{"id":28809,"date":"2025-09-11T12:02:02","date_gmt":"2025-09-11T15:02:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=28809"},"modified":"2025-09-11T12:02:03","modified_gmt":"2025-09-11T15:02:03","slug":"crise-no-cbpf-pode-deixar-o-carioca-sem-internet-e-brasil-sem-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/crise-no-cbpf-pode-deixar-o-carioca-sem-internet-e-brasil-sem-ciencia\/","title":{"rendered":"Crise no CBPF pode deixar o carioca sem internet e Brasil sem ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>A internet no Rio de Janeiro vai parar! Pode parecer jornalismo sensacionalista, mas talvez esse alerta seja o mais forte a ser feito para que a popula\u00e7\u00e3o entenda de in\u00edcio que isso \u00e9 o que exatamente vai acontecer se o governo brasileiro, incluindo as inst\u00e2ncias do Executivo e Legislativo Nacional, mantiverem no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2026 os cortes no Or\u00e7amento do Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF), respons\u00e1vel pela Rede Rio, que gerencia todo o tr\u00e1fego da rede mundial de computadores em empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, incluindo hospitais e unidades de defesa nacional, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 1949 ap\u00f3s o sucesso internacional do cientista brasileiro C\u00e9sar Lattes na \u00e1rea da f\u00edsica nuclear, o CBPF contou inicialmente com apoio da iniciativa privada e, aos poucos, de v\u00e1rios governos ao longo dos anos. Ana Maria Ribeiro de Andrade, que escreveu o livro \u201cF\u00edsicos, M\u00e9sons e Pol\u00edtica \u2013 A Din\u00e2mica da Ci\u00eancia na Sociedade\u201d, conta que em 1946 ficou claro que o Pa\u00eds precisava aprimorar a gera\u00e7\u00e3o de energia, \u00e0 \u00e9poca com depend\u00eancia de 82% de lenha, 3,9% de carv\u00e3o importado e apenas 1,6% de energia hidroel\u00e9trica. \u201cA explora\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo, principalmente, e a constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares se apresentavam como alternativas vi\u00e1veis\u201d, explica a escritora na p\u00e1gina 77, citando em nota de rodap\u00e9 que os sovi\u00e9ticos haviam criado em 1954 a primeira usina termonuclear do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de colaborar no desenvolvimento da pesquisa nuclear no Brasil, usada n\u00e3o apenas para a ind\u00fastria, gera\u00e7\u00e3o de energia e defesa nacional, mas principalmente na Medicina Nuclear, os f\u00edsicos do CBPF eram monitorados antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o. Como j\u00e1 reportamos no <a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/ditadura-de-1964-asfixiou-o-cbpf-e-quase-o-levou-a-extincao\/\">Boletim SBF<\/a> sobre artigo publicado na Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica feito pelo pesquisador do Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins (Mast), Alfredo Tiomno Tolmasquim, os cientistas do CBPF j\u00e1 foram alvo de persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que chegam ao \u00e1pice com a Ditadura de 1964, que levou a um processo de desmonte do \u00f3rg\u00e3o que chegou ao \u00e1pice na d\u00e9cada de 1970, com cientistas resistindo e negociando sa\u00eddas para o hist\u00f3rico projeto das pesquisas nucleares no Pa\u00eds. Ap\u00f3s grandes investimentos nos \u00faltimos anos e contrata\u00e7\u00e3o de pessoal, o CBPF enfrenta um novo paradoxo de v\u00f4o de \u00cdcaro sob um maremoto de acontecimentos nacionais e internacionais que desafiam a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cortes no Or\u00e7amento da institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 come\u00e7aram em 2025, de forma que o \u00f3rg\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 reduzindo suas atividades. Com contas de luz atrasada, que podem danificar equipamentos de alta tecnologia que custam na ordem dos milh\u00f5es de reais, a institui\u00e7\u00e3o ainda corre o risco de perder colaboradores especializados que v\u00e3o desde as \u00e1reas administrativa, t\u00e9cnica e