{"id":3837,"date":"2016-01-21T09:24:01","date_gmt":"2016-01-21T11:24:01","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2016\/01\/21\/refinada-a-medida-da-carga-do-anti-hidrogenio\/"},"modified":"2022-08-24T21:57:47","modified_gmt":"2022-08-25T00:57:47","slug":"refinada-a-medida-da-carga-do-anti-hidrogenio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/refinada-a-medida-da-carga-do-anti-hidrogenio\/","title":{"rendered":"Refinada a medida da carga do anti-hidrog\u00eanio"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos grandes mist\u00e9rios da natureza \u00e9 o porqu\u00ea de o Universo ser todo feito de mat\u00e9ria, mas n\u00e3o de antimat\u00e9ria. Segundo os modelos cosmol\u00f3gicos, o Big Bang deveria ter produzido ambas, e as teorias f\u00edsicas n\u00e3o sugerem de imediato nenhuma diferen\u00e7a discern\u00edvel entre elas \u2013 exceto a invers\u00e3o de carga que lhes \u00e9 peculiar. Pr\u00f3tons t\u00eam carga positiva, antipr\u00f3tons, carga negativa, el\u00e9trons, carga negativa, antiel\u00e9trons (tamb\u00e9m conhecidos como p\u00f3sitrons), carga positiva, e assim por diante.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar desvendar por que a mat\u00e9ria prevaleceu sobre a antimat\u00e9ria, o grupo de pesquisadores do grupo ALPHA, no CERN, que conta com participa\u00e7\u00e3o brasileira, vem realizando medidas cada vez mais precisas da carga el\u00e9trica de um \u00e1tomo de anti-hidrog\u00eanio, ou seja, da combina\u00e7\u00e3o de um antipr\u00f3ton com um p\u00f3sitron. O grupo apresentou resultados nessa linha h\u00e1 cerca de 1 ano e meio que foram agora refinados por um fator de 20.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que uma assimetria pudesse explicar porque as part\u00edculas de mat\u00e9ria prevaleceram sobre as de antimat\u00e9ria. No entanto, as novas medidas da carga el\u00e9trica total do anti-hidrog\u00eanio, 20 vezes mais precisas que as anteriores, indicam que ela \u00e9 zero (assim como a do hidrog\u00eanio) pelo menos at\u00e9 a oitava casa decimal. Ou seja, compat\u00edvel com o balan\u00e7o perfeito entre as cargas do p\u00f3sitron e do anti-pr\u00f3ton , com resultante nula, como no hidrog\u00eanio. A neutralidade dos \u00e1tomos e mol\u00e9culas constituidos de mat\u00e9ria j\u00e1 est\u00e1 comprovada com erro menor do que 10 \u00e0 pot\u00eancia (-21), uma precis\u00e3o de mais de 10 casas decimais acima do anti-hidrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra consequ\u00eancia da nova medida da carga do anti-hidrog\u00eanio, e\u00e9 que foi poss\u00edvel reduzir por um fator de 25 a chamada anomalia da carga do p\u00f3sitron, que representa a diferen\u00e7a relativa entre a carga do p\u00f3sitron e a carga do el\u00e9tron (em m\u00f3dulo). O limite passa a ser de 1 parte por bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de 50 cientistas inclui tr\u00eas brasileiros: Cl\u00e1udio Lenz Cesar, Daniel de Miranda Silveira e Rodrigo Lage Sacramento,&nbsp; da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os resultados foram publicados em 20 de janeiro na Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo (vers\u00e3o completa para assinantes, resumo de acesso livre), clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/nature.com\/articles\/doi:10.1038\/nature16491\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos grandes mist\u00e9rios da natureza \u00e9 o porqu\u00ea de o Universo ser todo feito de mat\u00e9ria, mas n\u00e3o de antimat\u00e9ria. Segundo os modelos cosmol\u00f3gicos, o Big Bang deveria ter produzido ambas, e as teorias f\u00edsicas n\u00e3o sugerem de imediato nenhuma diferen\u00e7a discern\u00edvel entre elas \u2013 exceto a invers\u00e3o de carga que lhes \u00e9 peculiar. 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