{"id":3815,"date":"2016-08-04T07:16:10","date_gmt":"2016-08-04T10:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2016\/08\/04\/transicao-de-fase-metal-isolante-em-dioxido-de-vanadio\/"},"modified":"2022-08-24T05:53:30","modified_gmt":"2022-08-24T08:53:30","slug":"transicao-de-fase-metal-isolante-em-dioxido-de-vanadio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/transicao-de-fase-metal-isolante-em-dioxido-de-vanadio\/","title":{"rendered":"Transi\u00e7\u00e3o de fase metal-isolante em di\u00f3xido de van\u00e1dio"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos materiais mais intrigantes do ponto de vista de aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas \u00e9 o di\u00f3xido de van\u00e1dio (VO2). Isso porque ele tem uma mudan\u00e7a de fase que acontece a temperaturas muito pr\u00f3ximas da temperatura ambiente, em que ele deixa de se comportar como metal e passa a agir como um isolante \u2013 e a mudan\u00e7a acontece numa escala de tempo muito pequena.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, pesquisadores especulam que, com apenas um ligeiro resfriamento, ele poderia se tornar \u00fatil para aplica\u00e7\u00f5es em dispositivos. Mas ainda \u00e9 preciso desenvolver uma compreens\u00e3o mais sofisticada de como se d\u00e3o essas mudan\u00e7as de fase.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi exatamente em torno desse problema que girou um estudo realizado em parceria por W. H. Brito e M. C. O. Aguiar, pesquisadores do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Minas Gerais, e K. Haule e G. Kotliar, do Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em artigo publicado em 27 de julho na \u201cPhysical Review Letters\u201d, eles fazem uma an\u00e1lise te\u00f3rica da estrutura eletr\u00f4nica do di\u00f3xido de van\u00e1dio em suas duas fases, conhecidas como M1 (met\u00e1lica) e M2 (isolante), com base em uma combina\u00e7\u00e3o de uma teoria de densidade funcional e c\u00e1lculos de teoria de campo m\u00e9dio din\u00e2mico, de forma completamente auto-consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho mostra que a f\u00edsica de Mott, assim chamada em homenagem a sir Nevill Francis Mott (1905-1996), vencedor do Pr\u00eamio Nobel em F\u00edsica de 1977, tem liga\u00e7\u00e3o fundamental com todas as fases do VO2. E com isso foi poss\u00edvel estabelecer a conex\u00e3o entre o aumento da temperatura e a transi\u00e7\u00e3o de fase, da forma que ela \u00e9 observada em experimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.117.056402\">aqui<\/a>&nbsp;(para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1509.02968\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos materiais mais intrigantes do ponto de vista de aplica\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas \u00e9 o di\u00f3xido de van\u00e1dio (VO2). Isso porque ele tem uma mudan\u00e7a de fase que acontece a temperaturas muito pr\u00f3ximas da temperatura ambiente, em que ele deixa de se comportar como metal e passa a agir como um isolante \u2013 e a mudan\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":16567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3815","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3815","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3815"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3815\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18990,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3815\/revisions\/18990"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3815"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3815"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3815"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}