{"id":26099,"date":"2025-04-03T14:11:05","date_gmt":"2025-04-03T17:11:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=26099"},"modified":"2025-04-03T15:48:00","modified_gmt":"2025-04-03T18:48:00","slug":"vibracoes-que-brilham-estudo-desvenda-processo-que-afeta-a-eficiencia-de-dispositivos-optoeletronicos-organicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/vibracoes-que-brilham-estudo-desvenda-processo-que-afeta-a-eficiencia-de-dispositivos-optoeletronicos-organicos\/","title":{"rendered":"Vibra\u00e7\u00f5es que brilham: estudo desvenda processo que afeta a efici\u00eancia de dispositivos optoeletr\u00f4nicos org\u00e2nicos"},"content":{"rendered":"\n<p>Um grupo de f\u00edsicos brasileiros da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB) publicou, no dia 18 de mar\u00e7o, um estudo que avan\u00e7a o entendimento sobre um fen\u00f4meno crucial para o melhor desempenho de c\u00e9lulas solares org\u00e2nicas (OSCs) e diodos emissores de luz org\u00e2nicos (OLEDs). O artigo, intitulado <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s42004-025-01485-3\">Dynamics of vibrationally coupled intersystem crossing in state-of-the-art organic optoelectronic materials<\/a>, foi publicado na Communications Chemistry, peri\u00f3dico cient\u00edfico do grupo Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho investiga os mecanismos por tr\u00e1s da convers\u00e3o intersistemas (ISC), um processo qu\u00e2ntico no qual um \u00e9xciton \u2014 uma esp\u00e9cie de par el\u00e9tron-buraco gerado pela luz \u2014 muda de um estado singlet (em que os spins dos el\u00e9trons est\u00e3o emparelhados) para um estado triplet&nbsp; (com spins desemparelhados). Essa transi\u00e7\u00e3o, mediada pelo chamado acoplamento spin-\u00f3rbita (SOC), tem impacto direto na efici\u00eancia de dispositivos que dependem da captura ou emiss\u00e3o de luz. Em OLEDs, o desafio \u00e9 aproveitar os \u00e9xcitons tripletos, geralmente \u201cescuros\u201d, ou seja, que n\u00e3o emitem luz; nas OSCs, o problema \u00e9 o oposto: os tripletos muitas vezes se recombinam sem gerar corrente el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que motivou a gente a realizar esse estudo foi justamente o interesse em entender melhor os estados excit\u00f4nicos \u2014 mais especificamente, os excitons tripletos. Para gerar energia a partir da luz, como no caso das c\u00e9lulas solares, \u00e9 essencial entender como esses excitons se comportam. Quando a luz excita um el\u00e9tron, ele salta para um estado de maior energia e deixa um \u201cburaco\u201d para tr\u00e1s \u2014 ou seja, uma carga positiva. Esse par el\u00e9tron-buraco forma o exciton, e o desafio \u00e9 separar essas cargas para que possamos gerar corrente el\u00e9trica\u201d, explica o cientista Marlus Koehler, da UFPR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo nosso estudo, o foco foram os excitons tripletos porque eles apresentam uma dificuldade adicional: tendem a favorecer a recombina\u00e7\u00e3o das cargas. Isso significa que o el\u00e9tron volta a se juntar ao buraco, o que impede a gera\u00e7\u00e3o de corrente. \u00c9 como se a energia fosse desperdi\u00e7ada nesse processo. Agora, quando a gente pensa em OLEDs (os emissores de luz usados em telas), a hist\u00f3ria se inverte um pouco. Neles, a gente quer que essa recombina\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a \u2014 mas de forma que gere luz. O problema \u00e9 que, quando a recombina\u00e7\u00e3o se d\u00e1 via estado tripleto, ela n\u00e3o gera luz. \u00c9 uma recombina\u00e7\u00e3o n\u00e3o radiativa. Ent\u00e3o, o tripleto, nesse caso, tamb\u00e9m atrapalha, porque reduz a efici\u00eancia de emiss\u00e3o luminosa. na \u00e1rea de OLEDs, o pessoal est\u00e1 tentando fazer com que, mesmo que o tripleto se forme, ele possa ser convertido de volta em singleto \u2014 e a\u00ed sim emitir luz. A mol\u00e9cula que a gente estudou \u00e9 interessante justamente porque ela pode ajudar a entender e, quem sabe, controlar melhor esse canal de convers\u00e3o\u201d, explica Koehler.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"800\" data-id=\"26101\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Joao_Paulo_Araujo.