{"id":22648,"date":"2024-07-04T14:15:01","date_gmt":"2024-07-04T17:15:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=22648"},"modified":"2024-07-04T23:12:10","modified_gmt":"2024-07-05T02:12:10","slug":"cern-exigira-acao-coordenada-da-fisica-de-altas-energias-na-busca-por-financiamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/cern-exigira-acao-coordenada-da-fisica-de-altas-energias-na-busca-por-financiamento\/","title":{"rendered":"CERN exigir\u00e1 a\u00e7\u00e3o coordenada da F\u00edsica de Altas Energias na busca por financiamento"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Evento na USP discutiu n\u00e3o apenas a hist\u00f3ria do estudo dos raios c\u00f3smicos e dos cem anos de C\u00e9sar Lattes, mas iniciou um debate que poder\u00e1 dar sustenta\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia brasileira no maior acelerador de part\u00edculas do mundo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>A definitiva associa\u00e7\u00e3o do Brasil \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) neste ano exigir\u00e1 da comunidade de F\u00edsica de Altas Energias uma grande articula\u00e7\u00e3o com ag\u00eancias governamentais de fomento, ind\u00fastria e pesquisadores. &nbsp;Isso \u00e9 necess\u00e1rio para que o Pa\u00eds tenha sucesso tanto no desenvolvimento cient\u00edfico quanto na qualifica\u00e7\u00e3o das companhias brasileiras que agora poder\u00e3o disputar contratos para os experimentos do LHC, o maior acelerador de part\u00edculas do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a mensagem principal dos \u00faltimos debates que foram realizados ao fim do primeiro dia do simp\u00f3sio \u201cDos Raios C\u00f3smicos aos Aceleradores de Part\u00edculas\u201d, em 1\u00ba de julho, evento que terminou no dia 3 de julho de 2024 no Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFUSP), celebrando os cem anos de nascimento do f\u00edsico C\u00e9sar Lattes com a emocionante participa\u00e7\u00e3o de sua filha Maria Cristina, numa programa\u00e7\u00e3o rica e extensa com palestras durante todo o dia de grandes nomes da ci\u00eancia brasileira e ag\u00eancias de fomento.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Maria-Cristina-Lattes-Ignacio-Bediaga-Marcelo-Munhoz-CreditoIFUSP.png\" alt=\"Maria Cristina Lattes entre os pesquisadores Ign\u00e1cio Bediaga e Marcelo Munhoz (Cr\u00e9ditoIFUSP) em evento na USP em homenagem \u00e1 C\u00e9sar Lattes.\" class=\"wp-image-22649\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A convidada Maria Cristina Lattes Vezzani, filha de C\u00e9sar Lattes, participa da abertura do Simp\u00f3sio, entre os pesquisadores Ign\u00e1cio Bediaga (Presidente INCT CERN-Brasil) e Marcelo Munhoz (IFUSP, INCT CERN-Brasil). (Cr\u00e9dito: IFUSP)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), Rodrigo Capaz, ressaltou a import\u00e2ncia de associar a comemora\u00e7\u00e3o dos cem anos de Lattes aos 90 anos da USP e 70 anos do CERN. \u201cS\u00e3o coincid\u00eancias que est\u00e3o todas conectadas e interrelacionadas. Esse evento aqui que celebra essas tr\u00eas datas veio bem a calhar, porque re\u00fane essa oportunidade para a gente n\u00e3o s\u00f3 celebrar o passado, mas olhar com esperan\u00e7a e com muito entusiasmo para a f\u00edsica de part\u00edculas de Altas Energias para o futuro\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu me sinto muito honrada em receber esse reconhecimento em nome do meu pai, em uma institui\u00e7\u00e3o como a USP, que foi o ber\u00e7o de sua educa\u00e7\u00e3o. Ele nasceu como cientista aqui, ingressando com 16 anos e estudando com Gleb Wataghin, fazendo assim a sua carreira cient\u00edfica. O importante