecimento diz respeito ao movimento oscilat\u00f3rio promovido pela intera\u00e7\u00e3o entre as part\u00edculas, que \u00e9 menor do que o que seria natural para o sistema, mas no caso sub n\u00e3o \u00e9 completamente amortecido. Ao usar modelos do estilo Vicsek (Tamas Vicsek foi o primeiro a conceber esses sistemas desse modo, em 1995), o grupo encabe\u00e7ado por Ken H. Nagai, do Instituto Avan\u00e7ado de Ci\u00eancia e Tecnologia do Jap\u00e3o, revelou uma rica variedade de fases coletivas observadas nas part\u00edculas auto-propelidas que n\u00e3o s\u00e3o observadas nas modelagens que representam o sistema super-amortecido \u2013 com sua oscila\u00e7\u00e3o suprimida, mas n\u00e3o de maneira \u00f3tima.<\/p>\n\n\n\n<p>De modo a obter esses resultados, os pesquisadores adotaram no modelo um processo Ornstein-Uhlanbeck \u2013 um processo estoc\u00e1stico que, em ess\u00eancia, descreve a velocidade de uma part\u00edcula browniana sob influ\u00eancia de atrito. Do Brasil, participou do estudo Raul Montagne, do Departamento de F\u00edsica da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), no Recife.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo (resumo de acesso livre, texto completo s\u00f3 para assinantes, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.114.168001\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios da f\u00edsica \u00e9 explicar a complexidade dos fen\u00f4menos naturais a partir de regras relativamente simples. E uma das \u00e1reas em que isso fica mais claro \u00e9 nos estudos de movimento de part\u00edculas com capacidade de propuls\u00e3o pr\u00f3pria. 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