{"id":31232,"date":"2026-04-16T16:51:51","date_gmt":"2026-04-16T19:51:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=31232"},"modified":"2026-04-16T16:51:52","modified_gmt":"2026-04-16T19:51:52","slug":"a-construcao-de-uma-comunidade-cientifica-e-os-desafios-de-permanecer-relevante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/a-construcao-de-uma-comunidade-cientifica-e-os-desafios-de-permanecer-relevante\/","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade cient\u00edfica e os desafios de permanecer relevante"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"571\" height=\"398\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/selo-site.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-31233\" style=\"aspect-ratio:1.4347666299154722;width:113px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>No pr\u00f3ximo dia 14 de julho, a Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), que foi fundada em 1966, durante uma reuni\u00e3o anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), realizada em Blumenau (SC), completa 60 anos. O evento oficial de comemora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizado no dia 20 de agosto, no Audit\u00f3rio Abrah\u00e3o de Moraes, no Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), reunindo diferentes gera\u00e7\u00f5es de f\u00edsicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com forte peso simb\u00f3lico, a data marca a consolida\u00e7\u00e3o de uma comunidade que ajudou a estruturar a F\u00edsica no Brasil, a ampliar sua presen\u00e7a institucional e a defender a ci\u00eancia em momentos decisivos da hist\u00f3ria nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A SBF est\u00e1 preparando uma s\u00e9rie de conte\u00fados com o objetivo de resgatar a trajet\u00f3ria da entidade, destacar seu papel no desenvolvimento da ci\u00eancia nacional e refletir sobre seus desafios e perspectivas futuras.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 reunir depoimentos de f\u00edsicos que acompanharam, de diferentes formas, a evolu\u00e7\u00e3o da SBF, ajudando a construir um panorama que dialogue com a mem\u00f3ria institucional e com as transforma\u00e7\u00f5es mais amplas da F\u00edsica no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciamos esse trabalho entrevistando o professor titular aposentado do Instituto de F\u00edsica da USP, Silvio Salinas, que se debru\u00e7ou sobre a hist\u00f3ria da entidade ao lan\u00e7ar, em maio de 2001, o artigo \u201cForma\u00e7\u00e3o e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF)\u201d. Uma das principais refer\u00eancias em F\u00edsica Estat\u00edstica do pa\u00eds, Salinas tamb\u00e9m foi secret\u00e1rio e membro do Conselho da SBF.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"275\" height=\"183\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Salinas3.png\" alt=\"Professor S\u00edlvio Salinas, discursando em um evento. Idoso de cabelos e barba branca, usando \u00f3culos, terno cinza e gravata vermelha.\" class=\"wp-image-23088 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 275px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 275\/183;aspect-ratio:1.502755569354964;width:442px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Conhecedor da hist\u00f3ria da SBF, o professor Silvio Salinas relembra a &#8220;cassa\u00e7\u00e3o branca&#8221;, quando aux\u00edlios do CNPq \u00e0 pesquisadores poderiam ser negados pela Casa Civil, e a aposentadoria compuls\u00f3ria de grandes cientistas, como o f\u00edsico Jos\u00e9 Leite Lopes.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ele ressalta que, para entender o papel da SBF ao longo dessas seis d\u00e9cadas, \u00e9 preciso voltar ao contexto de sua funda\u00e7\u00e3o em 1966. \u00c0 \u00e9poca, pontua Salinas, a F\u00edsica brasileira come\u00e7ava a se organizar como campo profissional, impulsionada pelo crescimento de grupos de pesquisa e pela expans\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ainda assim, faltava uma institui\u00e7\u00e3o que articulasse esses esfor\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o havia uma entidade de F\u00edsica nacional, embora j\u00e1 houvesse um n\u00famero razo\u00e1vel de pessoas trabalhando com F\u00edsica no Brasil\u201d, relembra Salinas, acrescentando que a cria\u00e7\u00e3o da sociedade acompanhou um movimento mais amplo de institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no pa\u00eds. \u201cHouve um est\u00edmulo, naquela \u00e9poca, para a cria\u00e7\u00e3o de sociedades cient\u00edficas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX, a pesquisa em F\u00edsica no Brasil era fragmentada e concentrada em iniciativas isoladas, sobretudo nos eixos Rio\u2013S\u00e3o Paulo. A funda\u00e7\u00e3o da USP, em 1934, e a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es como o Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF), em 1949, e o CNPq, em 1951, foram decisivas para mudar esse cen\u00e1rio. A SBF surge, portanto, como um passo natural no processo de profissionaliza\u00e7\u00e3o da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio, a entidade teve forte liga\u00e7\u00e3o com a universidade p\u00fablica, especialmente com a USP. \u201cO papel da USP foi muito importante\u201d, destaca Salinas. \u201cForam os primeiros grupos que estruturaram a F\u00edsica no pa\u00eds que tamb\u00e9m ajudaram a erguer e consolidar a SBF.