{"id":30753,"date":"2026-03-12T16:56:16","date_gmt":"2026-03-12T19:56:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=30753"},"modified":"2026-03-12T19:17:04","modified_gmt":"2026-03-12T22:17:04","slug":"brasileiro-participa-de-estudo-de-ponta-sobre-ondas-gravitacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/brasileiro-participa-de-estudo-de-ponta-sobre-ondas-gravitacionais\/","title":{"rendered":"Brasileiro participa de estudo de ponta sobre ondas gravitacionais"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma onda gravitacional \u00e9 uma pequena perturba\u00e7\u00e3o que se propaga pelo espa\u00e7o-tempo, gerada por eventos c\u00f3smicos extremamente energ\u00e9ticos, como a colis\u00e3o de buracos negros ou de estrelas de n\u00eautrons. Quando objetos muito massivos aceleram ou orbitam uns aos outros, eles produzem varia\u00e7\u00f5es no campo gravitacional que se propagam pelo Universo na forma dessas ondas. Uma analogia \u00fatil \u00e9 a das ondula\u00e7\u00f5es que se propagam na superf\u00edcie da \u00e1gua quando uma pedra \u00e9 lan\u00e7ada em um lago. Nesse caso, por\u00e9m, o que se deforma n\u00e3o \u00e9 a \u00e1gua, mas o pr\u00f3prio espa\u00e7o-tempo, a estrutura fundamental que descreve como o espa\u00e7o e o tempo est\u00e3o interligados e na qual todos os objetos e fen\u00f4menos f\u00edsicos existem.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante muito tempo, as ondas gravitacionais foram apenas uma previs\u00e3o te\u00f3rica. Isso mudou em 2015, com o registro do sinal produzido pela fus\u00e3o de dois buracos negros a cerca de um bilh\u00e3o e meio de anos-luz da Terra. Essa descoberta confirmou experimentalmente o que Albert Einstein previu como consequ\u00eancia de sua Teoria da Relatividade Geral. E inaugurou uma nova forma de observar o Universo, conhecida como astronomia de ondas gravitacionais. Desde ent\u00e3o, a \u00e1rea tem oferecido novas oportunidades para testar as leis fundamentais da F\u00edsica. Um dos cap\u00edtulos mais recentes dessa hist\u00f3ria envolve o evento batizado de GW250114, considerado o sinal de onda gravitacional mais intenso j\u00e1 detectado.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"953\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Odylio-1024x953.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30755\" style=\"aspect-ratio:1.0745123121202431;width:314px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O f\u00edsico brasileiro, pesquisador do INPE, Odylio Denys Aguiar.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ele tornou-se conhecido em janeiro do ano passado, ap\u00f3s ser detectado por pesquisadores no Observat\u00f3rio de Ondas Gravitacionais por Interferometria a Laser (LIGO, na sigla em ingl\u00eas), formado por dois instrumentos id\u00eanticos, ambos localizados nos EUA: um em Livingston, Louisiana; e outro em Hanford, Washington.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados da an\u00e1lise desse evento foram apresentados no artigo <em>Black-Hole Spectroscopy and Tests of General Relativity with GW250114<\/em>, publicado recentemente com a participa\u00e7\u00e3o de dezenas de pesquisadores. Entre os colaboradores est\u00e1 o f\u00edsico brasileiro Odylio Denys Aguiar, pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e uma das principais refer\u00eancias do pa\u00eds em relatividade e gravita\u00e7\u00e3o experimentais.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo explora o sinal GW250114 para investigar o que acontece nos instantes finais da fus\u00e3o de dois buracos negros e testar, com um n\u00edvel de rigor sem precedentes, as previs\u00f5es da relatividade geral de Einstein.<\/p>\n\n\n\n<p>Odylio explica que o evento GW250114 se destacou por um motivo fundamental: sua raz\u00e3o sinal-ru\u00eddo, como \u00e9 chamada a medida da clareza do sinal detectado, foi extraordinariamente alta. Segundo Odylio, esse fator foi decisivo para que o fen\u00f4meno pudesse ser analisado com um n\u00edvel de detalhe muito superior ao de eventos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse sinal apresentou raz\u00e3o sinal-ru\u00eddo em torno de 80. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o evento detectado em 2015, batizado de GW150914, apresentou raz\u00e3o sinal-ru\u00eddo de cerca de 32. O novo evento, portanto, representa um salto importante na qualidade da observa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tal avan\u00e7o foi impulsionado pelo aprimoramento da sensibilidade dos detectores do LIGO e pela relativa proximidade, em termos cosmol\u00f3gicos, do sistema bin\u00e1rio que deflagrou o evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco antes de se fundirem, os dois buracos negros que geraram o evento GW250114 orbitaram um ao outro a uma velocidade de cerca de 60% da velocidade da luz. O campo gravitacional nas proximidades desses objetos \u00e9 o mais intenso conhecido na natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe gravidade maior do que a existente nas vizinhan\u00e7as de um buraco negro. E os buracos negros, pouco antes de se fundirem, nessas coalesc\u00eancias observadas em ondas gravitacionais, chegam a alcan\u00e7ar cerca de 60% da velocidade da luz\u201d, explica