{"id":31297,"date":"2026-04-23T16:06:34","date_gmt":"2026-04-23T19:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=31297"},"modified":"2026-04-23T16:06:35","modified_gmt":"2026-04-23T19:06:35","slug":"professores-brasileiros-vivenciam-ciencia-de-ponta-no-cern","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/professores-brasileiros-vivenciam-ciencia-de-ponta-no-cern\/","title":{"rendered":"Professores brasileiros vivenciam ci\u00eancia de ponta no CERN"},"content":{"rendered":"\n<p>Os 24 docentes de F\u00edsica da rede p\u00fablica selecionados no Programa Brasileiro de Professores no CERN (Conselho Europeu de Pesquisa Nuclear, na sigla em franc\u00eas) visitaram esta semana o centro de pesquisa localizado perto de Genebra, na Su\u00ed\u00e7a. L\u00e1, tiveram a oportunidade de conhecer as principais instala\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do local, incluindo o Grande Colisor de H\u00e1drons (LHC, na sigla em ingl\u00eas), considerado o maior e mais poderoso acelerador de part\u00edculas do mundo, capaz de impulsionar pr\u00f3tons e \u00edons a velocidades pr\u00f3ximas da luz. Localizado em um t\u00fanel a 100 metros de profundidade, perto de Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, o LHC consiste em um anel de 27 quil\u00f4metros de \u00edm\u00e3s supercondutores com diversas estruturas de acelera\u00e7\u00e3o para aumentar a energia ao longo do percurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Fruto de parceria entre a Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), o CNPq e a CAPES, o Programa Brasileiro de Professores no CERN promove uma imers\u00e3o de educadores do ensino m\u00e9dio p\u00fablico brasileiro nesse que \u00e9 um dos maiores centros de pesquisa cient\u00edfica do mundo. Para que todas as regi\u00f5es do pa\u00eds fossem contempladas de forma equ\u00e2nime, cada um dos 24 professores selecionados \u00e9 proveniente de um estado brasileiro.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1003\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Mirian-Gandelman-crop-1024x1003.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31301\" style=\"aspect-ratio:1.0209468826556773;width:541px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para a professora Miriam Gandelman (UFRJ), uma das organizadoras do programa, o contato direto com o ambiente cient\u00edfico contribui para desmistificar a figura do cientista e aproxim\u00e1-la da realidade dos professores e estudantes da rede p\u00fablica brasileira.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Integrante da comitiva brasileira, a f\u00edsica Miriam Gandelman, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conversou diretamente da Su\u00ed\u00e7a com a SBF e destacou o entusiasmo dos participantes diante da estrutura e das atividades oferecidas. \u201cOs professores ficaram muito impressionados com tudo, principalmente com a estrutura. A gente j\u00e1 fez algumas visitas aos experimentos, ao museu de ci\u00eancia. Eles ficaram bastante animados com a experi\u00eancia\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que, para muitos docentes, a viagem representa a primeira experi\u00eancia internacional, o que amplia o alcance do programa. \u201cMuitos nunca tinham sa\u00eddo do Brasil, ent\u00e3o tem v\u00e1rios aspectos: o da viagem, o de conhecer a Europa e o do laborat\u00f3rio, que realmente sempre impressiona muito\u201d, afirma Miriam. Segundo ela, o contato direto com o ambiente cient\u00edfico contribui para desmistificar a figura do cientista e aproxim\u00e1-la da realidade dos professores e estudantes da rede p\u00fablica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Miriam ressalta que um dos objetivos do programa \u00e9 garantir que a viv\u00eancia no CERN se traduza em pr\u00e1ticas concretas em sala de aula. Por isso, oficinas pedag\u00f3gicas, algumas desenvolvidas pela pr\u00f3pria equipe do laborat\u00f3rio e outras adaptadas por pesquisadores brasileiros, integram o cronograma. \u201cA ideia \u00e9 que a gente consiga ter n\u00e3o s\u00f3 um conte\u00fado de F\u00edsica contempor\u00e2nea, mas propostas pedag\u00f3gicas de como transformar essas informa\u00e7\u00f5es em atividades que fa\u00e7am parte do curr\u00edculo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"504\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Grupo-Professores-CERN-crop-1024x504.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31303 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/504;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Muitos dos participantes foram ao exterior pela primeira vez e se deparar com a estrutura do CERN torna a experi\u00eancia ainda mais impressionante.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Miriam observa que o objetivo vai al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u201cN\u00e3o queremos que os professores se limitem a contar aos alunos o que viram, mas que seja realmente uma proposta de atividade pedag\u00f3gica que fa\u00e7a sentido\u201d, diz. Por isso, ela diz que os professores s\u00e3o incentivados a trabalhar conceitos da F\u00edsica de part\u00edculas por meio de metodologias contempor\u00e2neas, estimulando abordagens investigativas e contextualizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Miriam, outro aspecto central do programa \u00e9 o reconhecimento do papel dos professores como agentes estrat\u00e9gicos para o desenvolvimento cient\u00edfico. \u201c\u00c9 uma forma de incentivo, uma premia\u00e7\u00e3o para professores interessados em levar novas metodologias e conte\u00fados para as escolas\u201d, afirma. Ao vivenciar o cotidiano de um laborat\u00f3rio internacional, ela acredita que os docentes tamb\u00e9m passam a compreender melhor como se d\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"604\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Grupo-Professores-CERN-02.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-31304 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 900px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 900\/604;aspect-ratio:1.490104772991851;width:547px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Unir forma\u00e7\u00e3o continuada, coopera\u00e7\u00e3o internacional e valoriza\u00e7\u00e3o dos docentes, o programa refor\u00e7a a parceria entre SBF, CAPES e CNPq na promo\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais conectada com a fronteira do conhecimento.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o brasileira no CERN \u00e9 outro ponto destacado. \u201cEles veem que os brasileiros est\u00e3o aqui, est\u00e3o contribuindo, e que fizeram parte da constru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 nada de outro mundo\u201d, sublinha Mirian. Essa percep\u00e7\u00e3o, segundo ela, \u00e9 fundamental para inspirar estudantes. \u201cOs alunos deles podem vir a ser cientistas ou trabalhar em \u00e1reas pr\u00f3ximas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao unir forma\u00e7\u00e3o continuada, coopera\u00e7\u00e3o internacional e valoriza\u00e7\u00e3o dos docentes, o programa refor\u00e7a a parceria entre SBF, CAPES e CNPq na promo\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais conectada com a fronteira do conhecimento. A expectativa \u00e9 que a experi\u00eancia vivida no CERN reverbere nas salas de aula brasileiras, ampliando horizontes e despertando voca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhe mais sobre eventos e oportunidades promovidos pela SBF em nosso site e visitando nossas redes sociais:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Instagram:<\/strong> @sbf\u00edsica<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Facebook:<\/strong> @sbf\u00edsica<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Linkedin: <\/strong><a href=\"www.linkedin.com\/company\/sbfisica\">www.linkedin.com\/company\/sbfisica<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>TikTok:<\/strong> @sbfisica<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Por Leandro Haberli<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 24 docentes de F\u00edsica da rede p\u00fablica selecionados no Programa Brasileiro de Professores no CERN (Conselho Europeu de Pesquisa Nuclear, na sigla em franc\u00eas) visitaram esta semana o centro de pesquisa localizado perto de Genebra, na Su\u00ed\u00e7a. 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