{"id":3723,"date":"2017-01-26T08:29:23","date_gmt":"2017-01-26T10:29:23","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/01\/26\/um-analogo-da-superradiancia-rotacional-em-buracos-negros\/"},"modified":"2022-08-24T05:14:17","modified_gmt":"2022-08-24T08:14:17","slug":"um-analogo-da-superradiancia-rotacional-em-buracos-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/um-analogo-da-superradiancia-rotacional-em-buracos-negros\/","title":{"rendered":"Um an\u00e1logo da superradi\u00e2ncia rotacional em buracos negros"},"content":{"rendered":"<p>Estudar a f\u00edsica dos buracos negros \u00e9 um dos maiores desafios experimentais que existem, em raz\u00e3o da impossibilidade de recriar o fen\u00f4meno astron\u00f4mico em laborat\u00f3rio. Contudo, oportunidades interessantes aparecem por meio de an\u00e1logos \u2013 arranjos experimentais que podem mostrar pelo menos alguns dos comportamentos esperados desses objetos.<\/p>\n<p>Foi assim que um grupo portugu\u00eas, brit\u00e2nico e brasileiro buscou investigar o fen\u00f4meno conhecido como superradi\u00e2ncia rotacional, previsto teoricamente d\u00e9cadas atr\u00e1s e o principal respons\u00e1vel por v\u00e1rios efeitos importantes na f\u00edsica desses estranhos objetos, cuja gravidade em suas imedia\u00e7\u00f5es se torna t\u00e3o intensa que nem a luz pode escalar deles.<\/p>\n<p>A superradi\u00e2ncia rotacional continua sem observa\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio, mas, em um artigo publicado no &#8220;Physical Review Letters&#8221; em 29 de dezembro de 2016 e que tem como primeiro autor Vitor Cardoso, do Instituto Superior T\u00e9cnico da Universidade de Lisboa, os pesquisadores sugerem uma forma de criar o fen\u00f4meno de forma an\u00e1loga em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Eles investigaram matematicamente o comportamento de ondas sonoras e de superf\u00edcie em fluidos numa bacia circular no centro da qual um cilindro em rota\u00e7\u00e3o \u00e9 instalado. &#8220;Mostramos que com uma escolha apropriada do material do cilindro, as ondas superficiais e sonoras s\u00e3o amplificadas.&#8221;<\/p>\n<p>Os pesquisadores estudaram dois tipos de instabilidades, uma que surgem sempre que modos superradiantes est\u00e3o confinados \u00e0s proximidades do cilindro em rota\u00e7\u00e3o \u2013 que faz a\u00ed o papel do buraco negro, enquanto o fluido representa a mat\u00e9ria circundante \u2013 e outro que n\u00e3o depende de confinamento e que corresponde \u00e0 excita\u00e7\u00e3o local do cilindro.<\/p>\n<p>&#8220;Nossas descobertas s\u00e3o test\u00e1veis experimentalmente em laborat\u00f3rios de fluidos existentes e, portanto, oferecem explora\u00e7\u00e3o experimental e compara\u00e7\u00e3o das instabilidades din\u00e2micas que emergem de camadas fronteiri\u00e7as em r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o em sistemas din\u00e2micos tanto fluidos como astrof\u00edsicos&#8221;, escrevem os autores, que t\u00eam entre eles Mauricio Richartz, do Centro de Matem\u00e1tica, Computa\u00e7\u00e3o e Cogni\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do ABC, em Santo Andr\u00e9 (SP).<\/p>\n<p>Para ler o artigo completo, clique\u00a0<a href=\"http:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.117.271101\">aqui<\/a>\u00a0(s\u00f3 para assinantes) ou\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1607.01378\">aqui<\/a>\u00a0(acesso livre).<\/p>\n<p>Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da SBF<\/p>\n<p>Salvador Nogueira<br \/>\nTel: +55 11 99178-9661<br \/>\nE-mail: comunicacao@sbfisica.org.br<br \/>\nTwitter: http:\/\/twitter.com\/sbfisica<br \/>\nFacebook: http:\/\/www.facebook.com\/sbfisica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudar a f\u00edsica dos buracos negros \u00e9 um dos maiores desafios experimentais que existem, em raz\u00e3o da impossibilidade de recriar o fen\u00f4meno astron\u00f4mico em laborat\u00f3rio. Contudo, oportunidades interessantes aparecem por meio de an\u00e1logos \u2013 arranjos experimentais que podem mostrar pelo menos alguns dos comportamentos esperados desses objetos. Foi assim que um grupo portugu\u00eas, brit\u00e2nico e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18927,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3723"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18928,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3723\/revisions\/18928"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18927"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}