{"id":24900,"date":"2024-11-28T15:33:48","date_gmt":"2024-11-28T18:33:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=24900"},"modified":"2024-11-28T15:33:48","modified_gmt":"2024-11-28T18:33:48","slug":"observatorio-pierre-auger-pode-operar-por-mais-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/observatorio-pierre-auger-pode-operar-por-mais-dez-anos\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio Pierre Auger pode operar por mais dez anos"},"content":{"rendered":"\n<p>Representantes do Brasil e de outros 16 pa\u00edses que integram o Observat\u00f3rio Pierre Auger, localizado em Malarg\u00fce, na Argentina, assinaram um acordo para manter as pesquisas cient\u00edficas no local pelos pr\u00f3ximos dez anos. O evento foi realizado no \u00faltimo dia 16 de novembro, com a presen\u00e7a de representantes das principais institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e financiamento cient\u00edfico. A Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF) foi representada pelo professor da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Rog\u00e9rio Rosenfeld, ex-presidente da entidade (2019-2021) e atual membro do Conselho.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Pierre-Auger-2-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24902\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Criado em 1999 e com o in\u00edcio da tomada de dados em 2004, o Pierre Auger \u00e9 o maior complexo de detectores de raios c\u00f3smicos do mundo, cobrindo uma \u00e1rea de 3.000 km\u00b2, duas vezes maior que a \u00e1rea da cidade de S\u00e3o Paulo. Ele \u00e9 operado por uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de mais de 400 cientistas, com o objetivo de estudar as part\u00edculas de mais alta energia do Universo \u2013 os raios c\u00f3smicos de ultra-alta energia. At\u00e9 o final de 2022, o observat\u00f3rio acumulou dados correspondentes a cerca de 15 anos de exposi\u00e7\u00e3o do arranjo completo de detectores na configura\u00e7\u00e3o original, conhecida como Fase I.<\/p>\n\n\n\n<p>A extens\u00e3o de funcionamento do observat\u00f3rio ocorre no momento em que o Brasil comemora 100 anos de nascimento de C\u00e9sar Lattes, que na d\u00e9cada de 1940 participou da descoberta do m\u00e9son pi &#8211; hoje simplesmente chamado de p\u00edon &#8211; a partir do estudo de raios c\u00f3smicos, impulsionando a f\u00edsica de part\u00edculas e estimulando a cria\u00e7\u00e3o do CNPq e do Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF). Ele ainda foi professor e orientador de Carola Dobrigkeit Chinellato, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atual coordenadora da participa\u00e7\u00e3o brasileira do Pierre Auger.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da Fase I do Observat\u00f3rio Auger revolucionaram a nossa compreens\u00e3o dos fen\u00f4menos de alta energia vinculados aos processos mais energ\u00e9ticos do Universo. Avan\u00e7os cient\u00edficos foram alcan\u00e7ados em diversas \u00e1reas. As novas perspectivas abertas por esses resultados motivaram uma atualiza\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio, com o objetivo principal de coletar novas informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica dos raios c\u00f3smicos prim\u00e1rios de mais alta energia, evento a evento. A coleta de dados com todos os novos componentes instalados e funcionando come\u00e7ar\u00e1 em 2025 e acrescentar\u00e1 dados por pelo menos mais dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o brasileira no Observat\u00f3rio Pierre Auger tem sido essencial desde o in\u00edcio do projeto. Pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es do Brasil desempenharam pap\u00e9is fundamentais no desenvolvimento de tecnologias, an\u00e1lises de dados e forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos. Destacam-se contribui\u00e7\u00f5es como o desenvolvimento de detectores de superf\u00edcie e das lentes corretoras para os telesc\u00f3pios, estudos sobre as propriedades dos chuveiros atmosf\u00e9ricos e a lideran\u00e7a em an\u00e1lises cient\u00edficas que resultaram em publica\u00e7\u00f5es de alto impacto. O Brasil tem desempenhado um papel chave no fortalecimento da colabora\u00e7\u00e3o internacional e no suporte \u00e0 opera\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do observat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Rosenfeld, a comitiva brasileira presente na cerim\u00f4nia para a assinatura da extens\u00e3o do acordo internacional foi composta pelos professores Carlos Frederico de Oliveira Graeff, Coordenador Geral dos Programas Estrat\u00e9gicos e Infraestrutura da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP); Gilvan Augusto Alves, Presidente da Rede Nacional de F\u00edsica de Altas Energias e representante do CBPF na cerim\u00f4nia; Caio Costa Oliveira, representando a Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa da UNICAMP e Marcos C\u00e9sar de Oliveira, representando o Instituto de F\u00edsica da UNICAMP.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Com informa\u00e7\u00f5es do Observat\u00f3rio Pierre Auger e da SBF)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes do Brasil e de outros 16 pa\u00edses que integram o Observat\u00f3rio Pierre Auger, localizado em Malarg\u00fce, na Argentina, assinaram um acordo para manter as pesquisas cient\u00edficas no local pelos pr\u00f3ximos dez anos. 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