cient\u00edfica. Al\u00e9m da t\u00e3o preciosa internet do carioca, o CBPF \u00e9 respons\u00e1vel por sistemas de extrema import\u00e2ncia ao CNPq, re\u00fane tamb\u00e9m um sistema computacional para an\u00e1lise de dados do CERN, o centro europeu que administra o maior acelerador de part\u00edculas do mundo, do qual o Brasil \u00e9 agora signat\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O CBPF ainda \u00e9 a \u201ccasa\u201d da Rede Nacional de F\u00edsica de Altas Energias (RENAFAE). Paradoxalmente, o governo contratou dezenas de cientistas, muitos repatriados do exterior, que agora t\u00eam novas complexidades para al\u00e9m dos segredos da mat\u00e9ria para equacionar, podendo at\u00e9 deixar o Pa\u00eds porque, afinal, f\u00edsico (a) tamb\u00e9m paga boleto. Hoje, o \u00f3rg\u00e3o re\u00fane 121 servidores ap\u00f3s a entrada de novos contratados no atual governo, e 106 terceirizados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos nessa encruzilhada de decidir entre parar as atividades de fato, prejudicando nossa miss\u00e3o, demitir parte do corpo de terceirizados, servidores que a gente n\u00e3o pode demitir, reduzir as jornadas de trabalho, reduzir o uso de energia el\u00e9trica\u201d, enumera os desafios o f\u00edsico Jo\u00e3o Paulo Sinnecker, vice-diretor do CBPF, em entrevista ao <strong><a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/boletim\/boletim-eletronico\/\" title=\"\">Boletim SBF<\/a><\/strong>. Durante a entrevista, Jo\u00e3o Paulo explicou que estava sem ar-condicionado, por sorte, era uma ter\u00e7a-feira de temperatura amena no Rio, mas isso prejudica n\u00e3o apenas estudantes em salas de aula, mas equipamentos car\u00edssimos que precisam de refigera\u00e7\u00e3o. Durante a entrevista, por exemplo, houve um pico de energia que paralisou a transmiss\u00e3o via ZOOM da conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o CBPF solicitou ao governo R$ 26 milh\u00f5es para manter suas atividades, mas recebeu a sinaliza\u00e7\u00e3o de apenas R$ 19 milh\u00f5es, e mesmo esse valor chegou de forma fragmentada, dificultando a gest\u00e3o. \u201cO or\u00e7amento n\u00e3o chegou inteiro. Ele chegou por partes e, num determinado momento, se eu n\u00e3o me engano, foi em junho, houve uma publica\u00e7\u00e3o de uma decis\u00e3o do Planejamento e da Fazenda de que haveria um contingenciamento e um cancelamento\u201d, explica Jo\u00e3o Paulo. O resultado foi a perda de R$ 2,8 milh\u00f5es que estavam previstos para despesas essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a dire\u00e7\u00e3o teve que optar entre romper contratos de manuten\u00e7\u00e3o, como os de elevadores, sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o e fornecimento de energia, ou reduzir a jornada dos terceirizados. A escolha foi a de buscar um equil\u00edbrio: a jornada de trabalho caiu 25%, e com ela, os sal\u00e1rios foram reduzidos no mesmo grau. Parte da equipe entrou em f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo foi manter o conhecimento acumulado dessas pessoas, que h\u00e1 anos atuam na gest\u00e3o, na seguran\u00e7a, na opera\u00e7\u00e3o de sistemas, no suporte \u00e0s pesquisas e na produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. \u201cSe a gente demite, a gente n\u00e3o pode contratar pela mesma empresa, mesmo que o problema seja sanado, em um per\u00edodo de seis meses. E isso desmobiliza&#8230; enfim, a gente perde essa pessoa especializada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, a economia obtida n\u00e3o foi suficiente. As contas de energia se acumularam e a institui\u00e7\u00e3o passou a negociar diretamente com a Light para evitar cortes no fornecimento. A sa\u00edda encontrada foi ligar o gerador a diesel no hor\u00e1rio de pico, das 18h \u00e0s 21h, aliviando a sobrecarga el\u00e9trica e garantindo o funcionamento do data center e da Rede Rio, respons\u00e1vel por todo o tr\u00e1fego de internet de universidades, hospitais e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos do Estado e armazenamento de dados do governo federal. Essa medida reduziu em torno de R$ 40 mil os gastos mensais, mas exp\u00f4s a fragilidade de uma institui\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na vanguarda cient\u00edfica passando o chap\u00e9u \u00e0 plateia da mesma forma como um m\u00fasico experiente que n\u00e3o faz dancinha no TikTok.