{"id":20512,"date":"2023-03-08T09:26:17","date_gmt":"2023-03-08T12:26:17","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=20512"},"modified":"2023-03-08T09:27:11","modified_gmt":"2023-03-08T12:27:11","slug":"sbf-entrevista-os-novos-editores-da-revista-a-fisica-na-escola-os-professores-marcello-ferreira-if-unb-e-paulo-henrique-dias-menezes-nec-ufjf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/sbf-entrevista-os-novos-editores-da-revista-a-fisica-na-escola-os-professores-marcello-ferreira-if-unb-e-paulo-henrique-dias-menezes-nec-ufjf\/","title":{"rendered":"SBF entrevista os novos editores da revista A F\u00edsica na Escola, os professores Marcello Ferreira (IF\/UnB) e Paulo Henrique Dias Menezes (NEC\/UFJF)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Novos editores pretendem consolidar o escopo e ampliar o impacto da <em>FnE<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Por Fl\u00e1via Nat\u00e9rcia<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A revista <em>A F\u00edsica na Escola<\/em>, criada h\u00e1 23 anos, conta agora com novos editores. O professor Nelson Studart Filho, coordenador acad\u00eamico e docente da Ilum Escola da Ci\u00eancia do Centro Nacional de Pesquisas em Energia e Materiais (CNPEM), respons\u00e1vel pela edi\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico desde seu in\u00edcio, decidiu se dedicar mais a outros projetos. E, ap\u00f3s uma chamada p\u00fablica, foram selecionados para a tarefa os professores Marcello Ferreira, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de Bras\u00edlia (IF\/UnB), e Paulo Henrique Dias Menezes, do N\u00facleo de Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia, Matem\u00e1tica e Tecnologia da Universidade Federal de Juiz de Fora (NEC\/UFJF).\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"414\" height=\"410\" src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/antessala-20230308-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20513\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Professor Marcello Ferreira. Fonte: site do IF\/UnB<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Menezes fez licenciatura em Ci\u00eancias pela Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Sete Lagoas (MG) e em F\u00edsica pela Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Formiga (MG), especializa\u00e7\u00e3o em Ensino de F\u00edsica no Centro de Ensino de Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica de Minas Gerais (Cecimig) e mestrado e doutorado em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ferreira, por sua vez, fez licenciatura em F\u00edsica e mestrado em Ensino de F\u00edsica na UnB, doutorado em Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e p\u00f3s-doutorado em Ensino de Ci\u00eancia e Tecnologia na Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar).\u00a0<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"414\" height=\"410\" data-src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/antessala-20230308.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20514 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 414px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 414\/410;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><strong>Professor Paulo Henrique Dias Menezes. Fonte: site do NEC\/UFJF<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ambos decidiram seguir carreira na Educa\u00e7\u00e3o em F\u00edsica desde o ensino m\u00e9dio. Menezes come\u00e7ou a atuar como professor efetivo em 1992 e lecionou f\u00edsica na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica at\u00e9 2010, quando se tornou professor do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da UFJF. Ele atua na forma\u00e7\u00e3o de professores na licenciatura em F\u00edsica e tamb\u00e9m na licenciatura em Pedagogia na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias. Faz 30 anos que Menezes se dedica \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase no Ensino de F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Ferreira cursou a licenciatura em F\u00edsica j\u00e1 pensando em fazer p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o nessa \u00e1rea. Ele come\u00e7ou a lecionar h\u00e1 cerca de vinte anos. No meio da licenciatura, Ferreira ingressou em uma carreira de Pesquisa em Ci\u00eancia e Tecnologia na Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento em Ensino Superior (Capes), mas continuou atuando como professor na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Assim que concluiu seu