{"id":30299,"date":"2026-02-12T17:01:43","date_gmt":"2026-02-12T20:01:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=30299"},"modified":"2026-02-24T15:43:17","modified_gmt":"2026-02-24T18:43:17","slug":"mulheres-na-ciencia-o-projeto-que-nasceu-para-romper-o-silencio-e-inspirar-mulheres-e-meninas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/mulheres-na-ciencia-o-projeto-que-nasceu-para-romper-o-silencio-e-inspirar-mulheres-e-meninas\/","title":{"rendered":"Mulheres na Ci\u00eancia: o projeto que nasceu para romper o sil\u00eancio e inspirar mulheres e meninas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"437\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Frederico-S-M-deCarvalho-Dall-e-3-Selo.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30303\" style=\"width:128px;height:auto\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Quando o mundo celebrou ontem, dia 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia, a trajet\u00f3ria e o pensamento da f\u00edsica D\u00e9bora Peres Menezes ajudam a iluminar um dos desafios mais persistentes da sociedade contempor\u00e2nea: garantir que meninas possam n\u00e3o apenas sonhar com a ci\u00eancia, mas permanecer nela. Coordenadora do projeto <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@MulheresnaCi\u00eancia\">Mulheres na Ci\u00eancia<\/a> desde 2019, D\u00e9bora defende que ampliar a presen\u00e7a feminina nos espa\u00e7os cient\u00edficos \u00e9 uma forma de fortalecer a sociedade, combater a desinforma\u00e7\u00e3o e assegurar que o conhecimento seja divulgado de maneira mais diversa e justa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tema \u00e9 debatido no artigo cient\u00edfico \u201c<a href=\"https:\/\/fisicanaescola.org.br\/index.php\/revista\/article\/view\/277\">Mulheres na ci\u00eancia: panorama, desafios e inspira\u00e7\u00f5es<\/a>\u201d, publicado na revista <strong>A F\u00edsica na Escola<\/strong>, revista da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), parte de um diagn\u00f3stico direto e preocupante. Diretora de An\u00e1lise de Resultados e Solu\u00e7\u00f5es Digitais (DASD) do CNPq e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a cientista contextualiza a desigualdade de g\u00eanero n\u00e3o apenas como um problema acad\u00eamico, mas como reflexo de estruturas sociais que, ao longo da hist\u00f3ria, limitaram o acesso das mulheres \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao poder. Esse cen\u00e1rio se manifesta tanto em legisla\u00e7\u00f5es e discursos contempor\u00e2neos quanto em heran\u00e7as hist\u00f3ricas que restringiram o ensino cient\u00edfico \u00e0s meninas, refor\u00e7ando estere\u00f3tipos que ainda persistem.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/SBF-debora-peres-menezes.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30305 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/576;width:576px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A f\u00edsica D\u00e9bora Menezes, diretora de An\u00e1lise de Resultados e Solu\u00e7\u00f5es Digitais (DASD) do CNPq e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). (reprodu\u00e7\u00e3o Youtube)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cInfelizmente, nas \u00e1reas conhecidas como STEM (science, technology, engineering and mathematics), das quais a f\u00edsica faz parte, a presen\u00e7a das mulheres \u00e9 muito pequena e \u00e9 fruto de uma constru\u00e7\u00e3o social que permeia suas vidas h\u00e1 muito tempo. A primeira Lei Educacional do Imp\u00e9rio, promulgada em 15 de outubro de 1827, alijava as meninas do ensino da matem\u00e1tica, uma vez que, para um dos parlamentares mais influentes da \u00e9poca, o Visconde de Cayru, as meninas s\u00f3 precisavam aprender o b\u00e1sico, uma vez que \u2018Deus deu barbas aos homens\u2019 [6]. Essa alega\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bizarra que me faz pensar que ele entendia que as pessoas pensavam com as barbas e n\u00e3o com os neur\u00f4nios\u2026\u201d, argumenta D\u00e9bora, no artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas heran\u00e7as \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o social que afeta a autoimagem feminina desde a inf\u00e2ncia. Estudos citados no artigo indicam que, enquanto meninas de cinco anos associam intelig\u00eancia ao pr\u00f3prio g\u00eanero, aos sete j\u00e1 passam a se enxergar como menos inteligentes que os meninos. Em pesquisas realizadas na Am\u00e9rica Latina, 90% das meninas afirmaram acreditar que engenharia \u00e9 \u201ccoisa de menino\u201d, evidenciando o peso dos estere\u00f3tipos na