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto direto j\u00e1 pode ser sentido. Laborat\u00f3rios multiusu\u00e1rios deixaram de receber novas demandas externas. Teses de doutorado est\u00e3o atrasadas. Microsc\u00f3pios de alta precis\u00e3o correm o risco de sofrer danos irrevers\u00edveis por falta de energia. \u201cSe um microsc\u00f3pio desse parar por muito tempo, por falta de luz, por exemplo, isso pode danificar o canh\u00e3o do microsc\u00f3pio. E a\u00ed, o custo para recuperar isso \u00e9 muito maior do que a conta de luz que deixou de ser paga\u201d, alerta o vice-diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>A Rede Rio, que deveria ser sin\u00f4nimo de estabilidade, tamb\u00e9m est\u00e1 tamb\u00e9m na corda bamba. Fibras \u00f3pticas vandalizadas e cabos rompidos dependem de equipes \u00e1geis e treinadas para manuten\u00e7\u00e3o. Agora, com pessoal reduzido, o tempo de resposta aumenta e a chance de pequenos apag\u00f5es cresce. \u201cO fato de a gente ter que diminuir as equipes e descontratar gente vai fazer com que a gente demore mais para resolver os problemas, o que vai ter um impacto. Pode ser que ocorram pequenos apag\u00f5es. E a recupera\u00e7\u00e3o, embora haja redund\u00e2ncia, talvez seja muito menor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As restri\u00e7\u00f5es atingem at\u00e9 a \u00e1rea estrat\u00e9gica da computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica. O CBPF abriga o primeiro laborat\u00f3rio nacional com equipamentos para todo o processo de fabrica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de chips qu\u00e2nticos. Um investimento de peso, compar\u00e1vel a estruturas como o Sirius, em Campinas, explica Jo\u00e3o Paulo. Mas sem manuten\u00e7\u00e3o adequada, essa infraestrutura corre risco de ficar paralisada, comprometendo anos de avan\u00e7o cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro setor afetado \u00e9 o de importa\u00e7\u00f5es. O CBPF desenvolveu uma expertise \u00fanica para lidar com processos de aquisi\u00e7\u00e3o de grandes equipamentos no exterior, conhecendo os tr\u00e2mites para compra desses equipamentos de alta tecnologia no exterior. Foi essa equipe, por exemplo, que viabilizou a chegada do supercomputador do LNCC, importado da Fran\u00e7a. Hoje, esse servi\u00e7o est\u00e1 suspenso. \u201cN\u00f3s interrompemos agora mesmo o servi\u00e7o de importa\u00e7\u00e3o porque a gente n\u00e3o tem garantias, pois um processo de importa\u00e7\u00e3o leva muito tempo\u201d, diz Sinnecker.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, o Brasil se tornou signat\u00e1rio do CERN, o maior acelerador de part\u00edculas do mundo, ampliando colabora\u00e7\u00f5es internacionais; do outro, v\u00ea amea\u00e7ada a pr\u00f3pria estrutura que sustenta a Rede Nacional de F\u00edsica de Altas Energias (RENFAE), sediada no CBPF, institui\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m processa dados do CERN e conecta universidades e institui\u00e7\u00f5es de ponta. A cada corte, mais dif\u00edcil fica manter acordos e responsabilidades que j\u00e1 colocaram o Pa\u00eds no mapa da ci\u00eancia mundial, mas parece que o voo chega de forma perigosa muito pr\u00f3ximo do Sol, amea\u00e7ando a cera que prende as fr\u00e1geis penas de \u00cdcaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse voo, o horizonte parece n\u00e3o ser um \u201cC\u00e9u de Brigadeiro\u201d, mas de \u201cL\u00edngua de Sogra\u201d, com respeito aos doces e \u00e0s sogras que fogem ao estigma das rela\u00e7\u00f5es sociais patriarcais. Essa brincadeira com as palavras n\u00e3o tem muita gra\u00e7a, mas traduz o momento delicado de um centro que j\u00e1 viveu crises profundas, mas que agora v\u00ea suas fun\u00e7\u00f5es mais elementares colocadas em risco por conta de um or\u00e7amento