{"id":28344,"date":"2025-08-07T14:48:41","date_gmt":"2025-08-07T17:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=28344"},"modified":"2025-08-07T14:48:41","modified_gmt":"2025-08-07T17:48:41","slug":"ha-ou-nao-uma-ou-varias-realidades-e-mundos-na-mecanica-quantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/ha-ou-nao-uma-ou-varias-realidades-e-mundos-na-mecanica-quantica\/","title":{"rendered":"H\u00e1 ou n\u00e3o uma ou v\u00e1rias \u201crealidades\u201d e \u201cmundos\u201d na Mec\u00e2nica Qu\u00e2ntica?"},"content":{"rendered":"\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas proclamou 2025 como o Ano Internacional da Ci\u00eancia e das Tecnologias Qu\u00e2nticas (IYQ), sobre as quais pairam as mais diferentes vis\u00f5es de mundo, apesar de os c\u00e1lculos serem at\u00e9 aqui promissores. A quest\u00e3o \u00e9 que, para avan\u00e7ar no conhecimento sobre aquilo que n\u00e3o podemos ver diretamente, quest\u00f5es filos\u00f3ficas surgem entre os cientistas. Por isso, a revista <em>Nature<\/em> publicou uma pesquisa que d\u00e1 mostras, de forma in\u00e9dita, como ainda h\u00e1 controv\u00e9rsias sobre o que a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica representa.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa entrevistou mais de 1.100 cientistas, a maioria f\u00edsicos e f\u00edsicas, que responderam quest\u00f5es fundamentais da teoria qu\u00e2ntica e suas interpreta\u00e7\u00f5es. E os resultados apontam para uma fragmenta\u00e7\u00e3o conceitual, que parece existir h\u00e1 cem anos ou at\u00e9 mais, visto que nem mesmo h\u00e1 consenso sobre o centen\u00e1rio. Os dados na \u00edntegra est\u00e3o na reportagem \u201c<em><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-025-02342-y?fbclid=IwQ0xDSwL4Tn9jbGNrAvhOe2V4dG4DYWVtAjExAAEe3tSF-suE_PTqWlgSsyjZkQvOmdj4BEn5xTxCzIxG6jcixMyAl3RWQSNXNgM_aem_Ye67u0cic6NMYI3rrob3lg\">Physicists disagree wildly on what quantum mechanics says about reality, Nature survey shows<\/a><\/em>\u201d, publicada pela revista<em> Nature<\/em> no dia 30 de julho em seu web site e assinada pela rep\u00f3rter s\u00eanior de f\u00edsica do peri\u00f3dico Elizabeth Gibney.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a interpreta\u00e7\u00e3o de Copenhague ainda ser a mais popular, especialmente entre os f\u00edsicos experimentais, uma parcela significativa da comunidade se divide entre posi\u00e7\u00f5es realistas, epistemol\u00f3gicas e at\u00e9 mesmo radicais, como os &#8220;muitos mundos&#8221;. A reportagem da <em>Nature<\/em> explica que essa interpreta\u00e7\u00e3o foi baseada numa equa\u00e7\u00e3o criada por Erwin Schr\u00f6dinger, em 1926, que descreve a \u201cfun\u00e7\u00e3o de onda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fun\u00e7\u00e3o de onda descreve o estado qu\u00e2ntico como uma nuvem de probabilidades. Enquanto n\u00e3o \u00e9 observada, uma part\u00edcula se comporta como uma onda, interferindo consigo mesma e com outras part\u00edculas, podendo estar em uma superposi\u00e7\u00e3o de estados, como se estivesse em v\u00e1rios lugares ou tivesse m\u00faltiplos valores ao mesmo tempo. Mas, ao se medir suas propriedades, esse estado nebuloso colapsa para um \u00fanico valor definido, o chamado \u201ccolapso da fun\u00e7\u00e3o de onda\u201d, explica a revista cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"362\" height=\"241\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Marcelo-Terra-Cunha.webp\" alt=\"Professor Marcelo Terra Cunha (Unicamp), coordenador da Comiss\u00e3o de \u00c1rea Ci\u00eancia e Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica (CTIQ) da SBF.\" class=\"wp-image-25718\" style=\"width:616px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para o f\u00edsico brasileiro Marcelo Terra Cunha, professor da Unicamp coordenador da Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica da SBF, a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica n\u00e3o apenas resiste a interpreta\u00e7\u00f5es \u00fanicas, mas desafia a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de realidade.