{"id":3633,"date":"2017-11-09T09:10:27","date_gmt":"2017-11-09T11:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/11\/09\/corte-de-verba-ameaca-deixar-olimpiadas-de-fisica-sem-prova-experimental\/"},"modified":"2022-08-24T02:47:54","modified_gmt":"2022-08-24T05:47:54","slug":"corte-de-verba-ameaca-deixar-olimpiadas-de-fisica-sem-prova-experimental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/corte-de-verba-ameaca-deixar-olimpiadas-de-fisica-sem-prova-experimental\/","title":{"rendered":"Corte de verba amea\u00e7a deixar olimp\u00edadas de f\u00edsica sem prova experimental"},"content":{"rendered":"\n<p>Os cortes or\u00e7ament\u00e1rios amea\u00e7am eliminar as provas experimentais da Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica (OBF) e da Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica das Escolas P\u00fablicas (OBFEP), cortando uma etapa fundamental para o sucesso da tradicional iniciativa da Sociedade Brasileira de F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor preliminar aprovado pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico) para 2018 \u00e9 de R$ 700 mil, apenas 52% do que foi solicitado pela organiza\u00e7\u00e3o (R$ 1,35 milh\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Juntas, OBF e OBFEP abarcam cerca de 900 mil alunos do Ensino M\u00e9dio. Para 2018, por orienta\u00e7\u00e3o do MCTIC (Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es), os projetos foram apresentados conjuntamente, sob a rubrica &#8220;Olimp\u00edadas Brasileiras de F\u00edsica 2018&#8221;. Dividindo o valor contemplado pelo CNPq para 2018 entre as duas iniciativas, s\u00e3o R$ 350 mil para cada uma. Isso representa mais uma redu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria significativa, depois de dois anos de cortes pesados. Em 2015, a OBF havia recebido R$ 600 mil; em 2016, R$ 520 mil; e em 2017, R$ 420 mil. J\u00e1 a OBFEP recebera R$ 600 mil em 2015 e o mesmo valor 2016, seguida por zero em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O or\u00e7amento minguante torna invi\u00e1vel a manuten\u00e7\u00e3o da qualidade que se tornou marca das duas iniciativas nos \u00faltimos anos, sensibilizado com sucesso os alunos do ensino p\u00fablico e privado para a import\u00e2ncia das carreiras em ci\u00eancia, tecnologia, engenharia e matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a redu\u00e7\u00e3o seja mantida, ser\u00e1 necess\u00e1rio reformular a estrutura das Olimp\u00edadas, em detrimento dos alunos. E a perda tende a ser total nas provas experimentais. &#8220;Cada kit experimental tem um custo m\u00ednimo de R$ 50, e na terceira fase, s\u00f3 da OBF, s\u00e3o aproximadamente 3 mil estudantes, o que equivale ao custo de R$ 150 mil&#8221;, explica Munemasa Machida, coordenador da OBF.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da OBFEP, a situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 mais dram\u00e1tica, pois a segunda fase, que tamb\u00e9m tem tradicionalmente uma prova experimental, engloba 20 mil estudantes. O or\u00e7amento reduzido n\u00e3o permite pensar nem em um kit mais simples para abarcar todos eles. &#8220;Resultado: se a situa\u00e7\u00e3o for mantida, ser\u00e1 necess\u00e1rio escolher entre cortar totalmente as provas experimentais ou reduzir o n\u00famero de participantes. Nenhuma das op\u00e7\u00f5es \u00e9 desej\u00e1vel&#8221;, diz Jos\u00e9 David Mangueira Vianna, coordenador da OBFEP.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 fundamental que uma prova experimental em f\u00edsica seja aplicada nas olimp\u00edadas&#8221;, explica Machida. &#8220;O ensino m\u00e9dio brasileiro e os vestibulares n\u00e3o contemplam as pr\u00e1ticas experimentais nas escolas. O aprendizado experimental \u00e9 o que mais fascina os estudantes e os faz compreender de maneira intuitiva as leis da f\u00edsica presentes no cotidiano.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do aspecto educacional, o corte tamb\u00e9m colocar\u00e1 nossos alunos em desvantagem em competi\u00e7\u00f5es internacionais, amea\u00e7ando o bom desempenho que temos tido em anos recentes. Na rec\u00e9m-conclu\u00edda Olimp\u00edada Ibero Americana de F\u00edsica, realizada na Col\u00f4mbia, a delega\u00e7\u00e3o brasileira sagrou-se campe\u00e3. Mas sem o treinamento pr\u00e9vio com os kits experimentais nas olimp\u00edadas nacionais, resultados como esse est\u00e3o amea\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil&#8221;, diz Marcos Pimenta, presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica. &#8220;Entendemos as dificuldades do pa\u00eds em geral e do CNPq em particular, mas estamos enviando uma carta solicitando que eles reconsiderem essa decis\u00e3o preliminar e aproximem o m\u00e1ximo poss\u00edvel o or\u00e7amento final do valor originalmente solicitado. \u00c9 o futuro da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds que est\u00e1 em jogo em decis\u00f5es como essa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>CONTATOS<\/p>\n\n\n\n<p>Marcos Pimenta (presidente da SBF)<br>mpimenta@fisica.ufmg.br<br>Munemasa Machida (coordenador da OBF)<br>machida@ifi.unicamp.br<br>Jos\u00e9 David Vianna (coordenador da OBFEP)<br>jdavid@fis.unb.br<br>Salvador Nogueira (comunica\u00e7\u00e3o da SBF)<br>imprensa@sbfisica.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cortes or\u00e7ament\u00e1rios amea\u00e7am eliminar as provas experimentais da Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica (OBF) e da Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica das Escolas P\u00fablicas (OBFEP), cortando uma etapa fundamental para o sucesso da tradicional iniciativa da Sociedade Brasileira de F\u00edsica. 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