incompat\u00edvel com sua miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no entanto, um vento trazendo boas not\u00edcias. O projeto de transformar o pavilh\u00e3o M\u00e1rio de Almeida em Centro de Mem\u00f3ria da F\u00edsica est\u00e1 caminhando, gra\u00e7as ao aporte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT). Ap\u00f3s negocia\u00e7\u00f5es com a UFRJ, propriet\u00e1ria do pr\u00e9dio, e com o apoio de entidades cient\u00edficas como Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) e Academia Brasileira de Ci\u00eancia (ABC), foi poss\u00edvel preservar o espa\u00e7o hist\u00f3rico. \u201cN\u00f3s conseguimos, atrav\u00e9s de muita negocia\u00e7\u00e3o, com a ajuda do Minist\u00e9rio, inclusive, do Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia e Tecnologia, e rodas de discuss\u00e3o, reitores, etc., n\u00f3s chegamos a um consenso de preservar o pavilh\u00e3o de Almeida\u201d, diz Jo\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma permitir\u00e1 n\u00e3o apenas a preserva\u00e7\u00e3o da sala onde C\u00e9sar Lattes revelava emuls\u00f5es nucleares, mas tamb\u00e9m a instala\u00e7\u00e3o de \u00e1reas para semin\u00e1rios, minicursos e exposi\u00e7\u00f5es. O projeto inclui ainda a perman\u00eancia do Centro Latino-Americano de F\u00edsica (CLAF) no local e a cria\u00e7\u00e3o de um pequeno museu, capaz de aproximar o p\u00fablico da hist\u00f3ria da f\u00edsica no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Como contrapartida \u00e0 cess\u00e3o de outro espa\u00e7o para a UFRJ, o CBPF recebeu recursos para projetar um pr\u00e9dio de expans\u00e3o no Parque Tecnol\u00f3gico na Ilha do Fund\u00e3o. Esse novo edif\u00edcio dever\u00e1 abrigar laborat\u00f3rios e escrit\u00f3rios, ampliando a capacidade da institui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, os avan\u00e7os correm o risco de se transformar em mais um \u201cvoo de galinha\u201d caso o or\u00e7amento n\u00e3o seja recomposto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso tamb\u00e9m est\u00e1 andando, a gente j\u00e1 recebeu os recursos para fazer o projeto executivo, j\u00e1 est\u00e1 se planejando para tudo isso. Nesse aspecto, essa restri\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria ainda n\u00e3o nos afetou, mas ela pode nos afetar. Por qu\u00ea? Porque para gerir o pavilh\u00e3o Mario de Almeida e para gerir a expans\u00e3o do CBPF, n\u00f3s vamos precisar ampliar a nossa equipe\u201d, afirma Jo\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que os mesmos gargalos que hoje sufocam laborat\u00f3rios e servidores possam comprometer a nova fase de expans\u00e3o, porque para isso mais seguran\u00e7a, energia el\u00e9trica e contratos de gest\u00e3o ser\u00e3o necess\u00e1rios. E tudo isso exige dinheiro. \u201cSe n\u00e3o houver uma recomposi\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento, isso pode ficar inviabilizado. Ent\u00e3o apesar de a gente ter um recurso para construir o pr\u00e9dio, para reformar o pavilh\u00e3o M\u00e1rio de Almeida, etc., n\u00e3o teremos recurso para gerir a fun\u00e7\u00e3o que nos foi designada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem discorde de educadores como Paulo Freire para quem o desenvolvimento de um Pa\u00eds se d\u00e1 pela cultura, n\u00e3o exatamente pela ci\u00eancia. Isso porque a decis\u00e3o de desenvolver a educa\u00e7\u00e3o, a arte e a ci\u00eancia necess\u00e1rias para estimular um voo de cruzeiro parte do arcabou\u00e7o de uma cultura que muitos pol\u00edticos do Pa\u00eds perderam, inclusive, a vergonha de revelar que esse pensamento n\u00e3o lhes interessa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Assista \u00e0 entrevista no canal da SBF no YouTube<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Crise no CBPF pode deixar o carioca sem internet e Brasil sem ci\u00eancia\" width=\"900\" height=\"506\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G9I7h_CRp20?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A internet no Rio de Janeiro vai parar! 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