dessa comemora\u00e7\u00e3o para mim \u00e9 que sirva de incentivo aos novos talentos, porque, para meu pai, a ci\u00eancia e a educa\u00e7\u00e3o eram pilares do progresso do Pa\u00eds\u201d, diz Maria Cristina Lattes Vezzani sobre o evento, que tamb\u00e9m debateu o ensino de f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>O audit\u00f3rio Abrah\u00e3o de Moraes ficou lotado, com a participa\u00e7\u00e3o de muitos estudantes. Daniel Oliveira, 26 anos, veio de Ilh\u00e9us, na Bahia, especialmente para o evento. Com licenciatura e bacharelado em F\u00edsica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Daniel faz agora mestrado com o tema do ensino da f\u00edsica. \u201cO evento est\u00e1 sendo bem legal, porque \u00e9 uma tem\u00e1tica que eu trabalho no meu mestrado, \u00e9 o pr\u00f3prio processo de divulga\u00e7\u00e3o e de ensino da f\u00edsica de part\u00edculas elementares, mas, em especial, a descoberta do C\u00e9sar Lattes. Ent\u00e3o, ver as pesquisas nessa \u00e1rea \u00e9 muito importante, porque colabora com a minha forma\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m conhecer os pesquisadores que est\u00e3o contribuindo com essas pesquisas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Santana, 21, e Matheus Sanches, 24, viajaram de S\u00e3o Carlos at\u00e9 S\u00e3o Paulo para o evento. Eles estudam no Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo. E Guilherme, que est\u00e1 no mestrado, queria saber mais do CTA, a maior rede de telesc\u00f3pios que estudar\u00e1 raios gama, do qual o professor Luiz Vitor de Souza, da mesma institui\u00e7\u00e3o de ensino, \u00e9 o presidente do comit\u00ea cient\u00edfico; j\u00e1 Matheus, que est\u00e1 no in\u00edcio do mestrado, quer se aprofundar na f\u00edsica computacional. \u201cEu acho que \u00e9 muito importante (um evento como esse). Primeiro por causa do contato. Eu acho que \u00e9 muito importante a gente criar o networking na ci\u00eancia, porque voc\u00ea sempre vai lendo artigos, s\u00f3 que s\u00e3o pessoas que voc\u00ea n\u00e3o enxerga, n\u00e9? S\u00e3o s\u00f3 nomes no papel. E quando voc\u00ea vem nesse tipo de evento e v\u00ea as pessoas que escreveram os artigos que voc\u00ea leu, isso \u00e9 muito legal\u201d, diz Matheus.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse evento nem teria acontecido se Lattes tivesse seguido o conselho de conhecidos em Bristol, em 1947, sobre qual companhia a\u00e9rea usar para fazer o seu caminho at\u00e9 Chacaltaya, na Bol\u00edvia. A f\u00edsica Carola Dobrigkeit Chinellato, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi aluna e amiga de Lattes, em uma linda palestra sobre a hist\u00f3ria dos raios c\u00f3smicos at\u00e9 as astropart\u00edculas, desde Bernhard Gross (1933), Lattes, at\u00e9 observat\u00f3rios gigantescos como o Pierre Auger (2004), na Argentina, e o futuro CTA e projeto SWGO, confidenciou \u00e0 plateia que o avi\u00e3o que indicaram a Lattes para fazer sua jornada at\u00e9 a Bol\u00edvia, passando por S\u00e3o Paulo, havia ca\u00eddo em Dakar, sem sobreviventes. \u201cEle preferiu viajar numa companhia brasileira e, quando chegou ao Brasil, descobriu que o avi\u00e3o que iria tomar caiu no Dakar e morreu todo mundo. Ele gostava de contar essa hist\u00f3ria, porque ele teve a sorte, a intui\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pegar aquele avi\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"675\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Leandro-de-Paula-IFUSP-Lattes.png\" alt=\"Leandro de Paula (UFRJ) realiza apresenta\u00e7\u00e3o durante a mesa redonda \u201cO Futuro do Financiamento da F\u00edsica de Altas Energias no Brasil\u201d. \u00c0 mesa, Carlos Alberto Arag\u00e3o de Carvalho Filho (Dir. Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico da Finep), Jerson Lima da Silva (Presidente FAPERJ), Carlos Frederico de Oliveira Graeff (UNESP) e Ricardo Galv\u00e3o (Presidente CNPq)  (Cr\u00e9dito IFUSP)\" class=\"wp-image-22650 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 900px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 900\/675;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Leandro de Paula (UFRJ) realiza apresenta\u00e7\u00e3o durante a mesa redonda \u201cO Futuro do Financiamento da F\u00edsica de Altas Energias no Brasil\u201d. \u00c0 mesa, Carlos Alberto Arag\u00e3o de Carvalho Filho (Dir. Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico da Finep), Jerson Lima da Silva (Presidente FAPERJ), Carlos Frederico de Oliveira Graeff (UNESP) e Ricardo Galv\u00e3o (Presidente CNPq)  (Cr\u00e9dito IFUSP)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>As turbul\u00eancias desse primeiro dia de evento ocorreram, de certa forma, no \u00faltimo debate, sobre o financiamento dos projetos cient\u00edficos no CERN. O Brasil participa de quatro experimentos no LHC, um experimento fora do acelerador e mant\u00e9m 135 cientistas trabalhando na Su\u00ed\u00e7a. Com a ades\u00e3o plena do pa\u00eds \u00e0 institui\u00e7\u00e3o internacional, \u00e9 necess\u00e1rio financiar essas pesquisas ainda mais agora. Em uma ampla apresenta\u00e7\u00e3o sobre as caracter\u00edsticas das pesquisas de Altas Energias, o f\u00edsico Leandro de Paula, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Comit\u00ea T\u00e9cnico e Cient\u00edfico da Rede Nacional de F\u00edsica de Altas Energias (RENAFAE), questionou a falta de dinheiro para enviar pesquisadores brasileiros ao exterior para atuar nos experimentos e qual ser\u00e1 o papel da ind\u00fastria nesse processo. \u201c\u00c9 uma demanda muito grande de viagem, porque se eu tenho laborat\u00f3rio no meu instituto, eu atravesso o corredor e vou no laborat\u00f3rio. Se meu laborat\u00f3rio \u00e9 l\u00e1 no Jap\u00e3o, eu tenho que viajar para o Jap\u00e3o a toda hora\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O f\u00edsico Ricardo Galv\u00e3o, presidente do CNPq, secret\u00e1rio-cient\u00edfico do Brasil no CERN, disse que h\u00e1 anos mant\u00e9m Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o com o CERN, provendo US$ 180 mil ao ano para pagamento dos custos operacionais e de manuten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores brasileiros que trabalham no CERN. Quanto ao pagamento de viagens de pesquisadores ao CERN, Galv\u00e3o lembra que discutiu no evento o envio de alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e t\u00e9cnicos para realiza\u00e7\u00e3o de miss\u00f5es espec\u00edficas, em geral de curta dura\u00e7\u00e3o, como instala\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e testes de equipamentos. \u201cQual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do CNPq? Isso tem que ser contrapartida das institui\u00e7\u00f5es, sinto muito. Isso tem que ser contrapartida principal das institui\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou ele, que fez um amplo relato sobre a \u201cbriga de foice no escuro\u201d pela competi\u00e7\u00e3o de recursos entre todas as \u00e1reas cient\u00edficas que demandam financiamento \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesses casos, penso que essas viagens devem mesmo ser custeadas pelas institui\u00e7\u00f5es, como contrapartida dos recursos financiados pelas ag\u00eancias de fomento. Mas, os recursos para viagens de pesquisadores certamente podem ser financiados dentro de projetos de