{"id":3809,"date":"2016-09-29T07:05:36","date_gmt":"2016-09-29T10:05:36","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2016\/09\/29\/lider-de-grupo-apresenta-avancos-no-estudo-da-antimateria\/"},"modified":"2022-08-24T05:43:05","modified_gmt":"2022-08-24T08:43:05","slug":"lider-de-grupo-apresenta-avancos-no-estudo-da-antimateria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/lider-de-grupo-apresenta-avancos-no-estudo-da-antimateria\/","title":{"rendered":"L\u00edder de grupo apresenta avan\u00e7os no estudo da antimat\u00e9ria"},"content":{"rendered":"\n<p>Se houver alguma diferen\u00e7a entre o hidrog\u00eanio e o anti-hidrog\u00eanio \u2013 vers\u00e3o de antimat\u00e9ria do \u00e1tomo mais simples do Universo, composta por um p\u00f3sitron circulando um antipr\u00f3ton \u2013, o experimento ALPHA, no CERN, est\u00e1 determinado a descobrir. \u00c9 o que diz Jeffrey Hangst, pesquisador da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e porta-voz da iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos agora trabalhando no experimento que quer\u00edamos fazer por tantos anos: espectroscopia a laser de anti-hidrog\u00eanio capturado\u201d, diz Hangst, que apresentou os \u00faltimos avan\u00e7os da colabora\u00e7\u00e3o ALPHA, que envolve cerca de 50 pesquisadores de diversos pa\u00edses, inclusive o Brasil, durante o Encontro de F\u00edsica de 2016, organizado pela Sociedade Brasileira de F\u00edsica em Natal (RN).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, a equipe se tornou especialista em produzir e capturar \u00e1tomos de anti-hidrog\u00eanio \u2013 procedimento que n\u00e3o \u00e9 nada trivial, tendo em vista o fato de que o contato de mat\u00e9ria com antimat\u00e9ria leva \u00e0 aniquila\u00e7\u00e3o completa na forma de radia\u00e7\u00e3o gama. Para aprisionar anti-\u00e1tomos, \u00e9 preciso usar sofisticadas armadilhas de campos magn\u00e9ticos, algo que o ALPHA faz com grande sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados mais recentes, publicados em janeiro de 2016 na \u201cNature Communications\u201d, avan\u00e7aram em um fator de 20 vezes a medida da carga el\u00e9trica do anti-hidrog\u00eanio \u2013 e confirmou que ela \u00e9 nula com uma precis\u00e3o de oito casas decimais, como esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa dos cientistas \u00e9 continuar a estudar a antimat\u00e9ria a fim de encontrar alguma diferen\u00e7a significativa entre ela e a mat\u00e9ria convencional, de forma que se possa esclarecer um dos maiores mist\u00e9rios da f\u00edsica: por que o Universo \u00e9 todo feito de mat\u00e9ria, e n\u00e3o de antimat\u00e9ria? A rigor, o Big Bang teria produzido os dois em iguais quantidades, o que levaria \u00e0 aniquila\u00e7\u00e3o total. De algum modo, contudo, houve um excesso de mat\u00e9ria sobre antimat\u00e9ria, resultando no cosmos que vemos hoje. Os cientistas agora querem saber como e por qu\u00ea isso se deu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s esperamos aumentar enormemente a precis\u00e3o com que estudamos o anti-hidrog\u00eanio ao usar um laser muito est\u00e1vel para investigar sua estrutura interna\u201d, disse Hangst. \u201cEsse tem sido o &#8216;santo graal&#8217; da f\u00edsica do anti-hidrog\u00eanio. O experimento ALPHA agora tem todas as pe\u00e7as no lugar para fazer essas medi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se houver alguma diferen\u00e7a entre o hidrog\u00eanio e o anti-hidrog\u00eanio \u2013 vers\u00e3o de antimat\u00e9ria do \u00e1tomo mais simples do Universo, composta por um p\u00f3sitron circulando um antipr\u00f3ton \u2013, o experimento ALPHA, no CERN, est\u00e1 determinado a descobrir. \u00c9 o que diz Jeffrey Hangst, pesquisador da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e porta-voz da iniciativa. \u201cEstamos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18971,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3809","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3809","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3809"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18972,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3809\/revisions\/18972"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}