{"id":20020,"date":"2022-11-23T09:49:01","date_gmt":"2022-11-23T12:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/?p=20020"},"modified":"2022-11-23T10:44:09","modified_gmt":"2022-11-23T13:44:09","slug":"20-anos-das-bolsas-de-produtividade-em-pesquisa-do-cnpq-houve-avanco-na-diversidade-geografica-e-de-sexo-na-area-de-fisica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/20-anos-das-bolsas-de-produtividade-em-pesquisa-do-cnpq-houve-avanco-na-diversidade-geografica-e-de-sexo-na-area-de-fisica\/","title":{"rendered":"20 anos das bolsas de Produtividade em Pesquisa do CNPq: houve avan\u00e7o na diversidade geogr\u00e1fica e de sexo na \u00e1rea de f\u00edsica?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Autoras: Carolina Brito (UFRGS), D\u00e9bora Peres Menezes (UFSC), Celia Anteneodo (PUC-Rio)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), que \u00e9 uma das ag\u00eancias brasileiras de fomento \u00e0 pesquisa, outorga bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) a pesquisadores afiliados \u00e0s institui\u00e7\u00f5es brasileiras. Tais bolsas s\u00e3o destinadas a pesquisadores de destaque em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e cujo impacto \u00e9 avaliado pelo Comit\u00ea Assessor (CA) da respectiva \u00e1rea e medido por meio de diversos crit\u00e9rios como, por exemplo, n\u00famero de artigos publicados em peri\u00f3dicos indexados, fator de impacto e forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos. Possuir esta bolsa se tornou relevante n\u00e3o apenas pela verba extra que ela implica, mas tamb\u00e9m porque \u00e9 um reconhecimento do impacto da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da\/o bolsista. Portanto, a bolsa PQ \u00e9 usada como marcador do reconhecimento da\/o pesquisador\/a pela comunidade cient\u00edfica e, como tal, sua distribui\u00e7\u00e3o entre diferentes grupos se torna uma medida para quantificar a equidade dentro da comunidade cient\u00edfica no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fen\u00f4menos bem documentados, como os chamados \u201cefeito Tesoura\u201d [1] (crescente predomin\u00e2ncia de um grupo sobre outro ao longo da carreira), \u201clabirinto de cristal\u201d (conjunto de obst\u00e1culos enfrentados por um grupo no decorrer da forma\u00e7\u00e3o e atividade profissional, forma de exclus\u00e3o horizontal) [2] e \u201cteto de vidro\u201d (obst\u00e1culos para aceder a lugares de prest\u00edgio e poder, provocando exclus\u00e3o vertical) [2], s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es da desigualdade \u00e0 medida em que se avan\u00e7a na carreira. Estes fen\u00f4menos ocorrem n\u00e3o somente com rela\u00e7\u00e3o a g\u00eanero, mas tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o a outros marcadores, como geogr\u00e1ficos [3] e de ra\u00e7a [4,5], por\u00e9m menos estudados. No caso do g\u00eanero, o desbalan\u00e7o ocorre em quase todas as carreiras e pa\u00edses investigados [6-8]. Apesar de que diversos esfor\u00e7os t\u00eam levado a melhorias, o avan\u00e7o \u00e9 lento. Um relat\u00f3rio deste ano [8] mostra que, ao ritmo atual, levaria 132 anos para atingir a paridade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto, apresentamos a distribui\u00e7\u00e3o de bolsas PQ na \u00e1rea de f\u00edsica de 2000 at\u00e9 2021, por um lado separadas por sexo, e por outro por regi\u00e3o geogr\u00e1fica. Todos os n\u00edveis de bolsa PQ foram agrupados. Para cada ano, discriminamos as informa\u00e7\u00f5es sobre a distribui\u00e7\u00e3o de bolsas em termos de sexo, Fig.1, e regi\u00e3o geogr\u00e1fica onde trabalha o bolsista, Fig. 2.