{"id":20849,"date":"2023-06-07T11:10:41","date_gmt":"2023-06-07T14:10:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf-wp2027\/?p=20849"},"modified":"2023-06-07T13:49:45","modified_gmt":"2023-06-07T16:49:45","slug":"energias-alternativas-e-impactos-ambientais-consciencia-alem-das-aparencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/energias-alternativas-e-impactos-ambientais-consciencia-alem-das-aparencias\/","title":{"rendered":"Energias alternativas e impactos ambientais: Consci\u00eancia Al\u00e9m das Apar\u00eancias"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Minera\u00e7\u00e3o, uso da \u00e1gua, desmatamento s\u00e3o todos efeitos colaterais da busca da humanidade em substituir os combust\u00edveis f\u00f3sseis para evitar o aquecimento do planeta<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Roger Marzochi<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia tem demonstrado que a Terra est\u00e1 se aquecendo em raz\u00e3o do uso intensivo de combust\u00edveis f\u00f3sseis pela humanidade desde o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, cujas emiss\u00f5es cresceram 0,9% para 36,8 bilh\u00f5es de toneladas em 2022, alcan\u00e7ando n\u00edveis recordes segundo a Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE). Os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC) avaliam que \u00e9 preciso fazer com que as emiss\u00f5es caiam em 50% at\u00e9 em 2030, zer\u00e1-las antes de 2050, tudo para evitar que o mundo se aque\u00e7a para al\u00e9m do n\u00edvel cr\u00edtico de 1,5 C\u00ba acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais ao longo deste s\u00e9culo. Efeitos do aquecimento j\u00e1 s\u00e3o sentidos ao redor do mundo com a ocorr\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos, como j\u00e1 tem ocorrido no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf-wp2027\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/acontece020230607-11-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20851\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Energia Nuclear Cr\u00e9dito Markus Distelrath-pexels<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De acordo com a AIE, as emiss\u00f5es de CO2 s\u00f3 n\u00e3o foram maiores no ano passado devido ao uso de energias renov\u00e1veis como a solar e a e\u00f3lica. Mas, se por um lado essas tecnologias colaboram na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, por outro t\u00eam efeitos diretos e indiretos sobre a degrada\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Para discutir os desafios da sustentabilidade ambiental na \u00e1rea, a<strong> SBF<\/strong> entrevistou especialistas e representantes das energias nuclear, solar, e\u00f3lica e hidrog\u00eanio verde.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Energia Nuclear &#8211;<\/strong>A energia nuclear, por exemplo, passa por uma grande controv\u00e9rsia. Enquanto a Alemanha concluiu a desativa\u00e7\u00e3o de todas as suas usinas no fim de mar\u00e7o, a Finl\u00e2ndia inaugurou a maior usina da Europa pelos mesmos motivos: sustentabilidade. Criticadas h\u00e1 anos por ambientalistas em decorr\u00eancia dos efeitos ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade como reflexo de vazamentos t\u00f3xicos de reatores ou do descarte do material radioativo, h\u00e1 grupos que defendem essa como uma solu\u00e7\u00e3o \u00e0s emiss\u00f5es de CO2.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 muito importante ter em mente que n\u00e3o existe qualquer forma de produ\u00e7\u00e3o de energia que n\u00e3o cause um determinado impacto ao meio ambiente. Todas as fontes energ\u00e9ticas, sem exce\u00e7\u00e3o, causam algum impacto\u201d, afirma a engenheira nuclear Alice Cunha da Silva, membro do Comit\u00ea Executivo da Se\u00e7\u00e3o Latino Americana da Sociedade Nuclear Americana (LAS\/ANS) e do Grupo Mulheres em Inova\u00e7\u00e3o Nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante dialogar sobre essa tecnologia, investigar informa\u00e7\u00f5es em fontes confi\u00e1veis e debater sem pr\u00e9-conceitos. Diversas organiza\u00e7\u00f5es como o IPCC, que emite os relat\u00f3rios desenvolvidos por cientistas de dezenas de pa\u00edses do mundo, j\u00e1 deixaram claro que n\u00e3o alcan\u00e7aremos os objetivos clim\u00e1ticos sem utilizar a tecnologia nuclear\u201d, afirma a cientista, que v\u00ea o movimento da Alemanha uma exce\u00e7\u00e3o, uma vez que h\u00e1 um acordo de 11 pa\u00edses europeus para que a Uni\u00e3o Europeia amplie o uso dessa energia, que considera limpa.