{"id":22284,"date":"2024-06-06T13:58:32","date_gmt":"2024-06-06T16:58:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=22284"},"modified":"2024-06-06T13:58:34","modified_gmt":"2024-06-06T16:58:34","slug":"novo-volume-da-revista-a-fisica-na-escola-celebra-cem-anos-de-cesar-lattes-e-beatriz-alvarenga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/novo-volume-da-revista-a-fisica-na-escola-celebra-cem-anos-de-cesar-lattes-e-beatriz-alvarenga\/","title":{"rendered":"Novo volume da revista A F\u00edsica na Escola celebra cem anos de C\u00e9sar Lattes e Beatriz Alvarenga"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O editorial da FnE ressalta que n\u00e3o h\u00e1 a figura do g\u00eanio isolado na ci\u00eancia, mas um trabalho colaborativo e criativo que cria uma rede no qual os avan\u00e7os podem ser obtidos e compartilhados<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>O vol. 22 da revista A F\u00edsica na Escola (FnE) celebra o centen\u00e1rio da professora Beatriz Alvarenga (1923-2023) e do f\u00edsico C\u00e9sar Lattes (1924-2005). Lattes destacou-se ao confirmar a exist\u00eancia do m\u00e9son-pi em 1947 e de influenciar na cria\u00e7\u00e3o do CBPF e do CNPq; Beatriz brilhou pelo seu pioneirismo enquanto mulher na F\u00edsica abrindo um universo de possibilidades para o ensino de f\u00edsica, conquistando uma legi\u00e3o de alunos com seus livros e suas aulas empolgantes. Mas longe de celebrar a figura de g\u00eanios isolados, o editorial da revista ressalta a import\u00e2ncia do amparo de uma rede de contatos e pesquisa, que propiciam a criatividade na ci\u00eancia por meio da qual os avan\u00e7os podem ser constitu\u00eddos e compartilhados em sua materialidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"462\" height=\"598\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Cesar-Lattes-Chacaltaya.jpg\" alt=\"C\u00e9sar Lattes em Chacaltaya onde confirmou a exist\u00eancia do m\u00e9son-pi. (Cr\u00e9dito Unicamp)\" class=\"wp-image-22287\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">C\u00e9sar Lattes em Chacaltaya onde confirmou a exist\u00eancia do m\u00e9son-pi. (Cr\u00e9dito Unicamp)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cIsso n\u00e3o tira o m\u00e9rito de Lattes e Beatriz enquanto pessoas revolucion\u00e1rias, mas queremos pontuar que havia uma rede de apoio e um ambiente de est\u00edmulo \u00e0 criatividade para que isso acontecesse. Muitas dessas pessoas permanecem an\u00f4nimas, mas a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 resultado da a\u00e7\u00e3o de um g\u00eanio isolado\u201d, reafirma o editor da FnE Marlon Cesar de Alcantara, professor do Laborat\u00f3rio Interdisciplinar de Ensino de Ci\u00eancias do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG), Campus Juiz de Fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Marlon assina o editorial junto com o tamb\u00e9m editor Paulo Menezes, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. \u201cOs g\u00eanios n\u00e3o s\u00e3o isolados e a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 isolada. A ci\u00eancia \u00e9 um sistema colaborativo e a sua pr\u00f3pria credibilidade, que a gente tamb\u00e9m fala no texto, ela se d\u00e1 por processos colaborativos\u201d, diz Marlon.<\/p>\n\n\n\n<p>O centen\u00e1rio de Lattes tamb\u00e9m ser\u00e1 comemorado no simp\u00f3sio \u201c<a href=\"https:\/\/indico.ifsc.usp.br\/event\/17\/\">Dos Raios C\u00f3smicos aos Aceleradores de Part\u00edculas<\/a>\u201d, entre 1 a 3 de julho, no Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFUSP), um evento gratuito que celebrar\u00e1 Hist\u00f3ria e novas conquistas da F\u00edsica em 2024, como a definitiva participa\u00e7\u00e3o do Brasil na Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN). Haver\u00e1, inclusive, uma oficina para professores do Ensino Fundamental e M\u00e9dio nos dias 2 e 3, com <a