&nbsp; Para saber se a distribui\u00e7\u00e3o de bolsas \u00e9 compat\u00edvel com o tamanho da comunidade de f\u00edsica no que diz respeito ao sexo e \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos f\u00edsicos, os n\u00fameros de bolsas PQ foram comparados com os de associados \u00e0 Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF). Concentramo-nos apenas nos s\u00f3cios efetivos adimplentes. Esta escolha foi realizada porque os s\u00f3cios efetivos s\u00e3o doutores e apenas estes podem pleitear uma bolsa PQ. Al\u00e9m disso, exclu\u00edmos da an\u00e1lise os bolsistas PQ da Astronomia, pois a maioria dos astr\u00f4nomos s\u00e3o associados \u00e0 Sociedade Brasileira de Astronomia (SAB) e n\u00e3o \u00e0 SBF. Contudo, a exclus\u00e3o das bolsas PQ de astronomia praticamente n\u00e3o altera os n\u00fameros relativos e certamente n\u00e3o muda significativamente as conclus\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Figura 1 mostra, na subfigura da esquerda, o percentual de bolsas PQ da f\u00edsica concedidas ao sexo feminino (F) em vermelho, e o percentual de associadas \u00e0 SBF em preto. Do lado direito, mostramos as correspondentes curvas para o sexo masculino (M), mesmo sendo complementares.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"684\" height=\"499\" src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/secao-137-20221123-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20035\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Figura 1: C\u00edrculos em vermelho representam o percentual de bolsistas PQ e diamantes em preto o percentual de associadas\/os \u00e0 SBF. A subfigura \u00e0 esquerda corresponde \u00e0s bolsistas e associadas do sexo feminino (F) e a subfigura \u00e0 direita ao masculino (M).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados apontam para uma estabilidade no percentual de bolsas PQ ao longo das duas d\u00e9cadas analisadas, em torno de 12% de bolsas distribu\u00eddas \u00e0s mulheres. \u00c9 importante destacar que o percentual de mulheres bolsistas \u00e9 praticamente metade do percentual de s\u00f3cias efetivas da SBF.<\/p>\n\n\n\n<p>Com relacao \u00e0 distribuicao geogr\u00e1fica dos bolsistas, a an\u00e1lise foi feita sem distin\u00e7\u00e3o de sexo. A Figura 2 mostra o percentual de bolsistas PQ (c\u00edrculos cheios) em cada regi\u00e3o do Brasil, especificada na parte superior de cada sub figura, comparado ao percentual de associados \u00e0 SBF na respectiva regi\u00e3o (s\u00edmbolos ocos). A caracter\u00edstica mais not\u00e1vel \u00e9 que, para a regi\u00e3o Sudeste, os percentuais s\u00e3o os maiores, em torno de 2\/3 da comunidade, dado que esta regi\u00e3o engloba os estados mais populosos do Brasil (SP, MG e RJ). Entretanto, as porcentagens de bolsistas e afiliados da SBF correspondentes \u00e0 regi\u00e3o Sudeste s\u00e3o semelhantes, apresentando uma leve queda no percentual de bolsistas ao longo dos anos, compensado pelo aumento observado nas regi\u00f5es Nordeste, Centro-Oeste e Norte.&nbsp; Para a regi\u00e3o Sul, o percentual de bolsistas PQ \u00e9 sistematicamente maior que o percentual de filiados \u00e0 SBF,&nbsp; e ambos tendem a decrescer com o tempo depois de 2005, enquanto para a regi\u00e3o Norte essas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o&nbsp; invertidas, ou seja o percentual de bolsistas \u00e9 menor que o percentual de s\u00f3cios e ambos tendem a aumentar levemente com o decorrer dos anos. Para as demais regi\u00f5es, os percentuais de bolsistas e de filiados \u00e0 SBF n\u00e3o apresentam uma discrep\u00e2ncia&nbsp; sistem\u00e1tica, variando em torno de valores pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"423\" data-src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/secao-137-20221123-2-1024x423.