{"id":24474,"date":"2024-10-17T15:24:54","date_gmt":"2024-10-17T18:24:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=24474"},"modified":"2024-10-17T15:24:55","modified_gmt":"2024-10-17T18:24:55","slug":"estudantes-precisam-sim-ser-desafiados-afirma-secretario-para-assuntos-de-ensino-da-sbf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/estudantes-precisam-sim-ser-desafiados-afirma-secretario-para-assuntos-de-ensino-da-sbf\/","title":{"rendered":"\u201cEstudantes precisam sim ser desafiados\u201d, afirma Secret\u00e1rio para Assuntos de Ensino da SBF"},"content":{"rendered":"\n<p>A gente j\u00e1 nasce sabendo? Diferentemente das abelhas que, como n\u00f3s, tamb\u00e9m est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o, a resposta \u00e9 negativa, obviamente. Mas h\u00e1 muitos jovens que, em decorr\u00eancia do uso excessivo da tecnologia, acreditam saber de tudo. Para comemorar o Dia do Professor, celebrado no \u00faltimo 15 de outubro, o <strong><a href=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/boletim\/boletim-eletronico\/\" title=\"\">Boletim SBF<\/a><\/strong> entrevistou Arnaldo Vaz, professor no Col\u00e9gio T\u00e9cnico da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Secret\u00e1rio para Assuntos de Ensino da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), para quem os \u201cestudantes precisam ser desafiados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 um chamado \u00e0 meritocracia, mas sim para perceber que a F\u00edsica pode contribuir no combate ao negacionismo, na descoberta e na gera\u00e7\u00e3o de um saber cr\u00edtico que, com todos os desafios, s\u00e3o capazes de criar o desenvolvimento de uma sensibilidade cidad\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe equivoca quem se restringe a invocar teorias e conceitos. Agir como observadores de uma doutrina nos torna cientificistas: fan\u00e1ticos adeptos da racionalidade cient\u00edfica\u201d, afirma. E, em outro trecho, recomenda que \u201cdeve-se promover a\u00e7\u00f5es que permitam reflex\u00f5es sobre os problemas atuais de forma a destacar que inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento devem ser vistos de forma cr\u00edtica, para que n\u00e3o fiquemos concentrados em inovar, sem nos perguntarmos para que inovar.\u201d Leia abaixo a entrevista do professor:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como o senhor avalia o papel do ensino de F\u00edsica no Ensino M\u00e9dio para a forma\u00e7\u00e3o de jovens cidad\u00e3os? Quais s\u00e3o os principais desafios enfrentados pelos professores nessa etapa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No Ensino M\u00e9dio, a F\u00edsica pode fazer com que os jovens tomem cuidado com seu impulso humano espont\u00e2neo de dar explica\u00e7\u00e3o para tudo. O Ensino de F\u00edsica faz isso se permite \u00e0s jovens e aos jovens oportunidade de aprender, tanto a fazer medidas e observa\u00e7\u00f5es cuidadosas, quanto descri\u00e7\u00f5es precisas e quantitativas; se lhes d\u00e1 oportunidade de aprender a criar hip\u00f3teses explicativas e a sustent\u00e1-las em evid\u00eancias; ou de aprender a identificar a falta de bases emp\u00edricas nos argumentos e explica\u00e7\u00f5es das outras pessoas. Profissionais de outras disciplinas podem tentar desempenhar este papel. Contudo, o Ensino de F\u00edsica tende a desempenh\u00e1-lo melhor; seja pela possibilidade de realizar experi\u00eancias controladas, dada a natureza dos fen\u00f4menos f\u00edsicos; seja devido ao grande n\u00famero de materiais e atividades de Ensino de F\u00edsica orientadas pela Pesquisa em Ensino de F\u00edsica que est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, as pessoas podem ter acesso livre ao conhecimento. Geralmente, quem \u00e9 jovem tende a inventar explica\u00e7\u00f5es para os fen\u00f4menos. Conclus\u00e3o: atualmente, pessoas jovens n\u00e3o precisam ser ensinadas. Sobretudo no Ensino M\u00e9dio, estudantes precisam sim ser desafiados, instigados a manter-se curiosos e orientados a valorizar aprendizagens colaborativas e revis\u00f5es por pares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em lugar de incentivar memoriza\u00e7\u00f5es ou cultos a personagens e circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas idealizadas, a escola de n\u00edvel m\u00e9dio tem o papel de engajar emocional, social, coletiva, ambiental e intelectualmente os estudantes. Se equivoca quem se restringe a invocar teorias e conceitos. Agir como observadores de uma doutrina nos torna cientificistas: fan\u00e1ticos adeptos da racionalidade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como chegar a esse n\u00edvel de excel\u00eancia, professor?