{"id":3689,"date":"2017-08-17T12:04:34","date_gmt":"2017-08-17T15:04:34","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/08\/17\/o-anti-hidrogenio-e-o-universo\/"},"modified":"2022-08-24T04:15:52","modified_gmt":"2022-08-24T07:15:52","slug":"o-anti-hidrogenio-e-o-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/o-anti-hidrogenio-e-o-universo\/","title":{"rendered":"O anti-hidrog\u00eanio e o Universo"},"content":{"rendered":"<p>Por que o Universo \u00e9 feito de mat\u00e9ria, e n\u00e3o de antimat\u00e9ria? Esse \u00e9 um dos grandes mist\u00e9rios da f\u00edsica. Em tese, o Big Bang produziria quantidades iguais de part\u00edculas e antipart\u00edculas, e quase todas essas deveriam se aniquilar em forma de radia\u00e7\u00e3o. O restante deveria manter a mesma quantidade de mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria. Contudo, em vez de um cosmos sim\u00e9trico, terminamos com um feito de mat\u00e9ria. Ou seja, de algum modo, mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria n\u00e3o s\u00e3o exatamente id\u00eanticas, o que criou um pequeno desbalanceamento em favor da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Em anos recentes, os cientistas desenvolveram a tecnologia para criar e aprisionar \u00e1tomos de anti-hidrog\u00eanio em laborat\u00f3rio e, nos \u00faltimos tempos, t\u00eam empreendido medi\u00e7\u00f5es das propriedades do anti-hidrog\u00eanio, em busca de pistas das diferen\u00e7as entre mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O mais novo resultado desse empreendimento \u2013 produto de uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de 54 pesquisadores, dentre eles 4 brasileiros \u2013 foi publicado em 2 de agosto na revista &#8220;Nature&#8221;. A equipe da colabora\u00e7\u00e3o ALPHA, operando equipamento instalado no CERN, o centro europeu de f\u00edsica de part\u00edculas, fez a primeira medi\u00e7\u00e3o da estrutura hiperfina do anti-hidrog\u00eanio at\u00f4mico.<\/p>\n<p>Realizando a medida de duas diferentes configura\u00e7\u00f5es de spin, a colabora\u00e7\u00e3o obteve essa medida com uma precis\u00e3o de 4 partes em 10 mil. &#8220;\u00c9 a primeira vez que isso \u00e9 medido&#8221;, explica Cl\u00e1udio Lenz Cesar, pesquisador do Instituto de F\u00edsica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e co-autor do trabalho. &#8220;Por enquanto a medida resultou compat\u00edvel com a do hidrog\u00eanio.&#8221;<\/p>\n<p>Os pesquisadores continuam trabalhando para melhorar a precis\u00e3o e ambicionam, ainda neste ano, obter um espectro \u00f3ptico do anti-hidrog\u00eanio na regi\u00e3o do ultravioleta, onde esperam obter uma medida da frequ\u00eancia com 12 algarismos significativos. &#8220;Isso tornaria o experimento mais sens\u00edvel a uma poss\u00edvel diferen\u00e7a entre mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria&#8221;, complementa Lenz Cesar. &#8220;A partir da\u00ed, a palavra \u00e9 com a natureza.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Lenz Cesar, participaram do trabalho seus colegas da UFRJ Daniel de Miranda Silveira e Rodrigo Lage Sacramento. O quarto brasileiro do trabalho, Bruno Ximenez Alves, tem seu v\u00ednculo com o CERN.<\/p>\n<p>Para ler o artigo completo, clique <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/nature\/journal\/v548\/n7665\/full\/nature23446.html?foxtrotcallback=true\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Assessoria de comunica\u00e7\u00e3o da SBF<\/p>\n<p>Salvador Nogueira<br \/>\nTel: +55 11 98481-6119<br \/>\nE-mail: comunicacao@sbfisica.org.br<br \/>\nTwitter: http:\/\/twitter.com\/sbfisica<br \/>\nFacebook: http:\/\/www.facebook.com\/sbfisica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que o Universo \u00e9 feito de mat\u00e9ria, e n\u00e3o de antimat\u00e9ria? Esse \u00e9 um dos grandes mist\u00e9rios da f\u00edsica. Em tese, o Big Bang produziria quantidades iguais de part\u00edculas e antipart\u00edculas, e quase todas essas deveriam se aniquilar em forma de radia\u00e7\u00e3o. O restante deveria manter a mesma quantidade de mat\u00e9ria e antimat\u00e9ria. Contudo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":18836,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[],"class_list":["post-3689","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3689","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3689"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3689\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18837,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3689\/revisions\/18837"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18836"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3689"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3689"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3689"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}