{"id":3575,"date":"2017-09-28T10:55:05","date_gmt":"2017-09-28T13:55:05","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/2017\/09\/28\/raios-cosmicos-de-altissima-energia-sao-extragalacticos\/"},"modified":"2022-08-24T03:49:44","modified_gmt":"2022-08-24T06:49:44","slug":"raios-cosmicos-de-altissima-energia-sao-extragalacticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/raios-cosmicos-de-altissima-energia-sao-extragalacticos\/","title":{"rendered":"Raios c\u00f3smicos de alt\u00edssima energia s\u00e3o extragal\u00e1cticos"},"content":{"rendered":"\n<p>Pela primeira vez, temos a confirma\u00e7\u00e3o de que os raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta \u2013 mais de 1 milh\u00e3o de vezes maior que os pr\u00f3tons acelerados no LHC \u2013 t\u00eam mesmo origem fora de nossa gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho, fruto da Colabora\u00e7\u00e3o Pierre Auger, um vasto cons\u00f3rcio internacional de mais de 400 cientistas em 18 pa\u00edses, inclusive no Brasil, foi publicado em 22 de setembro na revista &#8220;Science&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Localizado em Mendoza, na Argentina, o Observat\u00f3rio Pierre Auger \u00e9 a maior instala\u00e7\u00e3o de detec\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos do mundo. Composto por 1.600 detectores, cada um deles um tanque com 12 toneladas de \u00e1gua, o Auger vem coletando dados h\u00e1 muito tempo, e o trabalho atual envolveu a detec\u00e7\u00e3o de mais de 30 mil part\u00edculas c\u00f3smicas, vindas das mais variadas dire\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A an\u00e1lise envolvida na extra\u00e7\u00e3o deste resultado \u00e9 considerada uma das mais dif\u00edceis dentro da colabora\u00e7\u00e3o, porque envolve uma s\u00e9rie de efeitos sistem\u00e1ticos sutis que, caso n\u00e3o corrigidos, levam a falsos padr\u00f5es&#8221;, explica Carola Dobrigkeit Chinellato, professora do Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da comiss\u00e3o brasileira no Observat\u00f3rio Pierre Auger. &#8220;Para se ter uma ideia, o resultado levou cerca de 12 anos para poder ser conseguido e publicado. At\u00e9 mesmo uma pequenin\u00edssima inclina\u00e7\u00e3o no terreno do observat\u00f3rio, de apenas 0,2 grau, foi levada em conta nas corre\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos avan\u00e7os t\u00e9cnicos foram promovidos at\u00e9 que se pudesse chegar a essa conclus\u00e3o, que tem alta confian\u00e7a (5,2 desvios-padr\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o a ser um ruido) e demonstra conclusivamente que os raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta s\u00e3o de origem extragal\u00e1ctica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9, contudo, o come\u00e7o de uma jornada muito maior \u2013 a de descobrir que fontes astrof\u00edsicas especificamente produzem essas part\u00edculas de alt\u00edssima energia. &#8220;A quest\u00e3o da identidade das fontes pode ser atacada elevando-se a energia m\u00e9dia da amostra de raios c\u00f3smicos, de forma a diminuir os desvios que eles sofrem em suas trajet\u00f3rias devido aos campos magn\u00e9ticos atravessados desde as suas fontes at\u00e9 n\u00f3s&#8221;, diz Chinellato. &#8220;Este \u00e9 um campo ativo de an\u00e1lises n\u00e3o s\u00f3 na Colabora\u00e7\u00e3o Auger, mas tamb\u00e9m na colabora\u00e7\u00e3o que opera o Telescope Array, um experimento de raios c\u00f3smicos instalado no estado de Utah, nos EUA, e, assim, com vis\u00e3o privilegiada do c\u00e9u do hemisf\u00e9rio norte.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>De toda forma, os dados colhidos at\u00e9 agora pelo Observat\u00f3rio Auger j\u00e1 s\u00e3o a mais vasta e precisa amostra de raios c\u00f3smicos de alt\u00edssimas energias e tendem a se tornar ainda mais completos com uma nova tomada de dados que vai at\u00e9 2025. &#8220;Com eles \u00e9 bastante prov\u00e1vel que avancemos na elucida\u00e7\u00e3o da identidade de fontes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ler o artigo completo, clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/357\/6357\/1266\">aqui<\/a>&nbsp;(s\u00f3 para assinantes) ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1709.07321\">aqui<\/a>&nbsp;(acesso livre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, temos a confirma\u00e7\u00e3o de que os raios c\u00f3smicos de energia ultra-alta \u2013 mais de 1 milh\u00e3o de vezes maior que os pr\u00f3tons acelerados no LHC \u2013 t\u00eam mesmo origem fora de nossa gal\u00e1xia. 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