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20036 lazyload\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 1024px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1024\/423;\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Figura 2: Percentual de bolsistas PQ (c\u00edrculos cheios) e percentual de associadas\/os \u00e0 SBF (c\u00edrculos ocos). As diferentes cores correspondem a diferentes regi\u00f5es, conforme escrito em cima de cada sub figura. Note a escala diferente para a regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Em trabalhos anteriores [9-13], tem sido apontada a situa\u00e7\u00e3o desigual na distribui\u00e7\u00e3o de bolsas PQ em termos de sexo, sendo claramente o percentual de mulheres com bolsa PQ muito inferior (quase metade) ao tamanho relativo da comunidade que elas representam.&nbsp; As nossas an\u00e1lises colocam em evid\u00eancia uma estabilidade indesej\u00e1vel dessa situa\u00e7\u00e3o desigual, ao longo das duas d\u00e9cadas analisadas, em que o percentual de mulheres com bolsa PQ tem se mantido praticamente constante.&nbsp; Al\u00e9m disso, lembremos que estudos anteriores mostram que, na \u00e1rea de f\u00edsica, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres com bolsa n\u00edvel PQ2 \u00e9 muito maior do que com bolsa PQ1A (efeito tesoura) [1,12].<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, a situa\u00e7\u00e3o tem maior equidade, embora ainda apresente algumas discrep\u00e2ncias, apontadas em linhas acima.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o desigual de bolsas PQ \u00e9 um sintoma e n\u00e3o a causa do problema da desigualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia. Isto \u00e9 possivelmente reflexo de um conjunto de problemas que as mulheres enfrentam ao longo da carreira, tais como estere\u00f3tipos de g\u00eanero, falta de representatividade em eventos cient\u00edficos, excessivo gasto de tempo em tarefas n\u00e3o remuneradas, dentre tantos outros exemplos, que s\u00e3o temas de intensas pesquisas e geram uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es importantes [14].&nbsp; No entanto, no que concerne especificamente \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o das bolsas PQ, faremos abaixo algumas considera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este quadro de disparidade na distribui\u00e7\u00e3o de bolsas PQ n\u00e3o \u00e9 exclusividade da f\u00edsica. No entanto, ter uma comunidade que reconhece a import\u00e2ncia da diversidade na ci\u00eancia \u00e9 um passo essencial para atingir maior equidade [14]. Neste sentido, a SBF tem expressado preocupa\u00e7\u00e3o na quest\u00e3o de equidade de g\u00eanero ao criar, em 2003, uma Comiss\u00e3o de G\u00eanero, que em 2010 se transformou em Grupo de Trabalho sobre Quest\u00f5es de G\u00eanero e em 2021 mudou para Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a, Equidade, Diversidade e Inclus\u00e3o <a href=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/comissoes\/\">(JEDI)<\/a> para agrupar de maneira transversal a quest\u00e3o de ra\u00e7a e de grupos sub representados. Ap\u00f3s estes 20 anos de atua\u00e7\u00e3o, a sub-representa\u00e7\u00e3o das mulheres entre as contempladas para as bolsas PQ nos faz questionar: por que ainda n\u00e3o alcan\u00e7amos maior equidade de g\u00eanero se isto parece ser o desejo da comunidade de f\u00edsicas\/os?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma hip\u00f3tese para entender o cen\u00e1rio seria um poss\u00edvel vi\u00e9s impl\u00edcito do Comit\u00ea Assessor de F\u00edsica e Astronomia (CA-FA) no CNPq, que recomenda a distribui\u00e7\u00e3o das bolsas PQ. Na refer\u00eancia [10], os autores avaliaram o perfil dos bolsistas CNPq e mostraram que em 2005 as mulheres tinham quase o dobro de publica\u00e7\u00f5es no n\u00edvel PQ-2 do que os homens, indicando um represamento na ascens\u00e3o das mulheres. Ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o destes dados, o problema foi corrigido e em 2010 n\u00e3o ocorria mais esta discrep\u00e2ncia. Um estudo similar do perfil de pesquisadores PQ foi mais tarde repetido e realizado para o ano de 2016 tamb\u00e9m [13] e n\u00e3o foi identificado um vi\u00e9s significativo em n\u00fameros de publica\u00e7\u00f5es, orienta\u00e7\u00f5es, fator H, entre pesquisadores de diferentes sexos. Portanto, a raiz do problema n\u00e3o parece estar na avalia\u00e7\u00e3o em si.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes estudos apontam a necessidade de&nbsp; analisar e quantificar o n\u00edvel de diversidade na comunidade com regularidade, pois estes dados permitem melhor conduzir as pol\u00edticas de distribui\u00e7\u00e3o de bolsas. Isto indica a necessidade de aprofundar a caracteriza\u00e7\u00e3o dos perfis de pesquisadores no que concerne a outros marcadores como&nbsp; ra\u00e7a, g\u00eanero e distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, marcadores para os quais temos muito menos estat\u00edsticas do que no caso de sexo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Metodologia:<\/strong> Os dados sobre as bolsas PQ da f\u00edsica foram solicitados via Portal da Transpar\u00eancia (<a href=\"https:\/\/www.portaltransparencia.gov.br\/\">https:\/\/www.portaltransparencia.gov.br\/<\/a>). Os dados anuais de bolsas PQ da \u00e1rea de f\u00edsica e astronomia foram disponibilizados desde 2000 at\u00e9 2021. S\u00e3o dados an\u00f4nimos com as seguintes informa\u00e7\u00f5es para cada bolsista: i) ano refer\u00eancia, ii) sexo, iii) n\u00edvel da bolsa PQ (1A, 1B, 1C, 1D, 1E, 2, SR), iv) \u00e1rea do conhecimento (f\u00edsica ou astronomia), v) institui\u00e7\u00e3o, vi) UF, vii) regi\u00e3o, viii) t\u00edtulo do projeto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados da SBF foram levantados pelo funcion\u00e1rio da SBF Fernando Braga. Os dados s\u00e3o an\u00f4nimos e discriminados por regi\u00e3o geogr\u00e1fica (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste, Sul, Estrangeiros) e sexo (masculino, feminino, outro). Nestes anos analisados n\u00e3o houve s\u00f3cios com declara\u00e7\u00e3o de sexo \u201coutro\u201d. Em fun\u00e7\u00e3o do baixo n\u00famero de estrangeiros, estes foram desconsiderados nesta an\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>[1] D.P. Menezes, C. Brito,&nbsp; C. Anteneodo, <em>Women in physics: Scissors effect from the Brazilian Olympiad of physics to professional life<\/em>, arXiv:1901.05536, e Sci. Am. Brasil, 76, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>[2] B. S. Lima,<em> O labirinto de cristal: as trajet\u00f3rias das cientistas na F\u00edsica, <\/em>Rev. Estud. Fem. 21 (2013), <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0104-026X2013000300007\"><strong>https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0104-026X2013000300007<\/strong><\/a><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>[3] N. C. Ferrari, R. Martell, D. H. Okido, G. Romanzini, V. Magnan, M. C. Barbosa, and C. Brito, Geographic and gender diversity in the Brazilian academy of sciences, Anais da Academia Brasileira de Ci\u00eancias 90, 2543 (2018).<\/p>\n\n\n\n<p>[4] V. Morcelle, G. Freitas, and Z. M. C Ludwig, From school to university: An overview on STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) gender in Brazil, Quarks: Braz. Electronic J. Phys. Chem. Mater. Sci. 1, 1 (2019).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[5] C. Anteneodo, C. Brito, A. Alves-Brito, S.S. Alexandre, B. Nattrodt d\u2019Avila, D. Peres Menezes. <em>Brazilian physicists community diversity, equity, and inclusion: A first diagnostic, <\/em>Physical Review Physics Education Research 16, 010136 (2020).