Odylio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas condi\u00e7\u00f5es tornam o fen\u00f4meno especialmente valioso para a f\u00edsica fundamental. \u201c\u00c9 um laborat\u00f3rio que permite a observa\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos em regimes de gravidade forte e altas velocidades. Tais condi\u00e7\u00f5es podem revelar uma nova f\u00edsica\u201d, afirma o pesquisador, acrescentando que qualquer pequena discrep\u00e2ncia observada em fen\u00f4menos extremos \u00e9 capaz de sustentar novas teorias da gravita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cBadaladas\u201d c\u00f3smicas<\/h2>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a fus\u00e3o de dois buracos negros, o objeto resultante, explica Odylio, n\u00e3o se estabiliza imediatamente. Ele sofre perturba\u00e7\u00f5es e vibra por um curto per\u00edodo, emitindo ondas gravitacionais com frequ\u00eancias espec\u00edficas. Esse processo \u00e9 conhecido como ringdown.<\/p>\n\n\n\n<p>As oscila\u00e7\u00f5es emitidas nesse est\u00e1gio podem ser descritas como uma soma de modos quase normais. Ou padr\u00f5es vibracionais caracter\u00edsticos que dependem apenas das propriedades do buraco negro final, como sua massa e sua rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na analogia frequentemente usada pelos f\u00edsicos, trata-se do \u201csom\u201d produzido pelo buraco negro ap\u00f3s a fus\u00e3o, semelhante ao toque de um sino que vibra ap\u00f3s ser golpeado.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatividade geral prev\u00ea exatamente quais frequ\u00eancias devem aparecer nesse \u201cespectro\u201d de vibra\u00e7\u00f5es. Se os buracos negros obedecerem \u00e0 chamada m\u00e9trica de Kerr (solu\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica que descreve buracos negros rotantes), esses modos devem apresentar valores espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do evento GW250114 identificou pelo menos dois modos quase normais no sinal de ringdown. Essa observa\u00e7\u00e3o representa um avan\u00e7o significativo na chamada espectroscopia de buracos negros, t\u00e9cnica que consiste justamente em analisar esses modos para verificar se as propriedades do objeto final seguem as previs\u00f5es te\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Odylio, os modos detectados incluem o modo fundamental e um modo adicional, ambos previstos teoricamente pela relatividade geral. \u201cEsses modos quase normais s\u00e3o o modo fundamental, que, na terminologia matem\u00e1tica, \u00e9 o \u2113=2, m=2, n=0, e o seu primeiro sobretom\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A teoria que descreve essas vibra\u00e7\u00f5es est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 solu\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica obtida pelo f\u00edsico Roy Kerr nos anos 1960. \u201cA matem\u00e1tica do buraco negro em rota\u00e7\u00e3o foi deduzida por um pesquisador neozeland\u00eas de sobrenome Kerr, na d\u00e9cada de 60. Por isso, ele \u00e9 chamado de buraco negro de Kerr\u201d, diz Odylio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os modos identificados no estudo j\u00e1 haviam sido previstos por c\u00e1lculos te\u00f3ricos baseados na relatividade geral e em m\u00e9todos matem\u00e1ticos de perturba\u00e7\u00e3o. \u201cTodos esses modos j\u00e1 tinham sido previstos e calculados teoricamente, utilizando a teoria da relatividade geral e o m\u00e9todo de perturba\u00e7\u00f5es com o modelo de Kerr. Entretanto, essa foi a primeira vez que eles foram precisamente observados\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m compararam as amplitudes e fases observadas com simula\u00e7\u00f5es de relatividade num\u00e9rica. Os resultados mostraram excelente concord\u00e2ncia entre os dados experimentais e os modelos te\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos resultados mais impressionantes do trabalho \u00e9 o n\u00edvel de precis\u00e3o alcan\u00e7ado nos testes da relatividade geral. Utilizando um modelo de forma de onda que descreve todo o processo, desde a fase de aproxima\u00e7\u00e3o orbital dos buracos negros, passando pela fus\u00e3o e chegando ao ringdown, os pesquisadores conseguiram restringir as frequ\u00eancias dos modos observados a valores extremamente pr\u00f3ximos das previs\u00f5es da teoria de Einstein. Ademais, a an\u00e1lise incluiu uma s\u00e9rie de testes independentes ao longo das diferentes fases do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Odylio, o GW250114 representa um marco importante para a \u00e1rea. \u201cEsse evento foi um teste importante da relatividade geral com uma precis\u00e3o que at\u00e9 hoje n\u00e3o tinha sido alcan\u00e7ada pela astronomia de ondas gravitacionais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o de pesquisadores brasileiros nesse estudo reflete a crescente inser\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na astronomia de ondas gravitacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Odylio Denys Aguiar tem desempenhado um papel central nessa trajet\u00f3ria. Engenheiro formado pelo Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA), com mestrado no INPE e doutorado \u00a0na Louisiana State University, ele lidera desde 2002 a linha de pesquisa em astrof\u00edsica de ondas gravitacionais do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre suas contribui\u00e7\u00f5es mais importantes est\u00e1 a coordena\u00e7\u00e3o do projeto Mario Schenberg, a antena criog\u00eanica esf\u00e9rica desenvolvida no Brasil para detec\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais. O projeto colocou o pa\u00eds no mapa dessa \u00e1rea de pesquisa antes das primeiras detec\u00e7\u00f5es realizadas pelo LIGO.