{"id":3695,"date":"2017-07-27T12:17:31","date_gmt":"2017-07-27T15:17:31","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/07\/27\/reconexao-magnetica-na-magnetosfera-terrestre\/"},"modified":"2022-08-24T04:25:35","modified_gmt":"2022-08-24T07:25:35","slug":"reconexao-magnetica-na-magnetosfera-terrestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/reconexao-magnetica-na-magnetosfera-terrestre\/","title":{"rendered":"Reconex\u00e3o magn\u00e9tica na magnetosfera terrestre"},"content":{"rendered":"<p>Grande parte dos corpos celestes, como a Terra e as estrelas, t\u00eam campos magn\u00e9ticos, e suas magnetosferas ditam o ambiente espacial ao seu redor. \u00c9 fundamental compreender, por exemplo, como o campo magn\u00e9tico terrestre interage com o vento solar \u2013 a corrente de part\u00edculas carregadas emanadas de nosso Sol \u2013 e protege a superf\u00edcie de nosso planeta de radia\u00e7\u00e3o perigosa para a vida.<\/p>\n<p>Um dos processos essenciais nessa intera\u00e7\u00e3o \u00e9 o da reconex\u00e3o magn\u00e9tica, fen\u00f4meno em que a topologia (ou seja, as linhas de campo) magn\u00e9tica \u00e9 rearranjada e assim a energia do campo \u00e9 convertida em energia cin\u00e9tica e t\u00e9rmica das part\u00edculas, resultando em acelera\u00e7\u00e3o das mesmas.<\/p>\n<p>Com o objetivo de descrever e analisar a reconex\u00e3o magn\u00e9tica na magnetosfera da Terra, um quarteto de pesquisadores no Brasil lan\u00e7ou m\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es feitas no espa\u00e7o e modelos te\u00f3ricos para apontar em que locais do campo magn\u00e9tico a reconex\u00e3o \u00e9 esperada, processo que eles mostram ser influenciado por mudan\u00e7as na dire\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico interplanet\u00e1rio (que \u00e9 o campo magn\u00e9tico do vento solar).<\/p>\n<p>O trabalho foi publicado em 5 de julho no &#8220;Brazilian Journal of Physics&#8221;, publica\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de F\u00edsica.<\/p>\n<p>\u201cMostramos no artigo uma vis\u00e3o um tanto simplificada, conquanto ainda atual, da localiza\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel da regi\u00e3o de ocorr\u00eancia de reconex\u00e3o magn\u00e9tica em regi\u00e3o pertencente ao espa\u00e7o pr\u00f3ximo \u00e0 Terra conhecida como magnetopausa\u201d, diz Vitor Moura C. e S. Souza, primeiro autor do estudo e bolsista de p\u00f3s-doutorado da FAPESP no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), sob a supervis\u00e3o de Walter Gonzalez, que tamb\u00e9m \u00e9 co-autor do trabalho. O estudo conta ainda com as participa\u00e7\u00f5es de Daiki Koga, tamb\u00e9m do INPE, e Flavia R. Cardoso, da Escola de Engenharia de Lorena da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Souza ainda salienta que o trabalho mostra que \u201ca regi\u00e3o onde a reconex\u00e3o ocorre deve ter sua configura\u00e7\u00e3o espacial alterada em fun\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o do chamado &#8216;campo magn\u00e9tico interplanet\u00e1rio&#8217;, que nada mais \u00e9 do que o campo magn\u00e9tico do Sol que \u00e9 levado juntamente com o vento solar para os mais distantes rinc\u00f5es do Sistema Solar\u201d.<\/p>\n<p>Para ler o artigo completo, clique\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s13538-017-0514-z\">aqui<\/a>\u00a0(resumo de acesso livre, texto completo s\u00f3 para assinantes).<\/p>\n<p>Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da SBF<\/p>\n<p>Salvador Nogueira<br \/>\nTel: +55 11 98481-6119<br \/>\nE-mail: comunicacao@sbfisica.org.br<br \/>\nTwitter: http:\/\/twitter.com\/sbfisica<br \/>\nFacebook: http:\/\/www.facebook.com\/sbfisica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grande parte dos corpos celestes, como a Terra e as estrelas, t\u00eam campos magn\u00e9ticos, e suas magnetosferas ditam o ambiente espacial ao seu redor. \u00c9 fundamental compreender, por exemplo, como o campo magn\u00e9tico terrestre interage com o vento solar \u2013 a corrente de part\u00edculas carregadas emanadas de nosso Sol \u2013 e protege a superf\u00edcie de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18850,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3695","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3695"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18851,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3695\/revisions\/18851"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18850"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}