{"id":25517,"date":"2025-02-13T16:03:39","date_gmt":"2025-02-13T19:03:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=25517"},"modified":"2025-02-13T16:03:40","modified_gmt":"2025-02-13T19:03:40","slug":"meninas-e-mulheres-cientistas-enfrentam-machismo-na-fisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/meninas-e-mulheres-cientistas-enfrentam-machismo-na-fisica\/","title":{"rendered":"Meninas e mulheres cientistas enfrentam machismo na F\u00edsica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image is-style-default\">\n<figure class=\"alignleft size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"205\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/selo-mulheres-meninas-ciencia.png\" alt=\"Selo indicando que \u00e9 uma mat\u00e9ria especial devido o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia.\" class=\"wp-image-25523 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 200px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 200\/205;width:170px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 raro, acontece quase sempre: a fala da cientista M\u00e1rcia Barbosa \u00e9 interrompida repetidamente por um homem, ansioso para mostrar que sabe mais do que ela. E M\u00e1rcia n\u00e3o entrou na F\u00edsica ontem. Ela \u00e9 ningu\u00e9m menos que M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa, atual reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro titular da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC) e da Academia Mundial de Ci\u00eancias (TWAS). Em janeiro, foi eleita vice-presidente para Liberdade e Responsabilidade na Ci\u00eancia do Conselho Internacional de Ci\u00eancia (ISC). Sua trajet\u00f3ria revela o qu\u00e3o distante o Brasil ainda est\u00e1 da equidade de g\u00eanero e como os estere\u00f3tipos machistas persistem na F\u00edsica e nas Ci\u00eancias Exatas. Por isso, datas como o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia, comemorado em 11 de fevereiro, s\u00e3o mais do que celebra\u00e7\u00f5es: s\u00e3o dias de luta.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"855\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Marcia-Barbosa1-crop.jpg\" alt=\"Foto da professora M\u00e1rcia Barbosa, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das autoras da pesquisa &quot;G\u00eanero e o efeito tesoura na ci\u00eancia brasileira: da igualdade \u00e0 invisibilidade&quot;.\" class=\"wp-image-25518\" style=\"width:398px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Professora M\u00e1rcia Barbosa, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e uma das autoras da pesquisa &#8220;G\u00eanero e o efeito tesoura na ci\u00eancia brasileira: da igualdade \u00e0 invisibilidade&#8221;.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um estere\u00f3tipo no Ensino Fundamental de que meninas s\u00e3o princesas, enquanto as ci\u00eancias exatas s\u00e3o para meninos, que podem ser nerds. E, \u00e0 medida que avan\u00e7amos na carreira, tornamo-nos as \u00fanicas mulheres na sala. Tenho muitos anos de estrada, muita reputa\u00e7\u00e3o, e ainda assim sofro com o \u2018mansplaining\u2019, o \u2018macho palestrinha\u2019. Sou especialista em uma \u00e1rea e aparece algu\u00e9m querendo me explicar aquilo em que sou especialista, como se o simples fato de ser homem o tornasse mais qualificado. Seja jovem ou experiente, as interrup\u00e7\u00f5es em confer\u00eancias, o \u2018manterrupting\u2019, s\u00e3o frequentes. E, se uma mulher \u00e9 assertiva, logo \u00e9 taxada de hist\u00e9rica. Uso o humor para contornar isso, especialmente quando o homem fica raivoso. Essa \u00e9 uma caracter\u00edstica minha\u201d, diz M\u00e1rcia, em entrevista ao <strong>Boletim SBF<\/strong>. \u201cObviamente, \u00e9 algo que incomoda. Homens s\u00e3o treinados para serem mais contundentes. Quando uma mulher age da mesma forma, foge \u00e0 regra. Parece que ser insistente nos \u00e9 proibido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Concorda com M\u00e1rcia Barbosa a cientista Rita de C\u00e1ssia dos Anjos, professora da Universidade Federal do Paran\u00e1 \u2013 Setor Palotina (UFPR) e especialista no estudo de raios c\u00f3smicos e raios gama. \u201cVeja o quanto a M\u00e1rcia ascendeu nos \u00faltimos anos: tornou-se reitora de uma grande universidade e \u00e9 uma pesquisadora de excel\u00eancia. E, ainda assim, sentimos que somos vistas como inferiores entre nossos pares. Isso n\u00e3o acontece s\u00f3 no Brasil, mas tamb\u00e9m no Norte Global, especialmente com mulheres do Sul Global\u201d, diz Rita, que h\u00e1 seis meses realiza pesquisa no Instituto Max Planck, na Alemanha.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"701\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Rita-de-Cassia-dos-Anjos-Universidade-KU-Leuven-1024x701.jpg\" alt=\"Rita de C\u00e1ssia dos Anjos, professora da Universidade Federal do Paran\u00e1 \u2013 Setor Palotina (UFPR), durante pesquisas na Universidade de KU Leuven, na B\u00e9lgica.\" class=\"wp-image-25522 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/701;width:690px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Rita de C\u00e1ssia dos Anjos, professora da Universidade Federal do Paran\u00e1 \u2013 Setor Palotina (UFPR), durante pesquisas na Universidade de KU Leuven, na B\u00e9lgica.