{"id":22320,"date":"2024-06-11T19:50:25","date_gmt":"2024-06-11T22:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=22320"},"modified":"2024-06-12T10:53:55","modified_gmt":"2024-06-12T13:53:55","slug":"brasil-organiza-centro-de-monitoramento-de-clima-espacial-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/brasil-organiza-centro-de-monitoramento-de-clima-espacial-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Brasil organiza centro de monitoramento de clima espacial na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Objetivo \u00e9 potencializar os estudos sobre a influ\u00eancia das explos\u00f5es solares sobre a opera\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites, comunica\u00e7\u00e3o de aeronaves, drones e transmiss\u00e3o de dados at\u00e9 com bases na Lua<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comum hoje usarmos durante a semana a previs\u00e3o do tempo para saber se haver\u00e1 chuva e qual ser\u00e1 a temperatura em cada dia. Diferentemente desta, que nos fornece dados atmosf\u00e9ricos em um curto per\u00edodo, a previs\u00e3o do clima engloba a an\u00e1lise da evolu\u00e7\u00e3o de todos os fen\u00f4menos e condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas em um longo espa\u00e7o de tempo. A combina\u00e7\u00e3o de ambas s\u00e3o extremamente importantes frente aos graves eventos clim\u00e1ticos extremos ocasionados pela mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 outra frente de pesquisa que \u00e9 igualmente importante devido aos efeitos do Sol no planeta. \u00c9 uma ci\u00eancia chamada de Clima Espacial, que com a escalada do uso intensivo de sat\u00e9lites nas comunica\u00e7\u00f5es e no controle de m\u00e1quinas, rotas e aplicativos de mapas por GPS tem se tornado extremamente fundamental. Hoje, da avia\u00e7\u00e3o, minera\u00e7\u00e3o aos aplicativos de transporte, h\u00e1 uma ampla gama de uso do sat\u00e9lite.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil foi um dos pioneiros nesses estudos. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, em S\u00e3o Paulo, estuda h\u00e1 anos os fen\u00f4menos espaciais que influenciam a regi\u00e3o entre a atmosfera, a 80 km de altura, at\u00e9 mais de 2 mil km de altitude. Mas foi em 2008 que essa atividade ganhou escala com a cria\u00e7\u00e3o do Programa de Estudo e Monitoramento do Clima Espacial (Embrace), com sede tamb\u00e9m nessa cidade do Vale do Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do uso de sat\u00e9lites, os pesquisadores monitoram o Sol e as condi\u00e7\u00f5es que ele provoca no limiar entre a atmosfera e o espa\u00e7o. O Brasil foi pioneiro nesse trabalho, junto com Estados Unidos e Canad\u00e1. E, hoje, h\u00e1 cerca de 28 pa\u00edses que atuam nessa \u00e1rea, cuja tend\u00eancia \u00e9 a de cria\u00e7\u00e3o de sistema de monitoramento global da influ\u00eancia do Sol na humanidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E, seguindo essa tend\u00eancia, o Inpe est\u00e1 mobilizando a cria\u00e7\u00e3o de um centro de Clima Espacial entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. \u201cO Brasil \u00e9 padrinho da cria\u00e7\u00e3o de centros desse tipo na Argentina, Chile e M\u00e9xico\u201d, diz Clezio Marcos De Nardin, Diretor do INPE. H\u00e1, inclusive, um site e aplicativo no qual pa\u00edses do mundo inteiro e empresas de diversos setores podem consultar sobre as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas espaciais. A sua import\u00e2ncia \u00e9 t\u00e3o grande que l\u00edderes da Nasa, a ag\u00eancia espacial norte-americana, fazem constantes consultas ao Embrace.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, afinal, porque \u00e9 t\u00e3o importante saber do clima espacial, uma vez que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tomar sol na Lua? A quest\u00e3o \u00e9 que a nossa estrela m\u00e3e tem momentos de extrema f\u00faria. As explos\u00f5es solares, que s\u00e3o constantes, crescem de intensidade num ciclo de cerca de 11 anos. O Sol, formado pela aglutina\u00e7\u00e3o de uma nuvem de hidrog\u00eanio, tem no seu interior um \u201creator nuclear\u201d, que queima esse g\u00e1s em h\u00e9lio liberando grande energia. E essa energia provoca certas tor\u00e7\u00f5es nesses gases, formando manchas, no quais cabem diversas Terras.