{"id":28398,"date":"2025-08-14T14:58:01","date_gmt":"2025-08-14T17:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=28398"},"modified":"2025-08-14T22:01:43","modified_gmt":"2025-08-15T01:01:43","slug":"inteligencia-artificial-impoe-desafios-a-ciencia-na-mesma-medida-de-seus-riscos-e-potenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/inteligencia-artificial-impoe-desafios-a-ciencia-na-mesma-medida-de-seus-riscos-e-potenciais\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia Artificial imp\u00f5e desafios \u00e0 ci\u00eancia na mesma medida de seus riscos e potenciais"},"content":{"rendered":"\n<p><a id=\"_msocom_1\"><\/a>Criado na d\u00e9cada de 1960, o desenho \u201cVira Lata\u201d foi amplamente retransmitido na d\u00e9cada de 1980 na televis\u00e3o brasileira, exatamente a \u00e9poca de minha inf\u00e2ncia. No desenho, o c\u00e3o super-her\u00f3i muitas vezes enfrenta o vil\u00e3o Simon Sinistro, um cientista maluco que deseja controlar mentes com m\u00e1quinas que ele inventa para dominar o mundo, ordenando \u00e0s pessoas: \u201cSimon diz&#8230;\u201d. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ser \u201cexperiente\u201d na vida, bem sei que h\u00e1 aqueles que lembram ter assistido \u201cO vigilante rodovi\u00e1rio\u201d (1962) ou a incr\u00edvel \u201cFam\u00edlia Trapo\u201d (1960). \u00c9 bom n\u00e3o ir mais longe&#8230; Nesses \u00faltimos 40 anos, a ideia de controlar a mente das pessoas evoluiu n\u00e3o apenas na fic\u00e7\u00e3o, mas h\u00e1 s\u00e9rios riscos na vida real, at\u00e9 mesmo na ci\u00eancia, uma vez que a Intelig\u00eancia Artificial (IA) j\u00e1 \u00e9 aplicada na F\u00edsica, tanto em experimentos e simula\u00e7\u00f5es cient\u00edficas quanto na produ\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o de artigos, assim como no ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a televis\u00e3o buscava se formar no Brasil, em 1960, em um laborat\u00f3rio do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), Joseph Wiezenbaum trazia \u00e0 humanidade o programa Eliza que, guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s &nbsp;sucessivas evolu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, t\u00e9cnicas e computacionais ocorridas desde ent\u00e3o, pode at\u00e9 ser considerada a bisav\u00f3 da chamada intelig\u00eancia artificial (IA) generativa que experimentamos hoje, e que, em 2024, rendeu o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica a<a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/fisica-e-coroada-com-dois-premios-nobel-em-2024-pelo-desenvolvimento-da-ia\/\"> John J. Hopfield e Geoffrey E. Hinton<\/a>. H\u00e1 quem diga, como o cientista Miguel Nicolelis, que a IA n\u00e3o tem nada de inteligente.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema j\u00e1 foi debatido aqui com o f\u00edsico Osvaldo Novais de Oliveira Junior, professor do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos e um dos criadores do N\u00facleo Interinstitucional de Lingu\u00edstica Computacional (NILC), que essa nova tecnologia promover\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e cultural. \u201cN\u00e3o tem a m\u00ednima d\u00favida: \u00e9 um processo inevit\u00e1vel. Estamos presenciando uma revolu\u00e7\u00e3o imensa, muito maior do que qualquer outra revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica gerada at\u00e9 hoje, porque a m\u00e1quina j\u00e1 pode realizar tarefas que humanos fazem\u201d, chegou a dizer Oliveira Jr, em entrevista ao <strong>Boletim SBF<\/strong> em maio de 2023, antes de sua palestra no <a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/fisica-ao-vivo-osvaldo-novais-de-oliveira-junior-o-futuro-da-fisica-e-da-ciencia-com-a-inteligencia-artificial\/\">F\u00edsica ao Vivo<\/a>, no canal do Youtube da SBF. \u201cNo caso da f\u00edsica, as revolu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo de descobrir novos conhecimentos ou minera\u00e7\u00e3o de conhecimento na literatura usando essas ferramentas. \u00c9 poss\u00edvel gerar novos conhecimentos a partir do que existe\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcho que a IA