doutorado, tornou-se professor na Universidade Federal do Pampa (Unipampa), onde atuou por mais de dois anos. Ent\u00e3o prestou concurso para a UnB, onde leciona at\u00e9 hoje na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o de professores de F\u00edsica na gradua\u00e7\u00e3o e na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse dos dois professores pela revista <em>F\u00edsica na Escola<\/em> (<em>FnE<\/em>) \u00e9 antigo. Menezes tornou-se s\u00f3cio da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF) justamente para receb\u00ea-la. E, juntamente com seus colegas da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, aguardava com ansiedade sua chegada, porque eles se identificavam com as tem\u00e1ticas abordadas na <em>FnE<\/em>.&nbsp; \u201cEra muito gratificante ver artigos de colegas da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica publicados na <em>FnE<\/em>\u201d, relata Menezes, que ainda hoje indica a revista como refer\u00eancia aos alunos da licenciatura e \u00e0queles que fazem os est\u00e1gios e as pr\u00e1ticas por trazer ideias e quest\u00f5es interessantes para a atua\u00e7\u00e3o do professor em sala de aula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ferreira, por sua vez, se interessou pela publica\u00e7\u00e3o durante a gradua\u00e7\u00e3o. V\u00e1rios textos da <em>FnE<\/em> apareciam como refer\u00eancias nas disciplinas de forma\u00e7\u00e3o de professores. Ele a utiliza para fundamentar muitas de suas aulas e indica seus artigos aos graduandos, mas tamb\u00e9m aos p\u00f3s-graduandos, principalmente aos do Mestrado Profissional em Ensino de F\u00edsica [http:\/\/www1.fisica.org.br\/mnpef\/apresentacao]. Para Ferreira, a <em>FnE<\/em> desempenha um papel importante tanto no suporte \u00e0 forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores quanto no suporte \u00e0 doc\u00eancia propriamente dita, por ter linguagem acess\u00edvel e atualizar conte\u00fados cient\u00edficos e abordagens metodol\u00f3gicas sobre temas de ci\u00eancia, sobretudo de F\u00edsica. Os novos editores reconhecem o qualificado e importante trabalho de cria\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e manuten\u00e7\u00e3o da <em>FnE<\/em> realizado pelo professor Studart ao longo de sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando a SBF fez a chamada p\u00fablica para a editoria da <em>FnE<\/em>, os dois decidiram se candidatar. Suas aptid\u00f5es e suas experi\u00eancias pregressas foram avaliadas por uma comiss\u00e3o, que tamb\u00e9m os entrevistou. Ambos j\u00e1 haviam editado no passado e editam atualmente outras revistas com enfoque nas \u00e1reas de Ensino de Ci\u00eancias, Educa\u00e7\u00e3o e Ensino de F\u00edsica. Al\u00e9m disso, eles tinham tido contatos pr\u00e9vios com a revista como autores ou avaliadores. Para eles, foi uma grata surpresa terem sido escolhidos para ser os novos editores da <em>FnE<\/em>, porque eles j\u00e1 se conheciam, tinham trabalhado juntos e puderam assumir a tarefa em parceria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois pretendem manter o foco da revista, a \u00fanica no Brasil voltada mais especificamente aos professores de Ci\u00eancias e de F\u00edsica da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Eles pretendem fazer com que a revista atinja cada vez mais as professoras e os professores em todo o pa\u00eds e, quem sabe, os vizinhos da Am\u00e9rica Latina. Nesse sentido, eles j\u00e1 come\u00e7aram a fazer aproxima\u00e7\u00f5es com editores de outras revistas latino-americanas em um evento voltado \u00e0 F\u00edsica e seu ensino, realizado em Bras\u00edlia em dezembro passado. Eventualmente, a <em>FnE<\/em> talvez possa, ainda, chegar a outros continentes por meio da tradu\u00e7\u00e3o ou da publica\u00e7\u00e3o de textos em outros idiomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Menezes e Ferreira querem ampliar o acesso por parte de professoras e professores n\u00e3o somente do Ensino M\u00e9dio, mas tamb\u00e9m do Ensino Fundamental, visto que a F\u00edsica \u00e9 parte indispens\u00e1vel da \u00e1rea das ci\u00eancias da natureza presente no curr\u00edculo tanto do 1\u00ba ao 5\u00ba ano quanto do 6\u00ba ao 9\u00ba ano. \u201cH\u00e1 cada vez mais interesse por esse n\u00edvel de ensino na pesquisa, porque percebemos que n\u00e3o adianta investir somente no Ensino M\u00e9dio, pois, se o Fundamental n\u00e3o vai bem, toda a cadeia derivada dele n\u00e3o vai bem\u201d, pondera Menezes. Eles consideram que, al\u00e9m da import\u00e2ncia editorial, a F<em>n<\/em>E