{"id":3579,"date":"2017-09-14T11:54:47","date_gmt":"2017-09-14T14:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/09\/14\/reconexao-magnetica-assimetrica-vista-do-espaco\/"},"modified":"2022-08-24T04:00:04","modified_gmt":"2022-08-24T07:00:04","slug":"reconexao-magnetica-assimetrica-vista-do-espaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/reconexao-magnetica-assimetrica-vista-do-espaco\/","title":{"rendered":"Reconex\u00e3o magn\u00e9tica assim\u00e9trica vista do espa\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 22 de outubro de 2015, uma espa\u00e7onave da Nasa em \u00f3rbita da Terra registrou um evento que deu aos cientistas uma \u00f3tima chance de estudar o processo de reconex\u00e3o magn\u00e9tica. Trata-se de um fen\u00f4meno que acontece quando a intera\u00e7\u00e3o entre o campo magn\u00e9tico da Terra e o do plasma circundante no ambiente espacial leva a um realinhamento das linhas de for\u00e7a, muitas vezes com grande libera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A reconex\u00e3o magn\u00e9tica \u00e9 um dos fen\u00f4menos fundamentais para a melhor compreens\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o entre o vento solar e a magnetosfera terrestre, e essa \u00e9 a principal miss\u00e3o da sonda MMS (Magnetospheric Multiscale), lan\u00e7ada pela NASA em 2015.<\/p>\n\n\n\n<!--more-->\n\n\n\n<p>Usando dados da espa\u00e7onave e an\u00e1lises em solo, um grupo internacional de pesquisadores com participa\u00e7\u00e3o brasileira analisou um evento em particular, em que foi observada uma reconex\u00e3o assim\u00e9trica, e conclu\u00edram que ela pode ter um padr\u00e3o de quadrupolo.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho teve como primeiro autor Rongsheng Wang, da Universidade de Ci\u00eancia e Tecnologia da China, e contou ainda com pesquisadores da China, da \u00c1ustria e dos Estados Unidos, al\u00e9m de Walter Gonzalez, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O per\u00edodo estudado se refere a uma passagem de MMS pela magnetopausa terrestre durante um evento bem definido de reconex\u00e3o magn\u00e9tica e bastante pr\u00f3xima da regi\u00e3o central de reconex\u00e3o, a regi\u00e3o de difus\u00e3o dos el\u00e9trons&#8221;, explica Gonzalez. &#8220;A probabilidade de a MMS passar por eventos desse tipo \u00e9 pequena.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi publicado em 25 de abril na &#8220;Physical Review Letters&#8221; e ajuda a melhorar nossa compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos de reconex\u00e3o magn\u00e9tica. Mas, segundo Gonzalez, ainda h\u00e1 muito trabalho pela frente. &#8220;Esse tema ainda tem muitos aspectos pouco entendidos, principalmente sobre sua estrutura tridimensional, devido \u00e0 dificuldade de ter medidas simult\u00e2neas por v\u00e1rios sat\u00e9lites em diversas escalas espaciais e tamb\u00e9m devido \u00e0 dificuldade de se fazer simula\u00e7\u00f5es computacionais relacionadas em 3D.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/journals.aps.org\/prl\/abstract\/10.1103\/PhysRevLett.118.175101\">aqui<\/a>&nbsp;(s\u00f3 para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.iwf.oeaw.ac.at\/fileadmin\/publications\/mag_tail\/Wang_et_al_PRL_2017b.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 22 de outubro de 2015, uma espa\u00e7onave da Nasa em \u00f3rbita da Terra registrou um evento que deu aos cientistas uma \u00f3tima chance de estudar o processo de reconex\u00e3o magn\u00e9tica. 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