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-26101\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo (UnB)<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"751\" height=\"1024\" data-id=\"26102\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Marlus_Koehler-751x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-26102 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 751px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 751\/1024;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marlus Koehler (UFPR)<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Usando ferramentas da qu\u00edmica qu\u00e2ntica, os pesquisadores analisaram o comportamento do SOC em dez materiais chamados aceitadores n\u00e3o-fullerenos (NFAs), que v\u00eam sendo usados em dispositivos org\u00e2nicos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. O estudo revelou que a for\u00e7a do SOC est\u00e1 ligada a dois fatores principais: \u00e0 energia de reorganiza\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula e \u00e0 natureza do estado excitado \u2014 se ele \u00e9 mais localizado ou mais distribu\u00eddo, em termos de transfer\u00eancia de carga. A equipe introduziu um novo par\u00e2metro, chamado \u03c7 (chi), para quantificar o grau de mistura entre essas duas caracter\u00edsticas, descobrindo que valores mais altos de \u03c7 levam a um SOC mais forte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o modelo tradicional de tr\u00eas estados (S1, T1 e T2), usado para calcular a taxa de ISC com base na teoria de Marcus (Rudolph Marcus, que ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1992), mostrou-se insuficiente: os resultados te\u00f3ricos ficaram muito abaixo dos valores observados em laborat\u00f3rio. Para resolver esse impasse, os cientistas propuseram uma abordagem alternativa, baseada em um \u201cpasseio qu\u00e2ntico\u201d (quantum walk) por um grafo unidimensional. Essa ferramenta matem\u00e1tica, inspirada em processos de difus\u00e3o, permitiu calcular probabilidades acopladas com maior precis\u00e3o, ajustando as taxas de ISC aos dados experimentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Paulo Ara\u00fajo Souza, um dos autores do artigo \u2014 e cuja tese de doutorado na UFPR inspirou essa pesquisa \u2014 admite que n\u00e3o tinha pensado no \u201cMoonwalk\u201d imortalizado por Michael Jackson no clipe de Billie Jean. Souza, ali\u00e1s, nasceu em 1992 e, como fez quest\u00e3o de lembrar o professor Koehler, n\u00e3o \u00e9 dessa gera\u00e7\u00e3o. Mas a compara\u00e7\u00e3o n\u00e3o deixa de fazer sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, na teoria de Rudolph Marcus \u2014 que \u00e9 usada para calcular a taxa de intersystem crossing, ou seja, a efici\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o de excitons tripletos \u2014 as contas simplesmente n\u00e3o batiam. Jo\u00e3o chegou a rodar os c\u00e1lculos num supercomputador, assumindo que a mol\u00e9cula era plana, como manda o figurino da teoria. Mas, ao aplicar a f\u00f3rmula de Marcus, a taxa calculada de transi\u00e7\u00e3o intersistema era muito baixa, bem diferente do que os experimentos mostravam.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a\u00ed que veio o estalo: talvez a rota\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula tivesse um papel fundamental. S\u00f3 que isso complicava tudo. Ao levar em conta essa rota\u00e7\u00e3o, o perfil de energia deixava de ser parab\u00f3lico \u2014 uma suposi\u00e7\u00e3o essencial para que a teoria de Marcus funcione, j\u00e1 que ela parte do princ\u00edpio de que o sistema se comporta de forma harm\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado? Eles n\u00e3o podiam mais usar a teoria de Marcus. Precisaram pensar em outra abordagem, criar um novo modelo. Assim nasceu a ideia de usar os quantum walks \u2014 uma esp\u00e9cie de \u201cpasseio qu\u00e2ntico\u201d, em que, com a mol\u00e9cula em rota\u00e7\u00e3o, o sistema come\u00e7a a oscilar entre dois pontos, quase como uma dan\u00e7a. Uma dan\u00e7a que, embora n\u00e3o seja exatamente o Moonwalk de Michael Jackson, tamb\u00e9m tem seus passos misteriosos e movimentos fora do esperado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, foi poss\u00edvel explicar, por exemplo, por que o material Y6 \u2014 um dos NFAs mais promissores \u2014 apresenta uma gera\u00e7\u00e3o de estados tripletos muito mais eficiente do que o IT-4Cl, um composto similar. O segredo, segundo os autores, est\u00e1 na curva de energia potencial (PEC) do estado excitado do Y6. Essa curva apresenta um m\u00ednimo adicional quando o \u00e2ngulo diedro (\u03d5), que liga as partes doadoras e aceitadoras da mol\u00e9cula, atinge cerca de 90 graus. Essa geometria favorece o acoplamento spin-\u00f3rbita e reduz a diferen\u00e7a de energia entre os estados singletos e tripletos, facilitando