\u201d Ao mesmo tempo, a F\u00edsica brasileira come\u00e7ava a se expandir para outras regi\u00f5es, como o Rio Grande do Sul e, posteriormente, o Nordeste, com destaque inicial para Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A SBF na ditadura<\/h2>\n\n\n\n<p>Salinas lembra que, poucos anos ap\u00f3s sua funda\u00e7\u00e3o, a SBF se viu diante de um dos per\u00edodos mais dif\u00edceis da hist\u00f3ria brasileira: a ditadura militar iniciada com o golpe de 1964. O contexto pol\u00edtico teve impacto direto na comunidade cient\u00edfica, com persegui\u00e7\u00f5es, aposentadorias compuls\u00f3rias e restri\u00e7\u00f5es \u00e0 atividade acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAquilo foi um per\u00edodo duro\u201d, resume Salinas, que, antes de cursar simultaneamente as gradua\u00e7\u00f5es de Engenharia, na Escola Polit\u00e9cnica (Poli-USP), e de F\u00edsica, na ent\u00e3o Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras (FFCL-USP, atual FFLCH), foi aluno do Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, de onde saiu expulso pelos militares, poucos dias ap\u00f3s o golpe, junto com outros estudantes e professores, todos acusados de subvers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo da ditadura militar, ele lembra que, mesmo quando projetos eram aprovados por m\u00e9rito, havia barreiras pol\u00edticas. \u201cVoc\u00ea conseguia, normalmente, um aux\u00edlio do CNPq, mas tinha que passar pela Casa Civil, e \u00e0s vezes era negado. O pessoal chamava isso de \u2018cassa\u00e7\u00e3o branca\u2019.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Casos emblem\u00e1ticos marcaram a \u00e9poca, como a aposentadoria compuls\u00f3ria de f\u00edsicos renomados, entre eles Jos\u00e9 Leite Lopes, Jayme Tiomno e Mario Schenberg. Muitos deixaram o pa\u00eds. Outros permaneceram, enfrentando dificuldades para seguir com suas pesquisas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a SBF assumiu um papel que ia al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. A entidade se posicionou publicamente contra arbitrariedades, organizou debates e buscou preservar os espa\u00e7os de encontro da comunidade. O Boletim da SBF, criado em 1969, tornou-se um importante instrumento de comunica\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHavia uma certa tradi\u00e7\u00e3o dos f\u00edsicos de serem favor\u00e1veis \u00e0 discuss\u00e3o racional\u201d, afirma Salinas. \u201cE foi justamente esse ambiente de discuss\u00e3o que ajudou a examinar essas quest\u00f5es com mais rigor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Assuntos priorit\u00e1rios<\/h2>\n\n\n\n<p>Salinas tamb\u00e9m salienta a import\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o da SBF em temas estrat\u00e9gicos, como o debate sobre o programa nuclear brasileiro. Nas d\u00e9cadas de 1970 e 1980, ele observa que a SBF promoveu discuss\u00f5es amplas sobre pol\u00edtica energ\u00e9tica, tecnologia e soberania cient\u00edfica, defendendo a participa\u00e7\u00e3o ativa da comunidade cient\u00edfica nas decis\u00f5es nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo das d\u00e9cadas seguintes, prossegue Salinas, a SBF consolidou suas principais linhas de atua\u00e7\u00e3o: a organiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es cient\u00edficas e a publica\u00e7\u00e3o de peri\u00f3dicos. Esses dois pilares foram fundamentais para integrar a comunidade e dar visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Salinas tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de eventos como o Encontro Nacional de F\u00edsica da Mat\u00e9ria Condensada (ENFMC), criado em 1978, que cresceram at\u00e9 se tornarem os maiores encontros da \u00e1rea no pa\u00eds, reunindo centenas e, posteriormente, milhares de participantes. Outro marco, em termos de eventos, foi o Simp\u00f3sio Nacional de Ensino de F\u00edsica, concebido para consolidar a forma\u00e7\u00e3o de redes e a troca de conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea editorial, Salinas lembra a import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o de dois peri\u00f3dicos que at\u00e9 hoje se mant\u00eam como refer\u00eancias na divulga\u00e7\u00e3o e no registro da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em F\u00edsica no pa\u00eds: a Revista Brasileira de F\u00edsica \u2014 posteriormente transformada no Brazilian Journal of Physics \u2014 e a Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica. Embora tais produtos editoriais tenham ajudado a estruturar canais pr\u00f3prios de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, Salinas pondera que a quest\u00e3o da visibilidade da produ\u00e7\u00e3o nacional permanece um desafio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso ampliar a divulga\u00e7\u00e3o da atividade cient\u00edfica no pa\u00eds. O que se produz aqui ainda carece de maior visibilidade\u201d, afirma. Para ele, o trabalho editorial tamb\u00e9m