<\/p>\n\n\n\n<p>[6] European Commission, Directorate-General for Research and Innovation, <em>Science policies in the European Union : Promoting excellence through mainstreaming gender equality: A report from the ETAN expert working group on women and science<\/em>, Publications Office, 2000. <a href=\"https:\/\/op.europa.eu\/en\/publication-detail\/-\/publication\/4d456ad0-abb8-41a2-9d21-dbd5381f1f4c\/language-en\">https:\/\/op.europa.eu\/en\/publication-detail\/-\/publication\/4d456ad0-abb8-41a2-9d21-dbd5381f1f4c\/language-en<\/a>, visitado em 15-11-2022.<\/p>\n\n\n\n<p>[7] Report: Gender in the Global Research Landscape, &nbsp; Elsevier (2017), <a href=\"https:\/\/www.elsevier.com\/__data\/assets\/pdf_file\/0003\/1083945\/Elsevier-gender-report-2017.pdf\">https:\/\/www.elsevier.com\/__data\/assets\/pdf_file\/0003\/1083945\/Elsevier-gender-report-2017.pdf<\/a>, visitado em 15\/11\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>[8] &nbsp; Global Gender Gap Report 2022, INSIGHT REPORT JULY 2022, World Economic Forum. <a href=\"https:\/\/reliefweb.int\/attachments\/206d519d-beaa-3790-8d4d-0bc67552d0fc\/WEF_GGGR_2020.pdf\">https:\/\/reliefweb.int\/attachments\/206d519d-beaa-3790-8d4d-0bc67552d0fc\/WEF_GGGR_2020.pdf<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[9] P.&nbsp; Duarte, M.C.B. Barbosa,&nbsp; J.J. Arenzon, <em>Produtividade em Pesquisa \u2013 CNPq, F\u00edsica 2005- 2010: uma an\u00e1lise comparativa<\/em>, Instituto de F\u00edsica \u2013 UFRGS.<\/p>\n\n\n\n<p>[10] J.J. Arenzon, P. Duarte, S. Cavalcanti, M.C. Barbosa, <em>Women and physics in Brazil: Publications, citations and H index, <\/em>AIP Conf. Proc. 1517,78 (2013); http:\/\/dx.doi.org\/10.1063\/1.4794228<\/p>\n\n\n\n<p>[11] E.B. Saitovitch, B.S. Lima, M.C. Barbosa, <em>Mulheres na F\u00edsica: uma an\u00e1lise quantitativa em Mulheres na F\u00edsica <\/em>(2015). <a href=\"http:\/\/www1.fisica.org.br\/gt-genero\/images\/arquivos\/Apresentacoes_e_Textos\/livro-mulheres.pdf\">http:\/\/www1.fisica.org.br\/gt-genero\/images\/arquivos\/Apresentacoes_e_Textos\/livro-mulheres.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>[12] G. Bezerra, M. Barbosa, <em>Mulheres na f\u00edsica no Brasil: Contribui\u00e7\u00e3o de alta relev\u00e2ncia, mas, por vezes, ainda invis\u00edvel<\/em>, em SBF: 50 Anos, pp. 130\u2013133, 2017, <a href=\"http:\/\/www.sbfisica.org.br\/arquivos\/SBF-50-anos.pdf\">http:\/\/www.sbfisica.org.br\/arquivos\/SBF-50-anos.pdf<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[13] D.P. Menezes, C. Brito, K. Buss,&nbsp; C. Anteneodo, <em>Bolsistas de produtividade em pesquisa em F\u00edsica e Astronomia: an\u00e1lise quantitativa da produtividade cient\u00edfica de homens e mulheres, <\/em><a href=\"http:\/\/www1.fisica.org.br\/gt-genero\/images\/arquivos\/Apresentacoes_e_Textos\/dados_CNPq_2016_vf.pdf\">http:\/\/www1.fisica.org.br\/gt-genero\/images\/arquivos\/Apresentacoes_e_Textos\/dados_CNPq_2016_vf.pdf<\/a> visitado em 15\/11\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0[14]\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0686-3#auth-Isabelle-R_gner\">Isabelle R\u00e9gner<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0686-3#auth-Catherine-Thinus_Blanc\">Catherine Thinus-Blanc<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0686-3#auth-Agn_s-Netter\">Agn\u00e8s Netter<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0686-3#auth-Toni-Schmader\">Toni Schmader<\/a> <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41562-019-0686-3#auth-Pascal-Huguet\">Pascal Huguet<\/a>, <em>Committees with implicit biases promote fewer women when they do not believe gender bias exists<\/em>,\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/nathumbehav\"><em>Nature Human Behaviour<\/em><\/a>, v 3, pages 1171\u20131179 (2019).