tem tamb\u00e9m uma relev\u00e2ncia pol\u00edtica nesse momento de profundas transforma\u00e7\u00f5es na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica brasileira, com a reforma do Ensino M\u00e9dio, a inser\u00e7\u00e3o de itiner\u00e1rios formativos e outras altera\u00e7\u00f5es da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio nome da revista se relaciona com o fato de a F\u00edsica na escola perpassar toda a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, apesar de figurar como uma disciplina somente no Ensino M\u00e9dio. \u201cNa pr\u00f3pria Educa\u00e7\u00e3o Infantil, vemos a\u00e7\u00f5es que tendem a trabalhar elementos da F\u00edsica na abordagem dos fen\u00f4menos naturais e que v\u00e3o ter impacto l\u00e1 na frente, no Ensino M\u00e9dio. Ent\u00e3o eu penso que uma das principais barreiras que temos de vencer e superar \u2013 e a revista tem plenas condi\u00e7\u00f5es para isso\u2013 \u00e9 o medo que as professoras e os professores de Ci\u00eancias do Ensino Fundamental t\u00eam da F\u00edsica\u201d, afirma Menezes. Para ele, \u00e9 preciso que os professores que lecionam Ci\u00eancias se apropriem efetivamente dessa mat\u00e9ria, n\u00e3o trabalhando a educa\u00e7\u00e3o como uma mera transmiss\u00e3o de conte\u00fados e conferindo um significado ao conhecimento da F\u00edsica que proporcione aos estudantes uma melhor rela\u00e7\u00e3o com os fen\u00f4menos naturais e amplie a vis\u00e3o de mundo deles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio que eles v\u00e3o enfrentar consiste em manter e elevar, se poss\u00edvel, a qualidade da publica\u00e7\u00e3o, avaliada pela Capes recentemente como Qualis A3, o que faz dela uma refer\u00eancia reconhecida pela comunidade cient\u00edfica nacional, devido ao trabalho e ao empenho do professor Studart. \u00c9 poss\u00edvel ampliar seu alcance e complementar seu escopo para atender mais \u00e0s demandas do Ensino Fundamental e cobrir as \u00e1reas que v\u00e3o surgindo dinamicamente no curso hist\u00f3rico sem desrespeitar suas bases fundamentais, porque as matrizes curriculares de refer\u00eancia v\u00e3o se alterando e a forma\u00e7\u00e3o e o exerc\u00edcio profissional dos docentes tamb\u00e9m se alteram nessa medida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos editores da <em>FnE<\/em> v\u00e3o buscar para a revista uma indexa\u00e7\u00e3o que a coloque no seu tempo e uma internacionaliza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fira seu objetivo singular de atingir os professores brasileiros. \u201cA revista n\u00e3o tem como objetivo publicar n\u00fameros inteiros em l\u00edngua inglesa, por exemplo, mas ela deve tamb\u00e9m cumprir o papel de fazer uma interface entre a forma\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio docente de F\u00edsica e de Ci\u00eancias no Brasil e aquilo que o mundo est\u00e1 praticando em termos de inova\u00e7\u00e3o e melhorias\u201d, afirma Ferreira.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Menezes e Ferreira consideram sutis as mudan\u00e7as que almejam fazer na <em>FnE<\/em>. \u201cA revista tem uma fun\u00e7\u00e3o muito clara, mas pode atingir outras \u00e1reas do conhecimento, como as Ci\u00eancias da Natureza, de forma mais org\u00e2nica, e atingir n\u00edveis e modalidades de ensino, como o Ensino Fundamental, para al\u00e9m do Ensino M\u00e9dio, de uma forma mais consistente. E obviamente essas altera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m passam pela publicidade, pela gera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre a revista e pelos fluxos editoriais\u201d, afirma Ferreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A revista tinha fluxos editoriais que eram pr\u00f3prios de seu tempo. Os artigos eram recebidos e administrados por e-mail, mas os novos tempos requerem atualiza\u00e7\u00f5es. Por isso, todo o fluxo \u2013 recebimento, triagem, avalia\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o, retorno, leitura de provas, editora\u00e7\u00e3o at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o\u2013 passar\u00e1 a ser contemplado pelo sistema <em>Open Journal System<\/em> (OJS). Esse sistema est\u00e1 em fase de testes e dever\u00e1 ser usado a partir de mar\u00e7o, com o devido acompanhamento, orienta\u00e7\u00e3o e tutoriais para que isso n\u00e3o se torne um empecilho para quem ainda n\u00e3o esteja familiarizado com sistemas dessa natureza. \u201cOs autores receber\u00e3o um suporte at\u00e9 que tenhamos a cria\u00e7\u00e3o de uma cultura mais consolidada no \u00e2mbito desse