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os principais desafios para isso s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es estruturais da carreira de professores de f\u00edsica que atuam na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no \u00e2mbito estadual e municipal. Al\u00e9m dos sal\u00e1rios baixos e falta de plano de carreira na maior parte dos estados e munic\u00edpios brasileiros, os professores sofrem com as pol\u00edticas p\u00fablicas de forma\u00e7\u00e3o continuada de professores. \u00c9 muito raro apostar na autonomia dos professores. As iniciativas de forma\u00e7\u00e3o continuada concentram esfor\u00e7os em \u201censinar\u201d conte\u00fados e metodologias de ensino, consideradas inovadoras. S\u00e3o iniciativas bem intencionadas, contudo ineficazes; apesar de recorrentes e postas em pr\u00e1tica pelo Pa\u00eds todo. Seu pressuposto \u00e9 falso, mas n\u00e3o parece: n\u00e3o \u00e9 a falta de conhecimento por parte dos professores que causa os problemas da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o desafio para professoras e professores \u00e9 passar menos conhecimentos e menos informa\u00e7\u00f5es em sala de aula. As pessoas jovens precisam aprender como agir quando elas n\u00e3o souberem o que fazer, quando n\u00e3o tiverem conhecimento de base para analisar e resolver uma situa\u00e7\u00e3o problem\u00e1tica. Elas precisam desenvolver o pensamento cr\u00edtico a partir de reflex\u00f5es sobre as quest\u00f5es que a f\u00edsica respondeu ao longo da hist\u00f3ria e, tamb\u00e9m, sobre situa\u00e7\u00f5es fora do limite de validade das leis e princ\u00edpios F\u00edsicos ou sobre fen\u00f4menos e situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se prestam \u00e0 an\u00e1lise com base na F\u00edsica. Sem rir, sobretudo o riso de sua distra\u00e7\u00e3o para detalhes cr\u00edticos de um fen\u00f4meno, as pessoas jovens n\u00e3o desenvolvem nem o pensamento cr\u00edtico, nem o pensamento cient\u00edfico. Os problemas da educa\u00e7\u00e3o, enfim, n\u00e3o s\u00e3o an\u00e1logos aos problemas da F\u00edsica, portanto, n\u00e3o se pode almejar por algoritmos para resolv\u00ea-los. Pode-se, sim, inspirar-se nas heur\u00edsticas que nossa esp\u00e9cie desenvolveu, e a F\u00edsica \u00e9 pr\u00f3diga nesse respeito.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>De que maneira o ensino de F\u00edsica nas universidades pode contribuir para a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento cient\u00edfico do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Inovar e desenvolver s\u00e3o termos muitos gerais e que atualmente precisam ser pensados com cuidado, visto estarmos vivendo um momento cr\u00edtico com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Com base nisso, o ensino de f\u00edsica nas universidades pode contribuir com os desafios do momento atual, ao centrar a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas em conte\u00fados. Dessa forma, deve-se promover a\u00e7\u00f5es que permitam reflex\u00f5es sobre os problemas atuais de forma a destacar que inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento devem ser vistos de forma cr\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum, uma pessoa jovem e inteligente ter a presun\u00e7\u00e3o de ser capaz de inovar. A universidade pode contribuir para que ela aprenda que, apesar da percep\u00e7\u00e3o geral, n\u00e3o existem ideias ou pessoas geniais. Todas ideias que consideramos geniais foram fruto de trabalho \u2013 quase sempre \u00e1rduo e quase sempre coletivo \u2013 em circunst\u00e2ncias favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento futuros dependem de humildade e muito trabalho. A ind\u00fastria do entretenimento pode fazer as pessoas acreditarem que os primeiros frutos da \u00e1rvore do conhecimento foram colhidos por homens superdotados \u2013 e excepcionalmente algumas mulheres; para confirmar o preconceito que a ideia de g\u00eanio carrega. Mas, nas universidades, estudantes v\u00eam exemplos vivos de que, hoje, \u00e9 mais dif\u00edcil alcan\u00e7ar tais frutos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos diante de situa\u00e7\u00f5es mais complexas, isto \u00e9, mais dif\u00edceis de compreender e que envolvem problemas mais complicados de resolver. Novos conhecimentos hoje s\u00e3o fruto do trabalho de equipes diversificadas de profissionais. Delas participam tanto pessoas com capacidade intelectual limitada, quanto algumas bem dotadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atividades de extens\u00e3o universit\u00e1ria, por exemplo, se feitas em parceria com povos origin\u00e1rios, pessoas de culturas tradicionais ou grupos sociais \u00e0 margem do sistema produtivo nos ajudam a perceber que, \u00e9 poss\u00edvel que, hoje, uma pessoa comum enxergue mais longe do que pessoas intelectualmente bem dotadas enxergaram no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inovar e desenvolver, hoje, dependem muito de aprendizagem colaborativa e da valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade humana. As pessoas que t\u00eam privil\u00e9gios \u2013 como ainda s\u00e3o, no Brasil, quem tem acesso \u00e0 universidade \u2013 precisam aprender a escutar; tanto para saber a causa da rejei\u00e7\u00e3o aos saberes ditos s\u00e1bios, quanto para se deixar inspirar pelos saberes ditos populares. Se n\u00f3s \u2013 cientistas e educadores \u2013 n\u00e3o aprendermos a escutar, n\u00f3s seremos ignorados ou &#8220;cancelados&#8221;. Somos advers\u00e1rios a ser combatidos por quem se op\u00f5e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento: minorias a quem interessa manter a maioria das pessoas sem autoconfian\u00e7a e sem acesso livre ao conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O senhor acredita que a forma como a F\u00edsica \u00e9 ensinada hoje prepara os alunos para os desafios do s\u00e9culo XXI, como a sustentabilidade, tecnologias emergentes e a interdisciplinaridade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O ensino de f\u00edsica no Brasil mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas, gra\u00e7as a esfor\u00e7os da comunidade de educadores e de pesquisadores envolvidos com a \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o de professores. Entretanto, n\u00e3o podemos dizer que todas as escolas possuem um ensino de f\u00edsica voltado aos desafios do s\u00e9culo XXI, visto que as condi\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e trabalho dos professores s\u00e3o muito desiguais no Brasil. Por\u00e9m, podemos afirmar que h\u00e1 muitas experi\u00eancias exitosas nas escolas brasileiras, que apontam que o ensino de f\u00edsica n\u00e3o est\u00e1 dissociado dos desafios do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quais iniciativas a Sociedade Brasileira de F\u00edsica tem promovido para incentivar a forma\u00e7\u00e3o de novos f\u00edsicos e melhorar o ensino da F\u00edsica tanto no Ensino M\u00e9dio quanto na Universidade?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Anos antes da SBF ser fundada, a comunidade brasileira de f\u00edsicas e de f\u00edsicos j\u00e1 se preocupava com a inova\u00e7\u00e3o permanente do ensino de f\u00edsica. Isto continua a acontecer e, como na \u00e9poca, pessoas desta comunidade est\u00e3o \u2013 ao mesmo tempo \u2013 informada sobre as iniciativas de colegas estrangeiros e particularmente atentas, tanto \u00e0s circunst\u00e2ncias atuais do Brasil, quanto \u00e0s suas muitas especificidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A F\u00edsica \u00e9 universal, mas a educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 \u2013 e sempre ser\u00e1 \u2013 um campo de disputas ideol\u00f3gicas. Afinal, suas diretrizes dependem da leitura que cada grupo de pessoas faz do contexto s\u00f3ciocultural, pol\u00edtico e econ\u00f4mico atual e do futuro que elas projetam para a sua e para as demais na\u00e7\u00f5es. Embora o Pa\u00eds seja um s\u00f3, no Brasil coexistem v\u00e1rias &#8220;na\u00e7\u00f5es&#8221;, nem sempre, atentas \u00e0s demais. Al\u00e9m daquelas minorias poderosas \u2013 que combatem o acesso livre ao conhecimento \u2013, o Pa\u00eds re\u00fane gente cosmopolita, perif\u00e9rica metropolitana, agr\u00e1ria, sertaneja, amaz\u00f4nica, ribeirinhas, serrana, pantaneira etc.