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Rita foi a vencedora do Pr\u00eamio Carolina Nemes de 2023, concedido pela Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF) em 2024. Ela tamb\u00e9m observa um tratamento diferenciado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres do Norte Global. \u201cMulheres do Norte Global s\u00e3o vistas como tendo muito a contribuir. J\u00e1 mulheres do Hemisf\u00e9rio Sul \u2013 sejam indianas, brasileiras ou chilenas \u2013 s\u00e3o frequentemente tratadas como colaboradoras e n\u00e3o l\u00edderes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Invisibilidade<\/h2>\n\n\n\n<p>No ano passado, M\u00e1rcia Barbosa publicou, com outros cientistas, a pesquisa \u201c<a href=\"https:\/\/www.if.ufrgs.br\/~barbosa\/Publications\/Gender\/areas-RBPG-2024.pdf\">G\u00eanero e o efeito tesoura na ci\u00eancia brasileira: da igualdade \u00e0 invisibilidade<\/a>\u201d, na Revista Brasileira de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o. O estudo analisou a presen\u00e7a feminina na ci\u00eancia brasileira e constatou que, apesar da participa\u00e7\u00e3o inicial elevada nos est\u00e1gios acad\u00eamicos iniciais, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o progressiva conforme a carreira avan\u00e7a, resultando em invisibilidade em posi\u00e7\u00f5es de prest\u00edgio e poder.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa, que analisou 8.877.626 pessoas ao longo de 15 anos, identificou que essa queda n\u00e3o se deve apenas \u00e0 maternidade ou \u00e0 produtividade cient\u00edfica, mas a um conjunto de barreiras estruturais que perpetuam desigualdades de g\u00eanero no campo cient\u00edfico. Esse fen\u00f4meno \u00e9 chamado de \u201cefeito tesoura\u201d, pois mostra que, embora as mulheres sejam maioria entre estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, sua representatividade diminui drasticamente em cargos de lideran\u00e7a e inst\u00e2ncias decis\u00f3rias. Para os autores do estudo, superar esse cen\u00e1rio exige mudan\u00e7as institucionais e a\u00e7\u00f5es concretas para eliminar as barreiras de g\u00eanero na ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos estere\u00f3tipos de g\u00eanero, cientistas enfrentam desafios na constitui\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e no cuidado com os filhos. \u201cConciliar carreira e fam\u00edlia \u00e9 um obst\u00e1culo para qualquer profiss\u00e3o, mas na ci\u00eancia a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave, pois exige viagens frequentes para confer\u00eancias. O impacto \u00e9 ainda maior em \u00e1reas como a f\u00edsica te\u00f3rica, que s\u00e3o mais individualizadas. Nesses campos, o percentual de mulheres \u00e9 menor, especialmente entre aquelas que s\u00e3o m\u00e3es. Muitas s\u00e3o exclu\u00eddas do circuito\u201d, explica M\u00e1rcia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fam\u00edlia e Ci\u00eancia<\/h2>\n\n\n\n<p>Para minimizar essas dificuldades, Jana\u00edna Dutra, f\u00edsica m\u00e9dica do Departamento de Medicina Nuclear do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) e integrante da Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a, Equidade, Diversidade e Inclus\u00e3o (JEDI) da SBF, conta que a comiss\u00e3o sugeriu ao conselho da entidade que eventos promovidos pela SBF contemplem espa\u00e7os para crian\u00e7as, permitindo que cientistas possam levar seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas vezes, conseguimos comparecer ao evento, mas n\u00e3o temos com quem deixar as crian\u00e7as. Tamb\u00e9m estudamos formas de apoio a f\u00edsicos e f\u00edsicas que vivem longe dos grandes centros, para que possam participar. Essas s\u00e3o algumas das a\u00e7\u00f5es da JEDI para tornar o ambiente acad\u00eamico mais igualit\u00e1rio\u201d, explica Jana\u00edna, tamb\u00e9m pesquisadora de p\u00f3s-doutorado no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ensino de Matem\u00e1tica (PEMAT) da UFRJ, onde participa do grupo de pesquisa MatematiQueer &#8211; Estudos de G\u00eanero e Sexualidades em Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegar at\u00e9 aqui tamb\u00e9m foi um desafio para Jana\u00edna, que lembra bem das rea\u00e7\u00f5es que enfrentou ao decidir estudar F\u00edsica. \u201cNa minha turma da faculdade, dos 120 alunos, apenas 5% eram mulheres. E a taxa de conclus\u00e3o entre as mulheres foi ainda menor. Durante a gradua\u00e7\u00e3o, ouvi coment\u00e1rios machistas, como dizerem que as mulheres do curso seriam \u00f3timas esposas porque sabiam termodin\u00e2mica e nunca queimariam um bolo. S\u00e3o microagress\u00f5es di\u00e1rias. Apesar de avan\u00e7os, sei que qualquer crise pode significar retrocessos\u201d, diz Jana\u00edna.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perspectivas<\/h2>\n\n\n\n<p>Camily Vit\u00f3ria, 21 anos, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na UFRJ, lembra que enfrentou preconceito dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia por escolher esse caminho. \u201cA maioria das pessoas n\u00e3o sabe o que um f\u00edsico faz. Meu maior medo, no entanto, \u00e9 a falta de perspectivas, pois tenho grandes sonhos, mas sinto que h\u00e1 poucas oportunidades para alcan\u00e7\u00e1-los\u201d, diz a jovem, que deseja atuar na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u201cAl\u00e9m de ser uma \u00e1rea pouco valorizada, h\u00e1 a barreira de ser mulher. Muita gente ainda associa a F\u00edsica a um homem velho e barbudo.