peri\u00f3dico\u201d, afirma Ferreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos editores tamb\u00e9m querem refor\u00e7ar as se\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existem na <em>FnE<\/em>, que poder\u00e3o ser atualizadas e incorporar novas nomenclaturas, al\u00e9m de buscar se\u00e7\u00f5es que contemplem as atualiza\u00e7\u00f5es din\u00e2micas da grande \u00e1rea do Ensino de F\u00edsica, do Ensino de Ci\u00eancias e das pesquisas sobre o tema. Isso ser\u00e1 feito com a organiza\u00e7\u00e3o de n\u00fameros tem\u00e1ticos e dossi\u00eas e a incorpora\u00e7\u00e3o de revisores de \u00e1reas mais amplas do conhecimento. Consultores <em>ad hoc <\/em>ser\u00e3o buscados quando \u00e1reas espec\u00edficas ou inova\u00e7\u00f5es em curso demandarem publica\u00e7\u00f5es ou conferirem sentido a alguma submiss\u00e3o. Tamb\u00e9m ser\u00e1 feita uma repagina\u00e7\u00e3o do site.<\/p>\n\n\n\n<p>Menezes e Ferreira acreditam que as tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o aplicadas ao ensino s\u00e3o um tema que vai ocorrer naturalmente. \u201cEssas ferramentas, mesmo com toda a dificuldade existente nas escolas p\u00fablicas, j\u00e1 est\u00e3o cada vez mais presentes na sala de aula\u201d, afirma Menezes. Por isso, poder\u00e1 haver n\u00fameros tem\u00e1ticos voltados a essas tecnologias, que n\u00e3o ser\u00e3o tratadas como um fetiche ou uma panaceia, pois sua fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica deve consistir no apoio aos processos de ensino e aprendizagem da F\u00edsica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong><\/strong>A recente reforma do Ensino M\u00e9dio reduziu significativamente a carga hor\u00e1ria da disciplina de F\u00edsica, trabalhada em alguns estados com apenas uma hora-aula semanal. \u201cMas, ao mesmo tempo, abrem-se outras perspectivas com os itiner\u00e1rios formativos e os projetos de vida, que s\u00e3o interdisciplinares, e espa\u00e7o para novas discuss\u00f5es\u201d, afirma Menezes. Segundo Ferreira, essa reforma n\u00e3o ser\u00e1 tomada como uma determina\u00e7\u00e3o irrefut\u00e1vel por ser fruto da conjuntura pol\u00edtica recente do pa\u00eds. A ideia \u00e9, por um lado, adaptar-se a essa conting\u00eancia imediata e, por outro lado, resistir a ela, apontando seus aspectos delet\u00e9rios e oferecendo alternativas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s redes sociais, Menezes e Ferreira compartilham a compreens\u00e3o de que o reconhecimento do papel dessas m\u00eddias passa pela integra\u00e7\u00e3o do Instagram, do Facebook e do Twitter com outras m\u00eddias multiusu\u00e1rios, outros canais e outras fontes. A <em>FnE<\/em> ser\u00e1 interligada com outras revistas voltadas \u00e0 pesquisa e ao ensino de F\u00edsica e com associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa de amplo alcance. Nesse contexto, uma aten\u00e7\u00e3o particular ser\u00e1 dada ao Youtube, no qual se pode fazer uma curadoria de conte\u00fados de mais longo prazo. \u201cPensamos na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos curtos dos autores explicando seus trabalhos, breves falas de professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica com feedback acerca das mat\u00e9rias publicadas na revista e breves falas de estudantes sobre experi\u00eancias com alguma aula ou solu\u00e7\u00e3o educacional publicada na <em>FnE<\/em>\u201d, conta Ferreira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A revista j\u00e1 tem um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@afisicanaescola2468\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">canal no Youtube<\/a>, criado pelo professor Studart, mas \u00e9 poss\u00edvel ampliar a quantidade de acessos. \u201cPretendemos fazer esses conte\u00fados atingirem um p\u00fablico mais amplo, induzindo inscri\u00e7\u00f5es no canal a partir do que ser\u00e1 divulgado nas outras redes sociais, nas quais os usu\u00e1rios ser\u00e3o convidados a integrar uma comunidade com interesse pelo conhecimento, pela educa\u00e7\u00e3o, pelas quest\u00f5es relativas ao ensino e pelo desenvolvimento da pr\u00f3pria ci\u00eancia. E pretendemos impulsionar os v\u00eddeos produzindo conte\u00fados que sirvam como refer\u00eancias\u201d, completa Ferreira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos editores pretendem consolidar o escopo e ampliar o impacto da FnE Por Fl\u00e1via Nat\u00e9rcia A revista A F\u00edsica na Escola, criada h\u00e1 23 anos, conta agora com novos editores. 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