ter\u00e1 um tremendo impacto nas artes, entre outras coisas porque ser\u00e1 muito dif\u00edcil (se n\u00e3o imposs\u00edvel) distinguir uma obra produzida por IA ou por um humano. O conceito de que arte \u00e9 essencialmente uma atividade humana pode ter que ser alterado. Para um ouvinte de m\u00fasica, apreciador de arte, etc., n\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a a origem da obra. Se for agrad\u00e1vel ser\u00e1 consumida\u201d, afirmou, em entrevista por whatsapp ap\u00f3s o FaV, que me inspirou a escrever um texto sobre o impacto da IA na arte, fora da SBF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2016, grandes empresas come\u00e7aram a utilizar os chamados chatbots e, em 2023, houve a gigantesca corrida para a IA generativa, alimentando uma competi\u00e7\u00e3o mundial na qual inclui o Brasil, com o Maritaca AI. Independentemente em discutir as competi\u00e7\u00f5es e as tecnologias que levam essas m\u00e1quinas \u00e0 suposta intelig\u00eancia, o fato \u00e9 que, dos bancos escolares do Ensino M\u00e9dios \u00e0s mais prestigiadas academias, esses sistemas v\u00eam gerando textos, an\u00e1lises, artigos cient\u00edficos e, at\u00e9 mesmo, revis\u00f5es de artigos cient\u00edficos por \u201creferees\u201d de peri\u00f3dicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos ter um programa de integridade acad\u00eamica nas institui\u00e7\u00f5es relacionadas ao uso da IA, especialmente na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, porque est\u00e1 aumentando exponencialmente o n\u00famero de artigos cient\u00edficos submetidos \u00e0s revistas do mundo inteiro\u201d, afirma Luciano Sathler Rosa Guimar\u00e3es, que tem uma carreira invej\u00e1vel. Ele \u00e9 PhD em Administra\u00e7\u00e3o pela Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o, Contabilidade e Atu\u00e1ria da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-USP), membro do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, no qual preside a Comiss\u00e3o Tempor\u00e1ria designada para elaborar as normas para a oferta da modalidade de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (EaD), utiliza\u00e7\u00e3o de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) e Intelig\u00eancia Artificial (IA) na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Luciano-Sathher-ed-1024x576.jpg\" alt=\"Luciano Sathler, um homem branco, careca, com \u00f3culos de aros pretos. Sentado em uma poltrona, com microfone na m\u00e3o dando palestra. Ele usa um terno preto.\" class=\"wp-image-28432\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Luciano Sathler Rosa Guimar\u00e3es, membro do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de Minas Gerais.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 ficando claro que s\u00e3o artigos produzidos parcial ou totalmente com o uso da IA. E muitos desses artigos, inclusive com refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas inventadas pela IA, que n\u00e3o existem. E o resultado \u00e9 que muitos avaliadores de artigos cient\u00edficos passam a usar a IA para avaliar o artigo\u201d, explica o especialista, que ainda foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq (2020-2024); exerceu cargos de lideran\u00e7a educacional, tanto como diretor de escola quanto reitorias em institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior; e foi o primeiro pr\u00f3-reitor de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista \u00e9 ainda CEO da CertifikEDU Microcertifica\u00e7\u00f5es com Blockchain e Intelig\u00eancia Artificial (www.certifikedu.com.br), pensada para o Ensino M\u00e9dio, T\u00e9cnico, Superior e Educa\u00e7\u00e3o Corporativa. \u201cN\u00f3s temos a escrita algor\u00edtmica do artigo e n\u00f3s temos a avalia\u00e7\u00e3o algor\u00edtmica do artigo. N\u00e3o tem possibilidade em dar certo\u201d, afirma. \u201cEnt\u00e3o o cientista na \u00e1rea de F\u00edsica precisa estar atento, tanto quando ele l\u00ea, e se apropria de pesquisa publicada recentemente, como tamb\u00e9m na sua pr\u00f3pria publica\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o cair nesses erros mais