<\/p>\n\n\n\n<p>Odylio informa que o Brasil conta com dois grupos diretamente envolvidos nas colabora\u00e7\u00f5es LIGO e Virgo: o grupo do INPE e o grupo coordenado pelo f\u00edsico Riccardo Sturani no Instituto de F\u00edsica Te\u00f3rica da Unesp. Embora ainda sejam poucos, esses grupos representam um n\u00facleo importante para o desenvolvimento da \u00e1rea no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como observa Odylio, a astronomia de ondas gravitacionais ainda \u00e9 uma \u00e1rea relativamente nova no Brasil, o que cria desafios para a forma\u00e7\u00e3o de novos pesquisadores. \u201cExiste uma certa dificuldade de encontrar pesquisadores e professores nessa \u00e1rea\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, ele destaca que a ci\u00eancia brasileira tem conseguido acompanhar o desenvolvimento internacional do campo. \u201cNo caso de ondas gravitacionais e da astronomia de forma geral, o Brasil est\u00e1 muito bem colocado diante da astronomia mundial\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados obtidos com o evento GW250114 tamb\u00e9m permitem vislumbrar o futuro da astronomia de ondas gravitacionais. Enquanto os detectores atuais s\u00e3o aprimorados, novos observat\u00f3rios est\u00e3o sendo planejados, com previs\u00e3o de que alcancem sensibilidades at\u00e9 dez vezes maiores do que as atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ter\u00e1 impacto direto na qualidade dos sinais observados. \u201cUm evento semelhante a esse, se observado na d\u00e9cada de 2030, apresentaria uma raz\u00e3o sinal-ru\u00eddo pr\u00f3xima de mil\u201d, antev\u00ea Odylio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com dados dessa qualidade, seria poss\u00edvel identificar diversos modos quase normais adicionais e realizar testes ainda mais rigorosos da relatividade geral.<\/p>\n\n\n\n<p>A astronomia de ondas gravitacionais, prossegue Odylio, faz parte de um campo conhecido como astronomia multimensageira, que combina diferentes formas de observa\u00e7\u00e3o (a exemplo de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, neutrinos e ondas gravitacionais) para estudar os fen\u00f4menos c\u00f3smicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada uma dessas \u201cmensagens\u201d oferece informa\u00e7\u00f5es complementares sobre o Universo. As ondas gravitacionais, em particular, permitem observar diretamente o movimento de grandes massas em sistemas extremamente compactos, processos muitas vezes invis\u00edveis para os telesc\u00f3pios tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma maneira de ver o Universo em uma outra janela\u201d, explica Odylio. \u201cUma janela que n\u00e3o \u00e9 da onda eletromagn\u00e9tica. \u00c9 uma janela escura em que voc\u00ea detecta movimentos de grandes massas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa nova forma de observa\u00e7\u00e3o pode contribuir para enfrentar algumas das maiores quest\u00f5es da cosmologia contempor\u00e2nea. \u201cA astronomia de ondas gravitacionais, dentro de um contexto de astronomia multimensageira, vai ser important\u00edssima para conseguir cercar problemas como a mat\u00e9ria escura e a energia escura\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio promissor, Odylio destaca a import\u00e2ncia de formar novos pesquisadores capazes de atuar nessa \u00e1rea emergente. Uma das estrat\u00e9gias, segundo ele, \u00e9 incentivar estudantes brasileiros a participarem diretamente das grandes colabora\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, o desenvolvimento de uma massa cr\u00edtica de cientistas latino-americanos pode, inclusive, abrir caminho para projetos mais ambiciosos no futuro, como a instala\u00e7\u00e3o de um observat\u00f3rio de ondas gravitacionais na Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a participa\u00e7\u00e3o ativa de pesquisadores brasileiros nesse esfor\u00e7o internacional demonstra que o pa\u00eds tem condi\u00e7\u00f5es de contribuir de forma significativa para uma das \u00e1reas mais din\u00e2micas da ci\u00eancia contempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista \u00e0 entrevista realizada com o professor Odylio Aguiar<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Brasileiro participa de estudo de ponta sobre ondas gravitacionais\" width=\"900\" height=\"506\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/a4tTXeuMgRM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por Leandro Haberli<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma onda gravitacional \u00e9 uma pequena perturba\u00e7\u00e3o que se propaga pelo espa\u00e7o-tempo, gerada por eventos c\u00f3smicos extremamente energ\u00e9ticos, como a colis\u00e3o de buracos negros ou de estrelas de n\u00eautrons. 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