\u201d<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"922\" height=\"1024\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Camily-Vitoria-922x1024.jpeg\" alt=\"Camily Vit\u00f3ria, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na UFRJ.\" class=\"wp-image-25519 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 922px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 922\/1024;width:418px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Camily Vit\u00f3ria, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na UFRJ.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Edyla Brunnyely Oliveira da Silva, 19 anos, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), em Aragua\u00edna, teve o interesse despertado no Ensino M\u00e9dio por um professor que promovia atividades l\u00fadicas, como a constru\u00e7\u00e3o de pipas geom\u00e9tricas. Apesar disso, ela teme n\u00e3o conseguir atuar na \u00e1rea, tanto pela falta de oportunidades em sua cidade quanto pela predomin\u00e2ncia masculina nas escolas. \u201cEscrevi uma reda\u00e7\u00e3o sobre as dificuldades das mulheres na ci\u00eancia. Muitas desistem porque precisam conciliar trabalho, estudos e outras responsabilidades, como tarefas dom\u00e9sticas e cuidados familiares, e isso pode ser um desafio significativo, principalmente para as que s\u00e3o casadas e constituem fam\u00edlia\u201d, diz Edyla.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"882\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Edyla-Brunnyely-Oliveira-da-Silva-2-1024x882.jpeg\" alt=\"Edyla Brunnyely Oliveira da Silva, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). \" class=\"wp-image-25520 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/882;width:475px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Edyla Brunnyely Oliveira da Silva, estudante de Licenciatura em F\u00edsica na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>J\u00e1 Ana Ester Pereira Ribeiro, 24 anos, de Cuiab\u00e1, no Mato Grosso, se inspirou numa personagem do seriado C.S.I Investiga\u00e7\u00e3o Criminal para seguir a carreira de cientista. Conseguiu entrar no curso de bacharelado em F\u00edsica na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Mas, aos 45 do segundo tempo, no s\u00e9timo semestre, est\u00e1 buscando transfer\u00eancia para a Licenciatura. Segundo ela, a inspira\u00e7\u00e3o foi a sua m\u00e3e, professora particular. Ana Ester ouviu da m\u00e3e que faltava professores de F\u00edsica e Matem\u00e1tica para dar aula de refor\u00e7o \u00e0s crian\u00e7as, o que a motivou desistir, por enquanto, da carreira cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Ana-Ester-Pereira-Ribeiro-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-25521 lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 768px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 768\/1024;width:358px;height:auto\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ana Ester Pereira Ribeiro, estudante do curso de bacharelado em F\u00edsica na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cEu me interessava tanto por F\u00edsica e Matem\u00e1tica no Ensino M\u00e9dio, mas as crian\u00e7as de hoje em dia n\u00e3o est\u00e3o afim disso, como isso \u00e9 poss\u00edvel? A\u00ed eu falei: eu vou mudar isso\u201d, conta, entusiasmada. Outro motivo que a levou a pensar \u00e9 assim \u00e9 o fato de ser coordenadora do Show de F\u00edsica da UFMT, no qual alunos do Ensino Fundamental visitam a UFMT para aprender uma forma divertida e instigante. \u201cAl\u00e9m disso, faltam mulheres na Licenciatura. Dos 22 professores no Instituto de F\u00edsica, apenas cinco s\u00e3o mulheres\u201d, explica Ana Ester. \u201cMeninas e mulheres na ci\u00eancia, sigam sua paix\u00e3o e enfrentem obst\u00e1culos juntas. Sozinhas vamos mais r\u00e1pido, mas juntas vamos mais longe\u201d, aconselha M\u00e1rcia Barbosa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 raro, acontece quase sempre: a fala da cientista M\u00e1rcia Barbosa \u00e9 interrompida repetidamente por um homem, ansioso para mostrar que sabe mais do que ela. E M\u00e1rcia n\u00e3o entrou na F\u00edsica ontem. Ela \u00e9 ningu\u00e9m menos que M\u00e1rcia Cristina Bernardes Barbosa, atual reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":25524,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[669],"tags":[1011,940,1012,373,1010,967,594],"class_list":["post-25517","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo-da-fisica","tag-dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-na-ciencia","tag-fisica","tag-genero-e-o-efeito-tesoura-na-ciencia-brasileira-da-igualdade-a-invisibilidade","tag-jedi-sbf","tag-machismo","tag-marcia-barbosa-2","tag-rita-de-cassia-dos-anjos"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25517","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25517"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25517\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25525,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25517\/revisions\/25525"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}