{"id":3810,"date":"2016-09-22T07:07:47","date_gmt":"2016-09-22T10:07:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2016\/09\/22\/uso-de-atomos-ultrafrios-para-compreender-supercondutividade\/"},"modified":"2022-08-24T05:44:25","modified_gmt":"2022-08-24T08:44:25","slug":"uso-de-atomos-ultrafrios-para-compreender-supercondutividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/uso-de-atomos-ultrafrios-para-compreender-supercondutividade\/","title":{"rendered":"Uso de \u00e1tomos ultrafrios para compreender supercondutividade"},"content":{"rendered":"\n<p>A compreens\u00e3o da supercondutividade de altas temperaturas, a capacidade dos el\u00e9trons de um material de formar pares e carregar corrente sem atrito a temperaturas razoavelmente altas, pode revolucionar tecnologias que fazem uso da eletricidade e \u00e9 um dos maiores desafios da F\u00edsica na atualidade. Simuladores qu\u00e2nticos, onde \u00e1tomos fortemente interagentes se comportam de maneira an\u00e1loga aos el\u00e9trons em supercondutores de alta temperatura, t\u00eam sido usados para estudar o fen\u00f4meno.<\/p>\n\n\n\n<p>Um trabalho rec\u00e9m-realizado por f\u00edsicos nos Estados Unidos, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, conseguiu um importante avan\u00e7o na \u00e1rea e ganhou as p\u00e1ginas da edi\u00e7\u00e3o de 16 de setembro da prestigiosa revista cient\u00edfica americana \u201cScience\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo experimental capitaneado pelo Prof. Martin Zwierlein do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), em Cambridge (EUA), montou um\u201cmicrosc\u00f3pio qu\u00e2ntico\u201d onde as posi\u00e7\u00f5es individuais de \u00e1tomos de pot\u00e1ssio resfriados a temperaturas ligeiramente acima do zero absoluto, armadilhados em lasers formando uma rede bi-dimensional s\u00e3o observadas, permitindo assim o estudo das correla\u00e7\u00f5es de spin e carga em toda a armadilha. Esses \u00e1tomos interagem entre si de maneira bastante peculiar. Dependendo de sua posi\u00e7\u00e3o na armadilha, podem exibir comportamento bastante diverso, que pode ser\u201cantissocial\u201d, preferindo se afastar uns dos outros; ou, ao contr\u00e1rio, preferem se aproximar uns dos outros, com orienta\u00e7\u00f5es magn\u00e9ticas alternadas, ou ainda formar padr\u00f5es onde dois \u00e1tomos emparelhados s\u00e3o vizinhos de espa\u00e7os vazios.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma contribui\u00e7\u00e3o importante dos te\u00f3ricos do grupo foi mostrar que o modelo matem\u00e1tico usado para descrever materiais reais (o assim chamado modelo de Hubbard) p\u00f4de reproduzir o comportamento dos \u00e1tomos de pot\u00e1ssio observado nos experimentos em uma determinada faixa de temperatura.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo tem como primeiro autor Lawrence W. Cheuk, do MIT, e teve a participa\u00e7\u00e3o de Thereza Paiva, do Instituto de F\u00edsica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/353\/6305\/1260\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(s\u00f3 para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1606.04089\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A compreens\u00e3o da supercondutividade de altas temperaturas, a capacidade dos el\u00e9trons de um material de formar pares e carregar corrente sem atrito a temperaturas razoavelmente altas, pode revolucionar tecnologias que fazem uso da eletricidade e \u00e9 um dos maiores desafios da F\u00edsica na atualidade. 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