forma\u00e7\u00e3o de escolhas profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito se prolonga ao longo da carreira cient\u00edfica, onde as mulheres enfrentam o chamado \u201cefeito tesoura\u201d, explica a cientista, ex-presidente da SBF: a participa\u00e7\u00e3o da mulher diminui progressivamente \u00e0 medida que se avan\u00e7a para posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a. A desigualdade torna-se vis\u00edvel em n\u00fameros simb\u00f3licos. At\u00e9 2024, apenas cinco mulheres haviam recebido o Nobel de F\u00edsica, em contraste com 229 homens. Situa\u00e7\u00f5es semelhantes se repetem em institui\u00e7\u00f5es brasileiras, onde a presen\u00e7a feminina em posi\u00e7\u00f5es de poder ainda \u00e9 rara.<\/p>\n\n\n\n<p>A desigualdade tamb\u00e9m se reflete na forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Dados educacionais mostram que, embora o Brasil forme mais de um milh\u00e3o de graduados por ano, apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o segue carreiras em \u00e1reas fundamentais para o desenvolvimento cient\u00edfico. O n\u00famero de matem\u00e1ticos e professores de f\u00edsica formados \u00e9 extremamente baixo, e a evas\u00e3o nesses cursos \u00e9 elevada. Esse quadro revela n\u00e3o apenas um problema educacional, mas um desafio estrutural para o futuro cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Menezes, essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas injusta, mas tamb\u00e9m um desperd\u00edcio de potencial. As mulheres representam mais da metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, e sua presen\u00e7a mais ampla na ci\u00eancia contribuiria para aumentar a criatividade, a produtividade e a capacidade de inova\u00e7\u00e3o. A diversidade, segundo estudos citados pela autora, n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de equidade, mas um fator que melhora o desempenho cient\u00edfico como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas com mulheres como D\u00e9bora no CNPq, h\u00e1 melhorias. Cabe salientar que o CNPq tem adotado v\u00e1rias medidas buscando garantir maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres na ci\u00eancia, como a possibilidade de prorroga\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias modalidades de bolsas em caso de parto e a ado\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o no Curr\u00edculo Lattes do campo Licen\u00e7a Maternidade e Ado\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de recomendar aos comit\u00eas assessores do CNPq a admiss\u00e3o de medidas efetivas para a corre\u00e7\u00e3o das poss\u00edveis lacunas de g\u00eanero e \u00e9tnico-raciais existentes nas avalia\u00e7\u00f5es das chamadas\u201d, explica a ex-presidente da SBF no artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades, iniciativas institucionais t\u00eam buscado corrigir essa desigualdade. Pr\u00eamios cient\u00edficos espec\u00edficos para mulheres, programas de incentivo e mudan\u00e7as nas pol\u00edticas de fomento s\u00e3o parte desse esfor\u00e7o. O pr\u00f3prio Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), por exemplo, implementou medidas para apoiar pesquisadoras, incluindo a extens\u00e3o de bolsas em caso de licen\u00e7a-maternidade e a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 equidade de g\u00eanero na avalia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse contexto que surgiu o projeto Mulheres na Ci\u00eancia, criado por Menezes com o objetivo de ampliar a visibilidade feminina e fortalecer o letramento cient\u00edfico da popula\u00e7\u00e3o. O projeto come\u00e7ou com um canal no YouTube em 2019, onde cientistas e estudantes passaram a apresentar temas cient\u00edficos em linguagem acess\u00edvel. Os v\u00eddeos abordam desde conceitos b\u00e1sicos, como o funcionamento de micro-ondas e celulares, at\u00e9 quest\u00f5es complexas relacionadas \u00e0 sa\u00fade e \u00e0s novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa rapidamente se expandiu para outras plataformas, como TikTok, Instagram e YouTube Shorts, alcan\u00e7ando milhares de pessoas. O canal no YouTube re\u00fane milhares de inscritos, enquanto os v\u00eddeos nas redes sociais acumulam centenas de milhares de visualiza\u00e7\u00f5es. Para Menezes, o objetivo nunca foi promover figuras individuais, mas criar um espa\u00e7o coletivo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e forma\u00e7\u00e3o de novas comunicadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, o projeto tem uma dimens\u00e3o simb\u00f3lica importante: mostrar que mulheres pertencem \u00e0 ci\u00eancia. Ao dar visibilidade a pesquisadoras de diferentes \u00e1reas, o projeto busca combater o estere\u00f3tipo que associa compet\u00eancia cient\u00edfica exclusivamente aos homens. Ao mesmo tempo, contribui para aproximar a ci\u00eancia da sociedade, fortalecendo a confian\u00e7a no conhecimento cient\u00edfico em um cen\u00e1rio marcado pela dissemina\u00e7\u00e3o de fake news.