a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que um detalhe estrutural, essa distor\u00e7\u00e3o conformacional tem implica\u00e7\u00f5es diretas sobre o funcionamento dos dispositivos. Ao vibrar, a mol\u00e9cula \u201cexplora\u201d esses diferentes \u00e2ngulos, e essa vibra\u00e7\u00e3o pode ativar o acoplamento entre os estados eletr\u00f4nicos. O estudo mostrou que, ao levar em conta essas vibra\u00e7\u00f5es \u2014 em especial as associadas ao \u00e2ngulo \u03d5 \u2014, a taxa de ISC m\u00e9dia torna-se compat\u00edvel com os rendimentos qu\u00e2nticos observados experimentalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores ainda utilizaram a aproxima\u00e7\u00e3o de Wentzel-Kramers-Brillouin (WKB) para estimar a taxa de relaxamento vibracional induzido (kex) e explicaram, com sucesso, os dados de fotoluminesc\u00eancia do Y6 em baixas temperaturas. A presen\u00e7a de fen\u00f4menos n\u00e3o-adiab\u00e1ticos \u2014 isto \u00e9, situa\u00e7\u00f5es em que os el\u00e9trons e n\u00facleos da mol\u00e9cula n\u00e3o se movem em harmonia perfeita \u2014 mostrou-se crucial para entender como os estados tripletos surgem e se comportam nesses materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados n\u00e3o s\u00f3 aprofundam o conhecimento fundamental da fotof\u00edsica em semicondutores org\u00e2nicos, como tamb\u00e9m oferecem pistas valiosas para o desenvolvimento de novos materiais. Entender e controlar os estados tripletos pode levar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de OLEDs com maior brilho e menor consumo de energia, al\u00e9m de c\u00e9lulas solares mais eficientes e dur\u00e1veis. Al\u00e9m disso, a pesquisa pode aprimorar tamb\u00e9m a qualidade de outras energias renov\u00e1veis, como o Hidrog\u00eanio Verde.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi realmente um epis\u00f3dio marcante, um divisor de \u00e1guas, pelo tanto que aprendemos, discutimos, trocamos ideias \u2014 e at\u00e9 divergimos. Mas foi uma experi\u00eancia muito rica, que funcionou muito bem aqui na UnB. A partir desse trabalho, surgiram novas ideias sobre como aplicar essas mol\u00e9culas. Por exemplo, come\u00e7amos a pensar na possibilidade de utilizar os estados tripletos de forma \u2014 digamos \u2014 eficiente, por meio de outros mecanismos. Uma das ideias envolve o uso de campos externos, e outras t\u00e9cnicas voltadas para gera\u00e7\u00e3o de energia renov\u00e1vel. Ou seja, essas mol\u00e9culas podem ter aplica\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas em c\u00e9lulas solares, mas tamb\u00e9m na produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis renov\u00e1veis. E, nesse contexto, o estado tripleto parece ser um elemento-chave para aumentar a efici\u00eancia da gera\u00e7\u00e3o de hidrog\u00eanio (H\u2082), por exemplo\u201d, explica Souza, que hoje faz p\u00f3s-doutorado na UnB.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho refor\u00e7a a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o da F\u00edsica na Qu\u00edmica e da presen\u00e7a de cientistas brasileiros em pesquisas de ponta na interface entre f\u00edsica, qu\u00edmica e engenharia de materiais. Compreender as nuances de um processo t\u00e3o sutil quanto a convers\u00e3o intersistemas \u2014 e o papel que uma simples vibra\u00e7\u00e3o pode desempenhar \u2014 \u00e9 mais um passo no caminho rumo \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o dos dispositivos org\u00e2nicos sustent\u00e1veis mais eficientes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de f\u00edsicos brasileiros da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB) publicou, no dia 18 de mar\u00e7o, um estudo que avan\u00e7a o entendimento sobre um fen\u00f4meno crucial para o melhor desempenho de c\u00e9lulas solares org\u00e2nicas (OSCs) e diodos emissores de luz org\u00e2nicos (OLEDs). [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":26100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[124],"tags":[1131,1130,735,1134,1133,1132,381,482,945],"class_list":["post-26099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque-em-fisica","tag-conversao-intersistemas","tag-dispositivos-optoeletronicos-organicos","tag-fisica-quantica","tag-joao-paulo-araujo","tag-marlus-koehler","tag-spin-orbita","tag-ufpr","tag-ufrj","tag-unb"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26099"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26110,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26099\/revisions\/26110"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}