deve vir acompanhado de reconhecimento institucional mais consistente. \u201cHoje, \u00e9 uma atividade essencialmente volunt\u00e1ria. Falta uma contrapartida mais ampla da pr\u00f3pria sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua vis\u00e3o, o pr\u00f3prio boletim da SBF ilustra a transforma\u00e7\u00e3o da entidade ao longo do tempo. \u201cHoje est\u00e1 mais profissional. Antes era muito amador. Quando fui secret\u00e1rio da sociedade, eu mesmo editava o boletim. N\u00e3o t\u00ednhamos jornalista, absolutamente nada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito dos desafios que ainda se fazem presentes, os n\u00fameros ajudam a dimensionar o impacto da SBF na consolida\u00e7\u00e3o da F\u00edsica no Brasil. De pouco mais de uma centena de f\u00edsicos ativos nos anos 1960, o pa\u00eds passou a contar, nas d\u00e9cadas seguintes, com milhares de doutores, dezenas de programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e uma produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica crescente e robusta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse avan\u00e7o, reconhece Salinas, est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 exist\u00eancia de uma estrutura que articule a comunidade. \u201cN\u00f3s sempre ach\u00e1vamos que era importante ter a SBF, que era uma estrutura que garantiria isso\u201d, diz Salinas, sublinhando o papel hist\u00f3rico da entidade em promover encontros, aproximar pesquisadores de diferentes regi\u00f5es e criar um ambiente prop\u00edcio \u00e0 troca de ideias, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para o desenvolvimento cient\u00edfico consistente no pa\u00eds. \u201c\u00c9 importante que haja interc\u00e2mbio. A internet por si s\u00f3 n\u00e3o resolve isso. O interc\u00e2mbio pessoal \u00e9 fundamental.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Salinas tamb\u00e9m avalia positivamente a amplia\u00e7\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o da SBF para \u00e1reas como ensino e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Neste caso, merecem destaque iniciativas como a Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica, que aproxima a ci\u00eancia de estudantes e professores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios contempor\u00e2neos<\/h2>\n\n\n\n<p>Se o passado da SBF \u00e9 marcado pela constru\u00e7\u00e3o e pela resist\u00eancia, o presente imp\u00f5e novos desafios, entre eles, ampliar sua influ\u00eancia nas pol\u00edticas cient\u00edficas e estimular debates sobre transforma\u00e7\u00f5es no pr\u00f3prio sistema de avalia\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. \u00c9 nesse contexto que, para Salinas, a entidade pode exercer um papel mais ativo e articulador dentro da comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA maneira de avaliar as pessoas mudou muito. Precisamos rever essa hist\u00f3ria de ficar contando papers sem discutir o conte\u00fado. Esse tipo de discuss\u00e3o precisa haver na comunidade\u201d, diz Salinas, ressalvando que, embora se trate de um problema global, ele exige posicionamento da SBF, para que a entidade contribua na constru\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios mais qualitativos e alinhados \u00e0 realidade da pesquisa no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado por Salinas \u00e9 a necessidade de maior participa\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os como CNPq e Capes. \u201cTem que discutir essas coisas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de reconhecer que n\u00e3o acompanha de perto a atua\u00e7\u00e3o recente da SBF, Salinas expressa um desejo claro: \u201cEu gostaria que a SBF fosse bem mais ativa do que tem sido.\u201d Para ele, a entidade deve continuar sendo um espa\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o, debate e defesa da ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como sugere Salinas, olhar para o passado pode ser o primeiro passo para pensar o futuro. Mesmo que, como ele pr\u00f3prio admite, essa seja \u201cuma quest\u00e3o dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se h\u00e1 uma li\u00e7\u00e3o clara ao longo dessas seis d\u00e9cadas de exist\u00eancia da SBF, \u00e9 a import\u00e2ncia de manter viva a articula\u00e7\u00e3o coletiva. Em um cen\u00e1rio de transforma\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas na ci\u00eancia e na sociedade, o papel de uma entidade como a SBF permanece essencial: garantir espa\u00e7os de encontro, fomentar o debate cr\u00edtico e dar visibilidade \u00e0 produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional. Como sintetiza o pr\u00f3prio Salinas: \u201cA SBF cumpre um papel. \u00c9 importante que a gente tenha uma estrutura que garanta isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Leandro Haberli<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No pr\u00f3ximo dia 14 de julho, a Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), que foi fundada em 1966, durante uma reuni\u00e3o anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), realizada em Blumenau (SC), completa 60 anos. 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