<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista Clezio, que faz diversas palestras em escolas, gosta de comparar esse processo com uma mola de caminh\u00e3o, cuja tor\u00e7\u00e3o excessiva leva ao seu rompimento. Quando essa mancha explode, ocorrem dois fen\u00f4menos que atingem a Terra em diferentes tempos e formas. Em primeiro lugar, h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o gigantesca de energia eletromagn\u00e9tica, que chega \u00e0 Terra em oito minutos, viajando na velocidade da luz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe forma bem did\u00e1tica, a energia de tor\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica, ela vai torcendo aquele tro\u00e7o, a energia do calor vai empurrando aquela nuvem para fora, ela vai tentando expandir, ao mesmo tempo que vai torcendo, expandindo e torcendo, expandindo e torcendo. Uma hora o neg\u00f3cio reconfigura embaixo e explode de uma vez\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa energia j\u00e1 provoca um grande efeito no campo magn\u00e9tico da Terra e \u00e9 uma das respons\u00e1veis pelas auroras boreais e austrais. Como o Sol est\u00e1 no \u00e1pice de seu ciclo de explos\u00f5es, 2024 tem sido um ano bonito no c\u00e9u. Isso porque essa energia provoca grandes mudan\u00e7as nos gases em grandes altitudes na Terra, empurrando seus el\u00e9trons para orbitais mais baixos, liberando luz. A luz vermelha das auroras \u00e9 a excita\u00e7\u00e3o do oxig\u00eanio; verde, oxig\u00eanio molecular; roxa, nitrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 lindo, mas \u00e9 perigoso o que ocorre nesse processo de ioniza\u00e7\u00e3o dos elementos. Apenas dessa radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica resultante de uma explos\u00e3o solar n\u00e3o chegar no solo, ela prejudica a comunica\u00e7\u00e3o com os sat\u00e9lites. \u201cToda a comunica\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite com a Terra \u00e9 prejudicada. Principalmente aquela comunica\u00e7\u00e3o entre os pilotos da aeronave, por exemplo, e as bases onde est\u00e3o as torres de controle dos avi\u00f5es. \u00c9 como se voc\u00ea colocasse uma esponja. Voc\u00ea fala, fala, fala, fala, e o cara do lado de l\u00e1 n\u00e3o ouve nada. \u00c9 a onda que vai sair pela minha antena do meu r\u00e1dio e vai at\u00e9 a minha torre que evanesce, a onda \u00e9 absorvida. Ela n\u00e3o chega. Ela morre. O termo correto cient\u00edfico \u00e9 evanesc\u00eancia. Chama-se absor\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s chegar rapidamente o choque de energia eletromagn\u00e9tica, entre uma hora ap\u00f3s ou at\u00e9 um dia, chega uma nuvem gigantesca de energia corpuscular, que s\u00e3o part\u00edculas como pr\u00f3tons energeticamente carregados, em n\u00edveis muito acima daqueles que s\u00e3o criados artificialmente no acelerador de part\u00edculas da Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), entidade \u00e0 qual o Brasil acaba de se filiar. A radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica j\u00e1 \u00e9 capaz de queimar circuitos de um sat\u00e9lite, com a chegada dessas part\u00edculas a situa\u00e7\u00e3o se complica ainda mais, podendo transformar o aparelho em sucata espacial.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um projeto que busca capacitar o Pa\u00eds na constru\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites que possam resistir a esses \u201cataques\u201d do Sol. \u00c9 o Projeto CITAR\/FINEP, criado para consolidar no Brasil a compet\u00eancia para o desenvolvimento do ciclo completo de Circuitos Integrados de Aplica\u00e7\u00e3o Espec\u00edfica (ASICs) tolerantes \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante para uso em sat\u00e9lites com fins pac\u00edficos. A iniciativa multi-institucional uniu cientistas do Inpe, do Centro de Tecnologia da Inform\u00e1tica Renato Archer (CTI), Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFUSP), Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEAv), Centro Universit\u00e1rio FEI e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT). Clezio lembra que, mesmo assim, o risco de inutiliza\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o do Sol em explos\u00f5es solares \u00e9 ainda alta. Voc\u00ea pode ter duas placas de circuitos redundantes, \u201cmesmo assim, pode ter o azar de cair (radia\u00e7\u00e3o) nas duas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o impede novas pesquisas na \u00e1rea, pelo contr\u00e1rio, mostra o quanto as explos\u00f5es solares s\u00e3o amea\u00e7as aos sat\u00e9lites, exigindo mais investimento. Especialmente porque h\u00e1 bem sobre o Brasil e praticamente