<\/p>\n\n\n\n<p>Alice argumenta que o processo de minera\u00e7\u00e3o \u00e9 extremamente regulado, que j\u00e1 existem tecnologias para dar conta do rejeito de usinas nucleares, que o setor aprendeu com os erros do passado e elevou a seguran\u00e7a das usinas e que a alta densidade energ\u00e9tica do combust\u00edvel produz uma grande quantidade de energia. \u201cUma pastilha de Ur\u00e2nio de 7g produz aproximadamente a mesma quantidade de energia que uma tonelada de carv\u00e3o. Essa energia tamb\u00e9m utiliza um espa\u00e7o muito pequeno, ou seja, usa pouco espa\u00e7o de terra\/terreno para produzir grandes quantidades de energia. O que significa um impacto ainda menor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Energia solar &#8211; <\/strong>J\u00e1 a energia que vem do sol \u00e9 celebrada como uma das mais limpas e promissoras. Em 2022, o Brasil entrou no ranking dos 10 maiores produtores mundiais de eletricidade solar com um total de 24 GW, o que lhe garantiu a 8\u00aa posi\u00e7\u00e3o. Mas, com a expans\u00e3o de parques solares pelo Brasil, \u00e1reas t\u00eam sido desmatadas para dar lugar \u00e0s placas fotovoltaicas, especialmente na caatinga da Para\u00edba. Al\u00e9m de causar impacto no meio ambiente, o modelo de usinas gigantescas n\u00e3o beneficia as comunidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o muito importante, os pain\u00e9is a princ\u00edpio tem impacto ambiental reduzido. Veja que a decis\u00e3o de desmatar a caatinga, n\u00e3o \u00e9 uma necessidade da tecnologia. Os pain\u00e9is solares poderiam ser instalados em qualquer local. Seria interessante usar esse caso e possivelmente outros como exemplos a n\u00e3o serem seguidos\u201d, diz o f\u00edsico Carlos Graeff, professor da Faculdade de Ci\u00eancias da Unesp em Bauru, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, os benef\u00edcios das usinas solares s\u00e3o muito claros, especialmente se sua utiliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 substituindo usinas \u00e0 base de g\u00e1s, diesel ou carv\u00e3o. \u201cEla certamente contribui para uma gera\u00e7\u00e3o de eletricidade sem res\u00edduos t\u00f3xicos e que geram efeito estufa. Quando o tema \u00e9 desigualdade, usinas pequenas em \u00e1reas remotas \u00e9 sem d\u00favida a melhor op\u00e7\u00e3o para levar eletricidade para comunidades carentes em regi\u00f5es como a Amaz\u00f4nia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs benef\u00edcios s\u00e3o claros, energia renov\u00e1vel, sem gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos t\u00f3xicos (ou geradores do efeito estufa) no seu funcionamento. O local de instala\u00e7\u00e3o deveria ser preferencialmente aqueles de \u00e1reas onde n\u00e3o haja impacto ambiental, ou cujo impacto seja minimizado, por exemplo, colocar os pain\u00e9is em lagos. A sociedade, em princ\u00edpio n\u00e3o precisa renunciar a nada diferente de qualquer empreendimento ambientalmente sustent\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Energia E\u00f3lica \u2013<\/strong> A energia que vem do vento tem estimulado grandes empreendimentos no Brasil, especialmente no Nordeste. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (ABEE\u00f3lica), a capacidade instalada em opera\u00e7\u00e3o comercial hoje no Brasil \u00e9 de 25,4 GW. \u201cO Brasil ter\u00e1 cerca de 44,78 GW de capacidade e\u00f3lica instalada at\u00e9 2028. A proje\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos anos \u00e9 de um crescimento entre 3 GW a 4 GW por ano\u201d, informa a assessoria de imprensa da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, muitas vezes, esses empreendimentos ocupam \u00e1reas antes destinadas \u00e0 sobreviv\u00eancia de uma popula\u00e7\u00e3o que ainda enfrenta o ru\u00eddo constante das p\u00e1s, que gera grande inc\u00f4modo. E a Universidade Federal do Cear\u00e1 aponta que, al\u00e9m do desmatamento de \u00e1reas, a constru\u00e7\u00e3o de empreendimentos de energia e\u00f3lica tem causado impermeabiliza\u00e7\u00e3o do solo, que prejudica o reabastecimento de aqu\u00edferos. Nas estradas, caminh\u00f5es pesados geram vibra\u00e7\u00f5es que t\u00eam rachado casas e cisternas. H\u00e1, ainda, reflexos na movimenta\u00e7\u00e3o de dunas e morte de aves com o impacto nas p\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista setorial, olhando o cen\u00e1rio geral, a e\u00f3lica j\u00e1 \u00e9 uma fonte consolidada e reconhecida como uma fonte de menor impacto ambiental e que protege o meio ambiente e contribui para as metas de descarboniza\u00e7\u00e3o. Eventuais desafios de implanta\u00e7\u00e3o s\u00e3o regionais e espec\u00edficos\u201d, informa a ABEE\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, a energia e\u00f3lica faz parte de um mercado extremamente regulado no setor de energia. \u201cPor essa caracter\u00edstica e pelo porte de infraestrutura de um parque e\u00f3lico, as empresas do setor t\u00eam que cumprir uma s\u00e9rie de estudos, realizar audi\u00eancias p\u00fablicas e fazer planejamentos minuciosos atrav\u00e9s do processo de licenciamento ambiental muito antes de colocar um parque em opera\u00e7\u00e3o. Nesse sentido, as regras e leis estaduais e municipais s\u00e3o cumpridas \u00e0 risca, mas \u00e9 sabido que, ainda que seja uma fonte de energia renov\u00e1vel, h\u00e1 impactos socioambientais. Tanto no per\u00edodo de instala\u00e7\u00e3o dos parques, como durante sua opera\u00e7\u00e3o. Vale ressaltar que a energia e\u00f3lica \u00e9 a 2\u00aa fonte de energia renov\u00e1vel com o menor impacto ambiental, registrando apenas 14g de CO2 por kWh, ficando atr\u00e1s apenas da nuclear com 12g por kWh. E junto com solar, s\u00e3o as fontes mais competitivas financeiramente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hidrog\u00eanio Verde \u2013 <\/strong>Considerado como o futuro que impulsionar\u00e1 a mobilidade urbana e a agricultura, o hidrog\u00eanio verde atualmente \u00e9 aquele obtido da uni\u00e3o entre pain\u00e9is fotovoltaicos e esta\u00e7\u00f5es e\u00f3licas com eletrolisadores que podem fornecer a energia necess\u00e1ria para promover, em contato direto com a \u00e1gua, a separa\u00e7\u00e3o do hidrog\u00eanio do oxig\u00eanio. Hoje, em sua maioria, o hidrog\u00eanio \u00e9 obtido por meio de um processo de reforma do g\u00e1s metano, que gera CO2. H\u00e1 uma busca pela redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, usando energias renov\u00e1veis na gera\u00e7\u00e3o de energia, mas ainda assim obtendo o produto final a partir do metano.<\/p>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio, o maior impacto \u00e9 o uso da \u00e1gua. Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) divulgado no fim de mar\u00e7o alertou para um risco de escassez global de \u00e1gua, que pode se tornar mais freq\u00fcente na Am\u00e9rica do Sul. E cerca de 2 bilh\u00f5es de pessoas no mundo sofrem com falta de \u00e1gua pot\u00e1vel, cerca de 26% da popula\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" data-src=\"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf-wp2027\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/acontece-20230607-12-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20852 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/768;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Energia Solar Cr\u00e9dito Kindel Media- Pexels<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Leandro