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora destaca que o letramento cient\u00edfico \u00e9 essencial n\u00e3o apenas para formar novos cientistas, mas para capacitar a popula\u00e7\u00e3o a compreender o mundo contempor\u00e2neo. Em uma sociedade onde a ci\u00eancia influencia decis\u00f5es cotidianas da sa\u00fade \u00e0 tecnologia, compreender seus princ\u00edpios torna-se uma ferramenta de autonomia e cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a mudan\u00e7a \u00e9 lenta. Segundo estudos mencionados no artigo, se o ritmo atual continuar, a igualdade de g\u00eanero na autoria de pesquisas em f\u00edsica s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ada em 2158. Esse dado revela a dimens\u00e3o do desafio e refor\u00e7a a necessidade de a\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas e estruturais.&nbsp; \u201cA falta de equidade de g\u00eanero deve ser um assunto recorrente nos ambientes acad\u00eamicos, e o enfrentamento dos obst\u00e1culos por grupos sub-representados precisa ser lembrado e confrontado, se quisermos caminhar para uma ci\u00eancia brasileira mais justa e diversa\u201d, conclui a autora.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate \u00e0 desigualdade de g\u00eanero exige n\u00e3o s\u00f3 pol\u00edticas institucionais, mas igualmente transforma\u00e7\u00e3o cultural. Isso inclui igualmente reconhecer os interesses e vieses existentes, valorizar o trabalho das mulheres e criar ambientes mais inclusivos. A ci\u00eancia, como parte da sociedade, reflete suas contradi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m pode ser uma ferramenta poderosa de transforma\u00e7\u00e3o.&nbsp; Ontem, dia 11 de fevereiro, o trabalho de D\u00e9bora Peres Menezes e do projeto Mulheres na Ci\u00eancia refor\u00e7a uma mensagem fundamental: garantir a presen\u00e7a feminina na ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de justi\u00e7a, mas uma condi\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio avan\u00e7o do conhecimento. Ao inspirar meninas e dar voz a cientistas, iniciativas como essa ajudam a construir um futuro onde a ci\u00eancia seja verdadeiramente plural, na qual cada menina possa olhar para o c\u00e9u e saber que na cidade de S\u00e3o Paulo, um p\u00f4r-do-sol laranja e vermelho pode at\u00e9 ser bonito, mas revela o quanto o meio ambiente est\u00e1 cheio de part\u00edculas poluentes que criam todas essas cores que deveriam ser um alerta e n\u00e3o motivo de selfies apaixonadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A todas e todos que desenvolvem projetos, constroem pontes, enfrentam resist\u00eancias e se empenham diariamente para incentivar meninas e mulheres na ci\u00eancia, fica o nosso profundo agradecimento. Felizmente, hoje essas iniciativas j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o poucas, e \u00e9 gra\u00e7as a esse esfor\u00e7o coletivo que a ci\u00eancia avan\u00e7a, se diversifica e se torna mais justa, mais cr\u00edtica e mais transformadora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(SBF)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Especial Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia 2026<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:30% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"566\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Mulheres-Ciencia-Debora-1024x566.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-30304 size-full lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/566;\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/mulheres-na-ciencia-o-projeto-que-nasceu-para-romper-o-silencio-e-inspirar-mulheres-e-meninas\/\" title=\"\">Mulheres na Ci\u00eancia: o projeto que nasceu para romper o sil\u00eancio e inspirar mulheres e meninas<\/a><\/h3>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:30% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"469\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Mara-Fernanda-Parisoto-Professora-de-FisicaEnsino-de-Fisica-da-Universidade-Federal-do-Parana-de-Palotina.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-30308 size-full lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 640px; 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