pesquisa, desde que devidamente previstos na proposta inicialmente submetida\u201d, diz Galv\u00e3o, ap\u00f3s o evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m relatou que esteve com o Diretor-Geral do CERN, em 2009, em um jantar com delega\u00e7\u00f5es de pa\u00edses n\u00e3o-europeus que estavam considerando associa\u00e7\u00e3o ao CERN. Galv\u00e3o relatou que Diretor-Geral elogiou a participa\u00e7\u00e3o dos cientistas brasileiros no CERN, ent\u00e3o da ordem de 80, mas foi questionado sobre sua dispers\u00e3o, trabalhando em quatro colabora\u00e7\u00f5es distintas (diretamente no LHC), e n\u00e3o concentrados em uma \u00fanica, como era o caso da China.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPerguntei ent\u00e3o ao Delegado Chin\u00eas se a comunidade de F\u00edsica de Altas Energias da China n\u00e3o teria apresentado v\u00e1rias propostas para trabalhar em todas a colabora\u00e7\u00f5es. Ele respondeu-me que sim, haviam recebido de sua comunidade um grande n\u00famero de propostas, praticamente todas excelentes. Perguntei em seguida como eles fizeram a escolha da colabora\u00e7\u00e3o em que terminaram participando. Ele, na frente do diretor-geral do CERN, falou: foi simples, escolhemos aquela na qual a ind\u00fastria chinesa podia participar mais. Ponto final. Foi a resposta dele.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Galv\u00e3o ressaltou a import\u00e2ncia do RENAFAE, mas lembrou que se uma institui\u00e7\u00e3o isolada pedir financiamento, ser\u00e1 possivelmente negado, pois \u00e9 preciso uma a\u00e7\u00e3o coordenada. \u201cN\u00f3s vamos ter que aprender na \u00e1rea de Altas Energias a articular nossas a\u00e7\u00f5es. Se v\u00e3o pensar que o Minist\u00e9rio vai dar tanto para Altas Energias, esque\u00e7a, isso \u00e9 ingenuidade\u201d, afirma, em palestra da qual participaram ainda Carlos Alberto de Arag\u00e3o de Carvalho Filho, da Finep, e Jerson Lima da Silva, da Faperj.<\/p>\n\n\n\n<p>Representando a Fapesp, Carlos Frederico de Oliveira Graeff explicou que, desde a cria\u00e7\u00e3o da funda\u00e7\u00e3o, a an\u00e1lise dos pedidos de financiamento tem como base o pesquisador. Agora, com a ades\u00e3o do Brasil ao CERN, a Fapesp buscar\u00e1 tamb\u00e9m acordos institucionais. \u201cA FAPESP apoia h\u00e1 anos v\u00e1rios projetos, mas sempre foi feito de uma forma individual, pedidos de um ou mais pesquisadores que queriam participar de um experimento. Esse instrumento funciona, mas tem os seus problemas, \u00e9 isso que estamos discutindo, novos instrumentos para atender melhor essa comunidade\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA FAPESP tem interesse em assinar acordos institucionais com esses grandes experimentos, para maior seguran\u00e7a dos pesquisadores da \u00e1rea, para que o apoio seja de longa dura\u00e7\u00e3o com direitos e obriga\u00e7\u00f5es de ambas as partes, com grandes laborat\u00f3rios ou institui\u00e7\u00f5es internacionais e nacionais, como o CERN\u201d O evento, portanto, foi importante para se iniciar o debate sobre quais rumos o Brasil tomar\u00e1 a partir desse momento hist\u00f3rico de sua ades\u00e3o ao CERN, um movimento que nasceu na d\u00e9cada de 1940, na aud\u00e1cia de um jovem pesquisador chamado C\u00e9sar Lattes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento na USP discutiu n\u00e3o apenas a hist\u00f3ria do estudo dos raios c\u00f3smicos e dos cem anos de C\u00e9sar Lattes, mas iniciou um debate que poder\u00e1 dar sustenta\u00e7\u00e3o para a evolu\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia brasileira no maior acelerador de part\u00edculas do mundo. 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