comuns que afetam a integridade acad\u00eamica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A revista Pesquisa Fapesp divulgou na web em junho deste ano uma importante reportagem: \u201c<a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/pesquisadores-usam-inteligencia-artificial-em-tarefas-academicas\/\">Pesquisadores usam intelig\u00eancia artificial nas tarefas acad\u00eamicas<\/a>\u201d. O texto traz dados de uma pesquisa com cerca de cinco mil pesquisadores no mundo, dentre eles, 143 sediados no Brasil, na qual mais da metade considerou \u201cque a tecnologia produz, sim, resultados melhores do que as pessoas em encargos como mapear poss\u00edveis colaboradores, gerar resumos ou conte\u00fados educacionais a partir de artigos cient\u00edficos, verificar a exist\u00eancia de pl\u00e1gio em textos, preencher refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas ou monitorar a publica\u00e7\u00e3o de artigos em determinadas \u00e1reas\u201d, escreve a jornalista Sarah Schmidt na Edi\u00e7\u00e3o 352. A pesquisa, da Editora Wiley, revela que 57% j\u00e1 usaram IA como assistente na escrita acad\u00eamica, e 30%, em revis\u00e3o de estudos publicados.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco n\u00e3o se limite apenas \u00e0 academia. Ao se basear na IA sem que haja uma experi\u00eancia e um questionamento sobre os resultados apresentados por esses sistemas \u00e9 poss\u00edvel ser fisgado pelo vil\u00e3o \u201cSimon diz\u201d, porque esses sistemas necessariamente respondem \u00e0quilo que a eles perguntamos. Dependendo da forma como \u00e9 feita essa pergunta ou o comando de a\u00e7\u00e3o, o chamado prompt, o sistema \u201calucina\u201d, inventa cita\u00e7\u00f5es e contextos, sendo necess\u00e1rio especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 juventude que, frente \u00e0 mir\u00edade de telas, aplicativos e Ias, acaba usando isso a fim de elaborar reda\u00e7\u00f5es, projetos de pesquisa e, at\u00e9 mesmo, poemas aos seus amores. \u201cAja como Fernando Pessoa e escreva um poema inspirado no heter\u00f4nimo Alberto Caieiro; aja como Mat\u00e9i Vi\u0219niec e escreva uma pe\u00e7a de teatro inspirada em Migrantes&#8230;\u201d E ent\u00e3o&#8230; Zastraz! Eis o texto \u201cpronto\u201d, sem nem mesmo ter tido tempo de sentir na pele \u201cque a vida \u00e9 jovem e o amor sorri\u201d, nem ter lido no notici\u00e1rio o drama dos migrantes, ou ter passado pela expuls\u00e3o de seu pa\u00eds, como sofreu o jornalista e dramaturgo romeno hoje radicado em Paris.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sathler, as escolas, do Ensino M\u00e9dio \u00e0s universidades, precisam se adaptar \u00e0 essa realidade, pois se estiverem corrigindo provas como era no s\u00e9culo passado, provavelmente est\u00e3o deixando passar textos escritos por IA. H\u00e1 estrat\u00e9gias de aprendizagem, como a possibilidade de cria\u00e7\u00e3o de materiais did\u00e1ticos usando at\u00e9 filmes criados por IA e instigar os alunos a se apropriarem dessa linguagem nova, sem que isso prejudique o seu desenvolvimento. O especialista avalia ainda que o uso correto da IA poder\u00e1 levar mais jovens a estudarem f\u00edsica e at\u00e9 a suprir a baixa procura dos cursos de Licenciatura em F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s temos j\u00e1 um apag\u00e3o de professores na \u00e1rea de F\u00edsica no Brasil, porque boa parte de quem ministra F\u00edsica no Fundamental 2 e no Ensino M\u00e9dio n\u00e3o \u00e9 formado em F\u00edsica. N\u00f3s precisamos formar mais professores, precisamos formar mais pesquisadores e a\u00ed passa pela metodologia ativa e a IA pode ser \u00fatil nesse sentido\u201d, explica Sathler, que criou a express\u00e3o \u201cigualdade artificial\u201d. Se um jornalista (ou f\u00edsico e f\u00edsica) for muito bom de \u201cprompts\u201d, as tais ordens de \u201cSimon diz&#8230;\u201d, \u00e9 poss\u00edvel escrever um texto informativo, talvez at\u00e9 de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, cobrando menos do que cobra um jornalista que assistiu ao desenho animado na d\u00e9cada de 1980! Embora precise tamb\u00e9m saber o que \u00e9 nota, not\u00edcia, reportagem e seus estilos e desapegar da teimosia em negar \u00e0s pessoas met\u00e1foras, como faz brilhantemente Constantino Tsalles. \u201c\u00c9 um alerta. Se eu sou capaz de fazer algo em jornalismo, que eu n\u00e3o sei nada de jornalismo, mas que conven\u00e7a as pessoas, ent\u00e3o o Roger vai ter que aprender a usar bem a IA e, com o conhecimento e experi\u00eancia que o Roger tem, ele vai criar coisas que eu n\u00e3o serei capaz de criar com nenhuma IA.