toda a Am\u00e9rica do Sul uma diminui\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico da Terra, conhecida como Anomalia Magn\u00e9tica da Am\u00e9rica do Sul (Amas), algo que tem sido explorado pela m\u00eddia com certo alarmismo. O fato \u00e9 que devido a essa redu\u00e7\u00e3o do campo magn\u00e9tico da Terra, as energias eletromagn\u00e9ticas e as part\u00edculas carregadas expelidas em explos\u00f5es solares atingem mais gravemente os sat\u00e9lites. \u201c\u00c9 como uma ralo para essas part\u00edculas\u201d, diz Clezio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele conta, por exemplo, que h\u00e1 um sat\u00e9lite da \u00c1ustria que \u00e9 desligado toda vez que sobrevoa essa \u00e1rea, para n\u00e3o correr o risco de perder o equipamento. \u201cEles fazem isso porque n\u00e3o querem se arriscar. No nosso caso, o sat\u00e9lite \u00e9 brasileiro, \u00e9 para medir o Brasil. Como \u00e9 que eu n\u00e3o vou ligar aqui em cima? Ent\u00e3o, eu tenho que ter um centro de previs\u00e3o do tempo no espa\u00e7o para prevenir e proteger o nosso sat\u00e9lite.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E, al\u00e9m disso tudo, h\u00e1 outro efeito que \u00e9 natural da Terra e extremamente complexo para as m\u00e1quinas espaciais: s\u00e3o as bolhas de plasma magn\u00e9ticas que se formam no equador magn\u00e9tico da Terra que a 350 km e que alcan\u00e7am alturas de at\u00e9 2 mil km. \u201cEla vai subindo, vai crescendo. Ela vai se expandindo de Norte a Sul. E \u00e9 gigantesca. N\u00f3s estamos falando de 2 mil, de 1,5 mil quil\u00f4metros. A menor tem mil quil\u00f4metros. N\u00e3o \u00e9 1 quil\u00f4metro. S\u00e3o mil quil\u00f4metros. A metade do tamanho do Brasil, a menor das bolhas. Ent\u00e3o, quando o sinal do GPS tenta se comunicar com o seu GPSzinho aqui no seu Waze, aqui no seu carro, o sinal do GPS bate nessa bolha e ele vai pra qualquer lugar, menos pra c\u00e1<strong>.<\/strong> Ent\u00e3o voc\u00ea perdeu o GPS, perdeu agricultura de precis\u00e3o, perdeu o drone.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As explos\u00f5es solares s\u00e3o uma constante na vida do Sol, elas apenas crescem de intensidade em um ciclo de quase 11 anos. O pior evento do qual temos registro atingiu a Terra em 1859, conhecido como \u201cevento no n\u00edvel de Carrington\u201d. A for\u00e7a foi t\u00e3o grande que a noite virou dia tamanho o brilho da aurora boreal. E, \u00e0 \u00e9poca, os tel\u00e9grafos pararam de funcionar. Um evento dessa magnitude ocorreu no in\u00edcio dos anos 2000, mas n\u00e3o veio em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, mas foi registrada por sondas da Nasa em J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p>E, em maio deste ano, o planeta vem experimentando com mais for\u00e7a esse ciclo do Sol, prejudicando transmiss\u00f5es de r\u00e1dio e cujos efeitos vem sendo sentidos at\u00e9 no fundo do mar, em aparelhos que a Ocean Networks Canad\u00e1 (ONC) tem espalhado pelos mares da Terra. Entre o desespero e profecias de fim de mundo, \u00e9 prefer\u00edvel investir em ci\u00eancia para avisar a popula\u00e7\u00e3o e as empresas das previs\u00f5es sobre quando falhas nos equipamentos podem ocorrer devido a essas explos\u00f5es. Como lembra a cientista D\u00e9bora Perez Meneses, ex-presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF), em v\u00eddeo no Cana no YouTube <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4cYY0-gP3sU\">Mulheres na Ci\u00eancia<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, porque poderemos ficar desconectados por algum tempo. As explos\u00f5es solares tamb\u00e9m podem interromper a distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, mas tudo acaba voltando ap\u00f3s \u00e0 normalidade. Por isso, n\u00e3o ser\u00e1 estranho se, no futuro, al\u00e9m de saber se levamos guarda-chuva para o trabalho, poderemos fortalecer nossa resili\u00eancia ao ficar sem energia el\u00e9trica ou rede social por um curto espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Objetivo \u00e9 potencializar os estudos sobre a influ\u00eancia das explos\u00f5es solares sobre a opera\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites, comunica\u00e7\u00e3o de aeronaves, drones e transmiss\u00e3o de dados at\u00e9 com bases na Lua. \u00c9 comum hoje usarmos durante a semana a previs\u00e3o do tempo para saber se haver\u00e1 chuva e qual ser\u00e1 a temperatura em cada dia. 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