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para alguns, a fun\u00e7\u00e3o de onda descreve algo real. Para outros, \u00e9 apenas uma ferramenta matem\u00e1tica. H\u00e1 ainda quem a veja como reflexo do conhecimento subjetivo do observador. As discord\u00e2ncias atingem at\u00e9 mesmo os laureados com o Nobel como Anton Zeilinger e Alain Aspect, que participaram do evento de centen\u00e1rio da teoria em Helgoland, na Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o f\u00edsico brasileiro Marcelo Terra Cunha, professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e coordenador da Comiss\u00e3o de Ci\u00eancia e Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica n\u00e3o apenas resiste a interpreta\u00e7\u00f5es \u00fanicas, mas desafia a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de realidade. \u201cEu seria at\u00e9 mais radical: a Teoria Qu\u00e2ntica nos obriga at\u00e9 a p\u00f4r em xeque a no\u00e7\u00e3o de realidade\u201d, afirma, em entrevista por e-mail ao <a href=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/boletim\/boletim-eletronico\/\" title=\"\"><strong>Boletim SBF<\/strong><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, diferentemente da Teoria da Relatividade, que surgiu de princ\u00edpios bem definidos, a teoria qu\u00e2ntica nasceu de tentativas de resolver problemas como a estabilidade da mat\u00e9ria. \u201cEstamos agora celebrando seu centen\u00e1rio, mas mesmo em rela\u00e7\u00e3o a esse centen\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 acordo completo na comunidade\u201d, explica ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo lembra que nas d\u00e9cadas de 1910 e 1920 j\u00e1 se estabeleciam regras operacionais que geram previs\u00f5es extremamente precisas. O desconforto, segundo ele, vem de mentes moldadas por concep\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas. \u201cMas n\u00e3o temos mais que isso e mentes cl\u00e1ssicas se sentem muito desconfort\u00e1veis com isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m do inc\u00f4modo, h\u00e1 tamb\u00e9m limita\u00e7\u00f5es reais impostas pela pr\u00f3pria teoria. \u201cResultados como o Teorema de Bell mostram que os conceitos cl\u00e1ssicos como trajet\u00f3rias com posi\u00e7\u00e3o e momentum perfeitamente definidos contradizem a Teoria Qu\u00e2ntica. Mais que isso, os experimentos do tipo Viola\u00e7\u00e3o de Desigualdades de Bell refor\u00e7am que esses modelos cl\u00e1ssicos para uma suposta realidade s\u00e3o autocontradit\u00f3rios. Ainda n\u00e3o h\u00e1 consenso sobre como resolver tal contradi\u00e7\u00e3o. Portanto, h\u00e1 espa\u00e7o para \u2018opini\u00f5es\u2019 muito d\u00edspares sobre como resolver esse impasse\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, a pr\u00e1tica cient\u00edfica no dia-a-dia segue seu curso, mas n\u00e3o sem impactos. \u201cComo o \u2018fazer ci\u00eancia\u2019 envolve muitas etapas complementares, sim, h\u00e1 impacto em algumas delas. Por\u00e9m, isso n\u00e3o impacta diretamente no dia-a-dia da maioria das pessoas envolvidas com o fazer cient\u00edfico\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcelo, \u00e9 poss\u00edvel aplicar a teoria qu\u00e2ntica e obter previs\u00f5es confi\u00e1veis sem entrar no m\u00e9rito de sua interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cTipicamente, os resultados obtidos n\u00e3o dependem de interpreta\u00e7\u00e3o. Apenas quando vamos falar sobre eles \u00e9 que, consciente ou inconscientemente, costumamos tomar algumas posi\u00e7\u00f5es ou usar algumas express\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m daquilo que a teoria realmente nos diz.\u201d Isso afeta, principalmente, a escolha dos problemas a serem estudados e a forma de apresentar os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques da pesquisa da <em>Nature<\/em>, est\u00e1 o crescimento das chamadas interpreta\u00e7\u00f5es epist\u00eamicas, que entendem a teoria qu\u00e2ntica como uma ferramenta para organizar e prever informa\u00e7\u00f5es, sem se comprometer com a descri\u00e7\u00e3o de uma realidade objetiva. Para Marcelo, essas interpreta\u00e7\u00f5es n\u00e3o limitam a ci\u00eancia, pelo contr\u00e1rio. \u201cNa minha opini\u00e3o, amplia muito. Essas abordagens epist\u00eamicas corrigem uma esp\u00e9cie de \u2018overshooting\u2019 da revolu\u00e7\u00e3o copernicana. Uma coisa \u00e9 tirar o ser humano do centro do universo (epist\u00eamico). Outra coisa \u00e9 pensar que sem seres humanos a f\u00edsica deveria ser a mesma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele enfatiza que f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de realidade, mas uma forma de previs\u00e3o de resultados experimentais. \u201cVista dessa forma, se retirarmos todos os seres humanos da conversa, quem vai continuar conversando? Se n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m com interesse em saber as probabilidades de cada resultado poss\u00edvel para tal medi\u00e7\u00e3o, que previs\u00e3o resta ser feita usando a Teoria Qu\u00e2ntica?