de Souza, pesquisador l\u00edder e coordenador do Programa de Hidrog\u00eanio Verde do Laborat\u00f3rio Nacional de Nanotecnologia do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (LNNano\/CNPEM), explica que a forma mais limpa de hidrog\u00eanio seria obtida a partir da \u00e1gua do mar via fotoeletr\u00f3lise. A fotoeletr\u00f3lise, ainda uma tecnologia em desenvolvimento, tem como fundamento o uso de materiais abundantes, n\u00e3o t\u00f3xicos em sua maioria, capazes de absorverem a luz do sol e na presen\u00e7a da \u00e1gua do mar, por exemplo, quebrar a mol\u00e9cula da H2O, em H2 e O2, de forma sustent\u00e1vel e limpa, livre de intermedi\u00e1rios.&nbsp; Mas considera que mesmo esse combust\u00edvel provoca impactos ambientais, especialmente porque o setor depende da minera\u00e7\u00e3o para obten\u00e7\u00e3o de minerais usados em reatores e eletrodos, que transformam o hidrog\u00eanio em eletricidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 uma tecnologia capaz de realizar algo 100% livre de emiss\u00e3o de carbono ou mesmo sem causar danos ao meio ambiente. Portanto, o produto H2 \u2019verde\u2019, pode vir a se tornar uma realidade considerando a expectativa de minimizar ao m\u00e1ximo a taxa de emiss\u00e3o de CO2, comparado ao m\u00e9todo hoje comercial que tem como base a reforma de CH4 (metano). No entanto, se considerarmos a cadeia de produ\u00e7\u00e3o ou obten\u00e7\u00e3o de qualquer combust\u00edvel f\u00f3ssil em compara\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de H2 verde, sem d\u00favida essa \u00faltima continuar\u00e1 mais limpa e sustent\u00e1vel\u201d, diz Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a engenheira nuclear Alice, \u00e9 o momento de buscar mitigar as emiss\u00f5es de CO2 usando diversas fontes alternativas. \u201cO que \u00e9 sempre preciso fazer \u00e9 escolher um mix de energias limpas, que causem o menor impacto poss\u00edvel, mitigar o impacto que \u00e9 produzido, mas permitindo seguran\u00e7a no fornecimento e sempre pensando em justi\u00e7a energ\u00e9tica.\u201d Com ela, concorda Souza. \u201cN\u00e3o acredito em solu\u00e7\u00e3o \u00fanica, na minha opini\u00e3o, os avan\u00e7os de todas as novas tecnologias sustent\u00e1veis, renov\u00e1veis que proporcionem o menor impacto quando comparado as tecnologias tradicionalmente utilizadas hoje, \u00e9 que dever\u00e3o compor essa revolu\u00e7\u00e3o ou transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de baixo carbono.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E voc\u00ea, j\u00e1 parou para refletir sobre o impacto que suas escolhas t\u00eam no mundo ao seu redor?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minera\u00e7\u00e3o, uso da \u00e1gua, desmatamento s\u00e3o todos efeitos colaterais da busca da humanidade em substituir os combust\u00edveis f\u00f3sseis para evitar o aquecimento do planeta Roger Marzochi A ci\u00eancia tem demonstrado que a Terra est\u00e1 se aquecendo em raz\u00e3o do uso intensivo de combust\u00edveis f\u00f3sseis pela humanidade desde o in\u00edcio da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, cujas emiss\u00f5es cresceram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":20861,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[127],"tags":[],"class_list":["post-20849","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acontece-na-sbf"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20849","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20849"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20849\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20853,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20849\/revisions\/20853"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20861"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20849"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20849"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20849"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}