{"id":3843,"date":"2015-11-19T09:17:33","date_gmt":"2015-11-19T11:17:33","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2015\/11\/19\/buracos-negros-em-5-dimensoes-e-o-plasma-de-quarks-e-gluons\/"},"modified":"2022-05-25T18:45:31","modified_gmt":"2022-05-25T21:45:31","slug":"buracos-negros-em-5-dimensoes-e-o-plasma-de-quarks-e-gluons","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/buracos-negros-em-5-dimensoes-e-o-plasma-de-quarks-e-gluons\/","title":{"rendered":"Buracos negros em 5 dimens\u00f5es e o plasma de quarks e gl\u00faons"},"content":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios da f\u00edsica moderna \u00e9 conciliar a relatividade geral com a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica num \u00fanico arcabou\u00e7o te\u00f3rico. Nesse contexto, um dos caminhos mais promissores \u00e9 a teoria de supercordas, que postula que as part\u00edculas que observamos na natureza s\u00e3o min\u00fasculas cordas vibrando num espa\u00e7o-tempo com dimens\u00f5es espaciais extra, al\u00e9m das tr\u00eas vivenciadas no cotidiano.<\/p>\n<p>As dimens\u00f5es extra s\u00e3o em geral tidas como pequenas demais para serem detectadas em nossos experimentos atuais, mas os f\u00edsicos se esfor\u00e7am por extrair predi\u00e7\u00f5es da teoria que deem pistas indiretas de que est\u00e3o no caminho certo.&nbsp;<\/p>\n<p>Um progresso nesse sentido foi apresentado por Romulo Rougemont e Jorge Noronha, do Instituto de F\u00edsica da USP, em S\u00e3o Paulo, e Jacquelyn Noronha-Hostler, da Universidade Columbia, em Nova York em trabalho recente.<\/p>\n<p>Eles simularam em computador as propriedades de 250 mil buracos negros em cinco dimens\u00f5es e com isso calcularam, pela primeira vez, como a carga de b\u00e1rions \u2013 a diferen\u00e7a no n\u00famero de quarks e antiquarks \u2013 se difunde por um estado da mat\u00e9ria conhecido como plasma de quark-gluon quando esse sistema tema mais mat\u00e9ria que antimat\u00e9ria \u2013 exatamente como acontece em colis\u00f5es ultra-relativ\u00edsticas promovidas entre n\u00facleos pesados no RHIC (Relativistic Heavy Ion Collider).<\/p>\n<p>O quark-gl\u00faon plasma se forma quando mat\u00e9ria comum \u00e9 aquecida a temperaturas milhares de vezes mais altas que as atingidas no interior do Sol. Nesse estado, os pr\u00f3tons e n\u00eautrons se desfazem em um am\u00e1lgama de quarks e gl\u00faons que flui como um fluido perfeito num espa\u00e7o apenas um pouco maior que o tamanho de um \u00fanico pr\u00f3ton.<\/p>\n<p>&#8220;As t\u00e9cnicas que empregamos para estudar as propriedades de difus\u00e3o da carga de b\u00e1rions no plasma de quark-gluon s\u00e3o baseadas num dos grandes avan\u00e7os recentes em f\u00edsica te\u00f3rica envolvendo teoria de supercordas \u2013 a correspond\u00eancia hologr\u00e1fica \u2013 que estabelece uma equival\u00eancia surpreendente entre certas teorias qu\u00e2nticas em nosso espa\u00e7o-tempo usual de quatro dimens\u00f5es com a f\u00edsica de buracos negros em dimens\u00f5es mais altas&#8221;, escreveram os autores.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 usar a f\u00edsica de buracos negros em cinco dimens\u00f5es \u2013 que n\u00e3o podemos observar diretamente \u2013 para sondar propriedades do plasma de quark-gluon \u2013 que pode ser recriado em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O trabalho foi publicado em 11 de novembro de 2015 na &#8220;Physical Review Letters&#8221;.<\/p>\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.115.202301\">aqui<\/a>&nbsp;(s\u00f3 para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/arxiv.org\/abs\/1507.06972\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores desafios da f\u00edsica moderna \u00e9 conciliar a relatividade geral com a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica num \u00fanico arcabou\u00e7o te\u00f3rico. Nesse contexto, um dos caminhos mais promissores \u00e9 a teoria de supercordas, que postula que as part\u00edculas que observamos na natureza s\u00e3o min\u00fasculas cordas vibrando num espa\u00e7o-tempo com dimens\u00f5es espaciais extra, al\u00e9m das tr\u00eas vivenciadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":16567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3843","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3843","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3843"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3843\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13616,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3843\/revisions\/13616"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3843"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3843"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3843"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}