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O problema da IA tamb\u00e9m n\u00e3o se restringe apenas ao embate entre Norte Global e Sul Global. A Maritaca IA, por exemplo, foi faladeira como suas amigas de pena ao questionar uma ideia que compartilhei com ela em relacionar de forma l\u00fadica uma cena do filme australiano \u201cO Jovem Einstein\u201d (1988) a uma certa mat\u00e9ria que estava escrevendo sobre f\u00edsica. Para a IA brazuca, esse filme prejudica a imagem da ci\u00eancia e de sua metodologia, como se a ci\u00eancia se fizesse de dogmas. Apesar de n\u00e3o ser t\u00e3o engra\u00e7ado, esse filme, \u00e0 \u00e9poca de minha adolesc\u00eancia, me fez pensar sobre qual rela\u00e7\u00e3o haveria entre a forma\u00e7\u00e3o de bolhas no chopp, que, satiricamente, o filme atribu\u00eda a uma inven\u00e7\u00e3o de Albert Einstein, e a bomba at\u00f4mica, que era a \u00fanica coisa que eu conhecia, \u00e0 \u00e9poca, sobre o f\u00edsico alem\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA rela\u00e7\u00e3o do filme com a ci\u00eancia \u00e9 puramente c\u00f4mica e sat\u00edrica. Ele utiliza conceitos cient\u00edficos de forma leve e distorcida para criar humor. A ideia de que Einstein inventa a cerveja espumante \u00e9 uma s\u00e1tira direta que zomba da ideia de grandes descobertas cient\u00edficas, sugerindo que at\u00e9 mesmo um dos maiores cientistas poderia trope\u00e7ar em descobertas por acidente\u201d, tagarela nossa ave eletr\u00f4nica. \u201cQuanto \u00e0 cerveja, o filme brinca com o processo de fermenta\u00e7\u00e3o e a ci\u00eancia por tr\u00e1s da produ\u00e7\u00e3o de cerveja, sugerindo que Einstein, por meio de suas experi\u00eancias, poderia ter descoberto um m\u00e9todo para criar uma cerveja espumante, o que \u00e9 uma fantasia c\u00f4mica e n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com os feitos cient\u00edficos reais de Einstein. Em suma, O Jovem Einstein \u00e9 uma com\u00e9dia que desvia muito da realidade hist\u00f3rica e cient\u00edfica. O filme usa o nome de Einstein e conceitos cient\u00edficos para criar humor e entretenimento, sem qualquer pretens\u00e3o de ser uma representa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria da ci\u00eancia ou da vida do f\u00edsico alem\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e1quina, independentemente do Pa\u00eds em que foi criada, n\u00e3o entende que o humor \u00e9 capaz de alcan\u00e7ar ainda mais pessoas, instigando em alguns curiosidades que podem levar ao questionamento do qual tanto se preza na ci\u00eancia: a curiosidade. Os desafios da IA s\u00e3o imensos, na mesma grandeza de seus benef\u00edcios, mas corremos o risco de nosso \u201ctico e teco\u201d se encantarem com a voz que ordena: \u201cSimon diz&#8230;\u201d. E lembre-se que, independentemente da sua profiss\u00e3o, podemos atribuir \u00e0 IA o mesmo simbolismo ao qual Chico Sales, S\u00e3o Francisco de Sales, usou para se referir ao \u201cjornal\u201d. Para ele, o jornal \u00e9 \u201cindiferente para o bem o para o mal, fa\u00e7amos que siga no melhor caminho\u201d. Talvez n\u00e3o adiante voc\u00ea pesquisar a refer\u00eancia na web, pois ela est\u00e1 num santinho que peguei no sindicato em 1997 quando tirei o registro profissional, que me acompanha em minha carteira desde ent\u00e3o, j\u00e1 desgastada pelo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criado na d\u00e9cada de 1960, o desenho \u201cVira Lata\u201d foi amplamente retransmitido na d\u00e9cada de 1980 na televis\u00e3o brasileira, exatamente a \u00e9poca de minha inf\u00e2ncia. 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