{"id":30324,"date":"2026-02-12T18:01:33","date_gmt":"2026-02-12T21:01:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=30324"},"modified":"2026-02-24T15:44:24","modified_gmt":"2026-02-24T18:44:24","slug":"filtro-do-sonho-dos-povos-originarios-se-transforma-em-instrumento-da-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/filtro-do-sonho-dos-povos-originarios-se-transforma-em-instrumento-da-ciencia\/","title":{"rendered":"Filtro do Sonho dos povos origin\u00e1rios se transforma em instrumento da ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"437\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Frederico-S-M-deCarvalho-Dall-e-3-Selo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30303\" style=\"aspect-ratio:0.5462642256308758;width:129px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O filtro dos sonhos, usado pelos povos origin\u00e1rios h\u00e1 mil\u00eanios como prote\u00e7\u00e3o durante o sono, atravessou o tempo e chegou \u00e0 sala de aula como instrumento cient\u00edfico. No Col\u00e9gio Estadual Aldeia Teko \u00d1emoingo, em S\u00e3o Miguel do Igua\u00e7u, no Paran\u00e1, ele passou a ser tamb\u00e9m um caminho para despertar o interesse de meninas ind\u00edgenas da etnia Av\u00e1 Guarani pela matem\u00e1tica e pela f\u00edsica, sem que isso significasse abandonar ou subordinar os conhecimentos ancestrais que moldam sua rela\u00e7\u00e3o com o mundo. Marline Takua Ponhy Rivarola, de 16 anos, v\u00ea nessa aproxima\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e cultura uma possibilidade de fortalecimento, e n\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o. \u201cBom, eu acho que pode contribuir sim para a nossa cultura, por conta que a ci\u00eancia envolve a natureza. A gente precisa da natureza tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o nasce de uma rela\u00e7\u00e3o direta com o aprendizado. Na aldeia, a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apresentada como algo distante ou abstrato, mas como uma forma de compreender melhor o que j\u00e1 faz parte da vida cotidiana, como o c\u00e9u, a terra e os ciclos naturais. O interesse pela ci\u00eancia, especialmente pela astronomia, surge cedo em algumas das estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu j\u00e1 gostava muito desde o nono ano. Eu gostava muito de ci\u00eancias, principalmente na \u00e1rea da astronomia. E quando apareceu essa oportunidade, eu gostei muito. E eu sempre gostei da ci\u00eancia\u201d, diz Kely Daniele Jera Venega, 17 anos, aluna da mesma escola ind\u00edgena. O entusiasmo n\u00e3o se limita \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u. A experi\u00eancia pr\u00e1tica, por meio de oficinas e atividades experimentais, amplia o campo de interesse das estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAprendi coisas novas, tipo, tamb\u00e9m gostei muito de fazer um mini foguete\u201d, diz Kely. \u201cE eu n\u00e3o gostava muito de ci\u00eancia, sabe? N\u00e3o era a minha praia. Eu gostava mais de matem\u00e1tica. Mas agora que eu fui l\u00e1 em Palotina conhecer as meninas tamb\u00e9m, elas eram muito legais, e gostei muito de trabalhar com elas.\u201d A conviv\u00eancia, o trabalho coletivo e a possibilidade de experimentar fazem com que o aprendizado deixe de ser uma obriga\u00e7\u00e3o escolar e se transforme em uma experi\u00eancia significativa. \u201cEu gostei muito de participar desse Meninas na Ci\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"30328\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Midia-Barbosa-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30328 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professora Midi\u00e3 Barbosa.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"576\" height=\"1024\" data-id=\"30326\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Kely-Daniele-Jera-Venega-576x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30326 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 576px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 576\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A estudante Kely Daniele Jera Venega.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"30327\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Marline-Takua-Ponhy-Rivarola-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30327 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A estudante Marline Takua Ponhy Rivarola.<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Mas o aspecto mais profundo dessa experi\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 apenas no conte\u00fado cient\u00edfico, e sim na forma como ele \u00e9 ensinado. A professora Midi\u00e3 Barbosa, formada em licenciatura em matem\u00e1tica pela Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-Americana (Unila), atua na comunidade desde 2023 e destaca que o respeito aos saberes ind\u00edgenas \u00e9 um princ\u00edpio central do trabalho pedag\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSobre a interculturalidade, acho que quando voc\u00ea fala com as meninas sobre as ci\u00eancias e se respeita a cultura, a interculturalidade vem com essa proposta de estabelecer um di\u00e1logo respeitoso entre as diferentes formas de conhecimento. Aqui na escola, a gente tenta trabalhar com essa diretriz: os conhecimentos da comunidade s\u00e3o t\u00e3o importantes quanto os conhecimentos cient\u00edficos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa postura representa uma mudan\u00e7a importante em rela\u00e7\u00e3o a modelos educacionais que, historicamente, tentaram substituir os saberes tradicionais por um \u00fanico modelo de conhecimento. Na escola ind\u00edgena, o ensino de matem\u00e1tica e f\u00edsica n\u00e3o apaga a cultura origin\u00e1ria, mas dialoga com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso do filtro dos sonhos como instrumento pedag\u00f3gico simboliza essa converg\u00eancia. O objeto, que carrega significados espirituais e culturais profundos, torna-se tamb\u00e9m uma ferramenta para compreender conceitos matem\u00e1ticos, mostrando que a ci\u00eancia n\u00e3o precisa ser imposta de fora, mas pode emergir do interior da pr\u00f3pria cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as estudantes, essa experi\u00eancia abre novas possibilidades. A ci\u00eancia deixa de ser um territ\u00f3rio distante e passa a ser uma linguagem que pode ser apropriada sem que isso implique abandonar suas ra\u00edzes. Ao aprender a construir min\u00fasculos foguetes, estudar astronomia ou compreender conceitos matem\u00e1ticos, elas ampliam suas perspectivas sem perder o v\u00ednculo com a natureza e com a cultura que lhes d\u00e1 identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse encontro entre tradi\u00e7\u00e3o e ci\u00eancia, o filtro dos sonhos continua cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de prote\u00e7\u00e3o. Mas agora, al\u00e9m de guardar o sono, ele ajuda tamb\u00e9m a proteger o futuro, ao mostrar que o conhecimento cient\u00edfico pode caminhar lado a lado com os saberes ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especial Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia 2026<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:30% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"566\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Mulheres-Ciencia-Debora-1024x566.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30304 size-full lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/566;\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/mulheres-na-ciencia-o-projeto-que-nasceu-para-romper-o-silencio-e-inspirar-mulheres-e-meninas\/\" title=\"\">Mulheres na Ci\u00eancia: o projeto que nasceu para romper o sil\u00eancio e inspirar mulheres e meninas<\/a><\/h3>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:30% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"469\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Mara-Fernanda-Parisoto-Professora-de-FisicaEnsino-de-Fisica-da-Universidade-Federal-do-Parana-de-Palotina.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30308 size-full lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 640px; 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