\u201d, questiona o f\u00edsico. \u201cMuito me agrada o lembrete\/recado das interpreta\u00e7\u00f5es epist\u00eamicas que sem a inclus\u00e3o de \u2018agentes\u2019 (aqueles que usam a teoria qu\u00e2ntica para fazer predi\u00e7\u00f5es), n\u00e3o h\u00e1 uso nem da teoria qu\u00e2ntica, nem de seus entes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as interpreta\u00e7\u00f5es que se distanciam de Copenhague est\u00e3o os &#8220;muitos mundos&#8221;, propostos por Hugh Everett nos anos 1950, e a mec\u00e2nica bohmiana: esta, que explica os efeitos de interfer\u00eancia e \u201cresgata o determinismo, a ideia de que as part\u00edculas t\u00eam propriedades definidas antes da medi\u00e7\u00e3o\u201d, segundo a <em>Nature<\/em>, foi escolhida como op\u00e7\u00e3o por 7% dos entrevistados; aquela, preferida por 15% dos participantes, avalia que a fun\u00e7\u00e3o de onda \u00e9 real, e o colapso nunca ocorre de fato pois \u201co universo se ramifica a cada poss\u00edvel resultado de uma medi\u00e7\u00e3o\u201d, explica <em>Nature<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo explica que s\u00e3o abordagens bastante distintas. \u201cMuitos mundos \u00e9 uma maneira de se trabalhar dentro do formalismo qu\u00e2ntico evitando fazer o corte entre medi\u00e7\u00e3o com resultado cl\u00e1ssico e a evolu\u00e7\u00e3o de sistemas f\u00edsicos isolados. De certa forma, todos os resultados poss\u00edveis \u2018acontecem\u2019, em ramos diferentes, da\u00ed o nome que se costuma usar para tal interpreta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sobre a mec\u00e2nica bohmiana, Marcelo avalia que \u201cfoi uma forma de resgatar para a Mec\u00e2nica Qu\u00e2ntica o conceito de determinismo\u201d.&nbsp; Para ele, a vers\u00e3o Bohmiana, sobre essa primeira solu\u00e7\u00e3o (a da propaga\u00e7\u00e3o da \u201conda\u201d) \u201cserve tamb\u00e9m para definir trajet\u00f3rias que associam a posi\u00e7\u00e3o inicial de um corp\u00fasculo (n\u00e3o verific\u00e1vel, pois isso mudaria a pr\u00f3pria fun\u00e7\u00e3o de onda) com sua posi\u00e7\u00e3o futura, que seria revelada em uma medi\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00e3o no instante t\u201d. \u201cNesse sentido, \u00e9 comum dizer que a teoria bohmiana permite a \u2018retrodic\u00e7\u00e3o\u2019 da posi\u00e7\u00e3o da part\u00edcula no instante inicial\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que justifica o esfor\u00e7o de compreender todas essas interpreta\u00e7\u00f5es se a teoria funciona bem sem elas? Para Marcelo, essa busca \u00e9 parte essencial da ci\u00eancia. \u201cQueremos, o tempo todo, empurrar um pouco mais a interessante fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Assim, haver discord\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o ao \u2018verdadeiro\u2019 significado de uma teoria, ou de seus ingredientes, \u00e9 um est\u00edmulo para melhorarmos tal compreens\u00e3o. Ainda h\u00e1 novidades a serem entendidas ali.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o professor da Unicamp lembra que, com rela\u00e7\u00e3o a estudantes, \u201ca divulga\u00e7\u00e3o\/populariza\u00e7\u00e3o e ao ensino de teoria qu\u00e2ntica, considero que um dos aspectos mais importantes \u00e9 fazer essa separa\u00e7\u00e3o do que \u00e9 \u2018a teoria por si s\u00f3\u2019, ou ainda, \u2018at\u00e9 onde todo mundo concorda\u2019, daquilo que podemos chamar de interpreta\u00e7\u00f5es, ou seja, da parte onde opini\u00f5es ou posicionamentos filos\u00f3ficos come\u00e7am a ter impacto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca ainda a import\u00e2ncia de separar o que \u00e9 a teoria em si, com sua base consensual, daquilo que pertence ao campo das interpreta\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil separar essas coisas, at\u00e9 mesmo porque muitas pessoas acabam diretamente impactadas pelas posturas de quem lhe ensinou, seja falando, seja escrevendo. Mas \u00e9 um desafio que devemos encarar.\u201d No Ano Internacional da Ci\u00eancia Qu\u00e2ntica, esse \u00e9 um debate salutar para o desenvolvimento do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas proclamou 2025 como o Ano Internacional da Ci\u00eancia e das Tecnologias Qu\u00e2nticas (IYQ), sobre as quais pairam as mais diferentes vis\u00f5es de mundo, apesar de os c\u00e1lculos serem at\u00e9 aqui promissores. A quest\u00e3o \u00e9 que, para avan\u00e7ar no conhecimento sobre aquilo que n\u00e3o podemos ver diretamente, quest\u00f5es filos\u00f3ficas surgem entre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":28345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[669],"tags":[1381,1382,735,402,1058,1367],"class_list":["post-28344","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo-da-fisica","tag-ano-internacional-da-ciencia-e-das-tecnologias-quanticas","tag-erwin-schrodinger","tag-fisica-quantica","tag-iyq","tag-mecanica-quantica","tag-nature"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28344"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28346,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28344\/revisions\/28346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}