href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfhH9uxnWw74i4DzO0a7qAZm36SkyWxNAkmy9n_qCdmuFM0UQ\/viewform?pli=1\">inscri\u00e7\u00f5es online<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Marlon faz quest\u00e3o de ressaltar o trabalho colaborativo e a atua\u00e7\u00e3o em rede dos atores da ci\u00eancia para discutir um grande desafio que a revista FnE vem enfrentando: a falta de pareceristas. Segundo ele, cristalizou-se a ideia de ser importante publicar artigos para comprovar o desempenho acad\u00eamico. Para a FnE \u00e9 uma honra publicar artigos de pesquisadores da \u00e1rea de ensino, mas tamb\u00e9m de professores e, at\u00e9 mesmo de estudantes da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Especialmente por se tratar de uma revista classificada como A3 no sistema Qualis.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, para que um artigo seja publicado \u00e9 preciso que exista uma rede de colaboradores que envolve os editores e pareceristas que v\u00e3o atestar a qualidade dos trabalhos submetidos. Esse \u00e9 o lado invis\u00edvel desse \u201cproduto\u201d chamado artigo, no qual o cr\u00e9dito pende muito mais para o lado de quem assina o texto. \u201cOs pareceristas tamb\u00e9m fazem um trabalho muito importante dentro daquele artigo, porque \u00e9 uma composi\u00e7\u00e3o. No texto final h\u00e1 alguns toques dos pr\u00f3prios pareceristas e dos editores\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de existir espa\u00e7o na Plataforma Lattes para que o profissional deixe registrado sua participa\u00e7\u00e3o como parecerista de publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, essa n\u00e3o \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o mais desejada entre a comunidade cient\u00edfica no Brasil. Marlon conta, inclusive, que muitos dos convidados a atuarem nessa posi\u00e7\u00e3o nem mesmo responde aos e-mails de convite. \u201cA resposta pode ser negativa. Mas a falta de resposta \u00e9 algo extremamente complicado. A engrenagem n\u00e3o funciona s\u00f3 com a escrita e a publica\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria a colabora\u00e7\u00e3o em todas as frentes, principalmente a dos avaliadores\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um trabalho primordial. No ano passado, a FnE recebeu 145 textos e publicou 31 deles em seis linhas tem\u00e1ticas: Hist\u00f3ria da F\u00edsica e Ensino; Novas Tecnologias no Ensino de F\u00edsica; Relatos de Sala de Aula; F\u00edsica, Tecnologia e Sociedade; Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo, e Artigos Gerais. A maioria dos artigos apresentados foram rejeitados na fase inicial do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de rejei\u00e7\u00e3o, que beira os 68%, precisa cair. E a FnE procura buscar formas de alertar os autores sobre regras de reda\u00e7\u00e3o e precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es dos textos submetidos. Em m\u00e9dia, um texto apresentado na revista no ano passado demorou 180 dias para ser publicado. Embora seja um timing bom, Marlon acredita que a colabora\u00e7\u00e3o de mais pareceristas poderia melhorar n\u00e3o apenas a qualidade dos textos publicados na revista, mas tamb\u00e9m diminuir o tempo entre a submiss\u00e3o e a publica\u00e7\u00e3o. \u201cO artigo \u00e9 um resultado importante, mas na ci\u00eancia, t\u00e3o importante quanto \u00e9 o processo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Leia o editorial da FnE clicando<\/strong> <a href=\"https:\/\/fisicanaescola.org.br\/index.php\/revista\/article\/view\/201\/40\">AQUI!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O editorial da FnE ressalta que n\u00e3o h\u00e1 a figura do g\u00eanio isolado na ci\u00eancia, mas um trabalho colaborativo e criativo que cria uma rede no qual os avan\u00e7os podem ser obtidos e compartilhados. 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