{"id":21444,"date":"2023-11-06T10:21:16","date_gmt":"2023-11-06T13:21:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf-wp2027\/?p=21444"},"modified":"2023-11-06T10:21:18","modified_gmt":"2023-11-06T13:21:18","slug":"primeira-fase-do-projeto-citar-inicia-processo-de-independencia-espacial-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/primeira-fase-do-projeto-citar-inicia-processo-de-independencia-espacial-do-brasil\/","title":{"rendered":"Primeira fase do projeto Citar inicia processo de independ\u00eancia espacial do Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ap\u00f3s dez anos de estudos, laborat\u00f3rios e institutos de pesquisa alcan\u00e7am excel\u00eancia no conhecimento necess\u00e1rio para proteger circuitos eletr\u00f4nicos em sat\u00e9lites da radia\u00e7\u00e3o espacial, e este know-how poder\u00e1 criar uma nova era de pesquisa e aplica\u00e7\u00f5es, se a segunda fase do projeto CITAR for aprovada pelo MCTI.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o \u00e9 visto por muitos como uma \u00e1rea de harmonia c\u00f3smica, mas a verdade \u00e9 que \u00e9 um meio in\u00f3spito de energias extremas, repleto de radia\u00e7\u00f5es capazes de matar um ser humano. Imagine, ent\u00e3o, o que pode ocorrer com os circuitos eletr\u00f4nicos de sat\u00e9lites, cujos dados podem ser alterados ou os equipamentos, danificados. A produ\u00e7\u00e3o desses circuitos \u00e9 extremamente sens\u00edvel, regulada mundialmente para evitar que pa\u00edses utilizem sat\u00e9lites com fins militares e para restringir o n\u00famero de governos com acesso a dados da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mitigar os efeitos dos embargos no fornecimento desses componentes ao Brasil foi criado o Projeto CITAR\/FINEP, a fim de consolidar no Brasil a compet\u00eancia para o desenvolvimento do ciclo completo de Circuitos Integrados de Aplica\u00e7\u00e3o Espec\u00edfica (ASICs) tolerantes \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante para uso em sat\u00e9lites com fins pac\u00edficos. A iniciativa multi-institucional uniu cientistas do Centro de Tecnologia da Inform\u00e1tica Renato Archer (CTI), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB), Instituto de F\u00edsica da Universidade de S\u00e3o Paulo (IFUSP), Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEAv), Centro Universit\u00e1rio FEI (FEI) e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a primeira fase do projeto que levou dez anos de pesquisa, terminou com sucesso. \u201cA primeira fase foi bem-sucedida em todos os quesitos. Houve a cria\u00e7\u00e3o de infraestrutura laboratorial, que permitiu que nossos pesquisadores, unindo expertises de f\u00edsicos e engenheiros, tivessem inser\u00e7\u00e3o na comunidade cientifica internacional e os laborat\u00f3rios passassem a constar no mapa de testes de radia\u00e7\u00e3o. Passamos a existir nessa \u00e1rea diante da comunidade cientifica internacional na parte de infraestrutura laboratorial e no desenvolvimento de equipamentos eletr\u00f4nicos resistentes \u00e0 radia\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Saulo Finco, coordenador do Projeto CITAR.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor do Inpe, Cl\u00e9zio Marcos de Nardin, o setor espacial precisa ser visto como infraestrutura b\u00e1sica do Pa\u00eds, como s\u00e3o ruas, estradas, aeroportos e portos. \u201cO pa\u00eds que tem um setor espacial forte, tem uma infraestrutura forte. Com essa premissa, \u00e9 importante entender que o desenvolvimento dos componentes \u00e9 uma parte <em>sine qua non<\/em> para garantir a independ\u00eancia do pa\u00eds de acesso ao espa\u00e7o. E a\u00ed se encaixa o Projeto CITAR\u201d, diz Nardin, em v\u00eddeo produzido para divulgar o projeto. Veja no v\u00eddeo abaixo a experi\u00eancia de cada institui\u00e7\u00e3o na primeira fase do CITAR.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Projeto Circuitos Integrados Tolerantes \u00e0 Radia\u00e7\u00e3o (CITAR) - Completo\" width=\"900\" height=\"506\" data-src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QeXvxjN9Fe4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" data-load-mode=\"1\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Esse processo de resist\u00eancia \u00e0 radia\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado de \u201cendurecimento\u201d, cujas pesquisas no Pa\u00eds caminharam para criar processos de engenharia e de software a partir de componentes fornecidos por empresas estrangeiras, com autoriza\u00e7\u00e3o concedida apenas para uso em testes em solo. Para que esses equipamentos estejam flutuando ao redor do planeta, os pesquisadores brasileiros est\u00e3o em busca da aprova\u00e7\u00e3o da Segunda Fase do projeto, na expectativa de obter recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ci\u00eancia e Tecnologia (FNDCT).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de fortalecer todos os laborat\u00f3rios envolvidos na Primeira Fase, o Projeto CITAR poderia, com esses recursos, incentivar a produ\u00e7\u00e3o de grandes sat\u00e9lites e de nanossat\u00e9lites pela ind\u00fastria nacional. \u201cNaturalmente vai atrair interesse de ind\u00fastrias para entrarem em aplica\u00e7\u00f5es do setor espacial. J\u00e1 percebemos consultas de empresas, que nos buscam para ser essa infraestrutura b\u00e1sica para que elas possam investir recursos de P&amp;D\u201d, explica Finco.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto esses recursos n\u00e3o s\u00e3o liberados, o coordenador do projeto ressalta os grandes benef\u00edcios da Primeira Fase, como aproximar o Brasil de fornecedores de equipamentos e aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento por pesquisadores e docentes brasileiros em n\u00edvel de igualmente com os cientistas no exterior. Um dos benef\u00edcios mais vis\u00edveis desse projeto, cita Finco, \u00e9 o exemplo do IMT, que conseguiu ser convidado para participar do projeto da sonda espacial Plato, da Uni\u00e3o Europeia, um projeto de 1,5 bilh\u00e3o de euros que buscar\u00e1 por exoplanetas. \u201cOs pesquisadores brasileiros ter\u00e3o acesso, com mesmo n\u00edvel dos pesquisadores europeus, \u00e0 investimentos de 1,5 bilh\u00f5es de euros. Estamos acessando esse patrim\u00f4nio gra\u00e7as \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o do Projeto CITAR.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Colaborou Roger Marzochi)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s dez anos de estudos, laborat\u00f3rios e institutos de pesquisa alcan\u00e7am excel\u00eancia no conhecimento necess\u00e1rio para proteger circuitos eletr\u00f4nicos em sat\u00e9lites da radia\u00e7\u00e3o espacial, e este know-how poder\u00e1 criar uma nova era de pesquisa e aplica\u00e7\u00f5es, se a segunda fase do projeto CITAR for aprovada pelo MCTI. 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