<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre as autoras:<\/strong><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-thumbnail is-resized\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/secao-137-celia-anteneodo-180x180.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20041 lazyload\" width=\"230\" height=\"230\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 230px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 230\/230;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Celia Anteneodo<\/strong> \u00e9 professora do Departamento de F\u00edsica da PUC-Rio, onde desenvolve pesquisas sobre fen\u00f4menos de n\u00e3o equil\u00edbrio, n\u00e3o lineares e propriedades coletivas emergentes em sistemas complexos, como os biol\u00f3gicos e sociais. \u00c9 co-editora de Europhysics Letters e membro do corpo editorial de Physical Review E. Participou ativamente do grupo de trabalho sobre quest\u00f5es de g\u00eanero da SBF e continua se dedicando a a\u00e7\u00f5es para propiciar maior diversidade e inclus\u00e3o.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-thumbnail is-resized\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/secao-137-debora-menezes-180x180.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-20042 lazyload\" width=\"230\" height=\"230\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 230px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 230\/230;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>D\u00e9bora Peres Menezes<\/strong> \u00e9 professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina, atual Presidente da Sociedade Brasileira de F\u00edsica (SBF) e membra da Academia Brasileira de Ci\u00eancias. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de f\u00edsica, com \u00eanfase em f\u00edsica nuclear e de h\u00e1drons, teoria de grupos e astrof\u00edsica nuclear. Dedica-se ativamente \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e coordena o projeto Mulheres na Ci\u00eancia, produzindo materiais para diversas m\u00eddias sociais, incluindo um canal no YouTube e seu parceiro no TikTok (<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/mulheresnaciencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">links<\/a>).<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\">\n<figure class=\"alignleft size-thumbnail is-resized\"><img decoding=\"async\" data-src=\"https:\/\/sbfisica.org.br\/v1\/sbf\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/secao-137-carolina-brito-180x180.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-20040 lazyload\" width=\"230\" height=\"230\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 230px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 230\/230;\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em><strong>Carolina Brito<\/strong> \u00e9 professora Associada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. \u00c9 pesquisadora do CNPq e suas principais \u00e1reas de pesquisa s\u00e3o propriedades de molhabilidade de superf\u00edcies e sistemas complexos, como por exemplo materiais amorfos e sistemas com din\u00e2micas lentas. \u00c9 coordenadora do Programa de Extens\u00e3o \u201cMeninas na Ci\u00eancia\u201d e apresentadora e produtora do podcast de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u201cFronteiras da Ci\u00eancia\u201d.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoras: Carolina Brito (UFRGS), D\u00e9bora Peres Menezes (UFSC), Celia Anteneodo (PUC-Rio) O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), que \u00e9 uma das ag\u00eancias brasileiras de fomento \u00e0 pesquisa, outorga bolsas de produtividade em pesquisa (PQ) a pesquisadores afiliados \u00e0s institui\u00e7\u00f5es brasileiras. 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