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cias e s\u00f3cios da SBF podem fazer parte de uma dessas na\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, no entanto, somos parte da na\u00e7\u00e3o de cientistas brasileiros. Neste sentido, temos muitas semelhan\u00e7as com na\u00e7\u00f5es cient\u00edficas estrangeiras, inclusive na rela\u00e7\u00e3o tensa com minorias n\u00e3o-democr\u00e1ticas ou na dificuldade com as diferen\u00e7as de valores com as demais na\u00e7\u00f5es que coexistem em cada pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As iniciativas que a SBF tem hoje para incentivar a educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica decorre das condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas do pa\u00eds. Poder\u00edamos fazer mais pela educa\u00e7\u00e3o infantil e a escola fundamental, por exemplo. No entanto, as pol\u00edticas p\u00fablicas dos \u00faltimos oito anos retrocederam em rela\u00e7\u00e3o aos avan\u00e7os educacionais e de apoio ao desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico iniciados na d\u00e9cada de 1990 (veja o gr\u00e1fico).<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as iniciativas atuais da SBF para inova\u00e7\u00e3o no ensino \u2013 em vez de destacar o Mestrado Nacional Profissional de Ensino de F\u00edsica, a Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica ou a F\u00edsica na Escola \u2013, eu chamo aten\u00e7\u00e3o para o aumento significativo do n\u00famero de s\u00f3cias e s\u00f3cios em dia com a SBF, dentre aquelas e aqueles que atuam no Ensino M\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>A busca de professoras e professores por uma sociedade cient\u00edfica pode ter causas difusas e dif\u00edceis de comprovar. No entanto, \u00e9 razo\u00e1vel supor que isso se deve ao fato da SBF tamb\u00e9m organizar o Simp\u00f3sio Nacionais de Ensino de F\u00edsica (SNEF) \u2013 normalmente em janeiro dos anos \u00edmpares \u2013 e o Encontro de Pesquisa e Ensino de F\u00edsica (EPEF) \u2013 no final dos anos pares (<a href=\"http:\/\/www1.fisica.org.br\/~epef\/xx\/index.php\/pt\/\">veja o \u00faltimo<\/a>). Em novembro de 2023, o XXV SNEF foi realizado de maneira colaborativa e capilarizada. O tema foi \u201cLa\u00e7os e n\u00f3s do Ensino de F\u00edsica\u201d e ele ocorreu simultaneamente e de forma presencial \u00a0em: Caruaru (PE), Curitiba (PR), Juiz de Fora (MG), Manaus (AM), Rio de Janeiro (RJ), Volta Redonda (RJ), Santa Maria (RS) e S\u00e3o Lu\u00eds (MA) (<a href=\"https:\/\/sec.sbfisica.org.br\/eventos\/snef\/xxv\/anais\/\">acesse<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>O SNEF 2025 ser\u00e1 na cidade de Niter\u00f3i, RJ, entre os dias 20 e 24 de janeiro. Seu tema ser\u00e1 \u201cTodo mundo no mesmo lugar e ao mesmo tempo\u201d e as inscri\u00e7\u00f5es v\u00e3o at\u00e9 29\/11 (<a href=\"https:\/\/www1.fisica.org.br\/~snef\/xxvi\/index.php\/pt\/\">acesse<\/a>). Certamente, vamos reunir outra vez pessoas que n\u00e3o esperam solu\u00e7\u00f5es de cima para os desafios cotidianos que elas enfrentam. Vamos proporcionar oportunidade de troca de experi\u00eancia, de conhecimento e sobretudo de raz\u00f5es para persistir.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"651\" height=\"479\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/custeio-investimento-universidades.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24475\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A gente j\u00e1 nasce sabendo? 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