Reconexão magnética na magnetosfera terrestre

Destaque no Brazilian Journal of Physics (BJP), semana de 27 de julho de 2017

destaque bjp 27072017
Grande parte dos corpos celestes, como a Terra e as estrelas, têm campos magnéticos, e suas magnetosferas ditam o ambiente espacial ao seu redor. É fundamental compreender, por exemplo, como o campo magnético terrestre interage com o vento solar – a corrente de partículas carregadas emanadas de nosso Sol – e protege a superfície de nosso planeta de radiação perigosa para a vida.

Um dos processos essenciais nessa interação é o da reconexão magnética, fenômeno em que a topologia (ou seja, as linhas de campo) magnética é rearranjada e assim a energia do campo é convertida em energia cinética e térmica das partículas, resultando em aceleração das mesmas.

Com o objetivo de descrever e analisar a reconexão magnética na magnetosfera da Terra, um quarteto de pesquisadores no Brasil lançou mão de observações feitas no espaço e modelos teóricos para apontar em que locais do campo magnético a reconexão é esperada, processo que eles mostram ser influenciado por mudanças na direção do campo magnético interplanetário (que é o campo magnético do vento solar).

O trabalho foi publicado em 5 de julho no "Brazilian Journal of Physics", publicação da Sociedade Brasileira de Física.

“Mostramos no artigo uma visão um tanto simplificada, conquanto ainda atual, da localização mais provável da região de ocorrência de reconexão magnética em região pertencente ao espaço próximo à Terra conhecida como magnetopausa”, diz Vitor Moura C. e S. Souza, primeiro autor do estudo e bolsista de pós-doutorado da FAPESP no INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), sob a supervisão de Walter Gonzalez, que também é co-autor do trabalho. O estudo conta ainda com as participações de Daiki Koga, também do INPE, e Flavia R. Cardoso, da Escola de Engenharia de Lorena da USP (Universidade de São Paulo).

Souza ainda salienta que o trabalho mostra que “a região onde a reconexão ocorre deve ter sua configuração espacial alterada em função da orientação do chamado 'campo magnético interplanetário', que nada mais é do que o campo magnético do Sol que é levado juntamente com o vento solar para os mais distantes rincões do Sistema Solar”.

Para ler o artigo completo, clique aqui (resumo de acesso livre, texto completo só para assinantes).

Assessoria de comunicação da SBF

Salvador Nogueira
Tel: +55 11 98481-6119
E-mail:  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Twitter: http://twitter.com/sbfisica
Facebook: http://www.facebook.com/sbfisica

PION

Portal SBF de
Divulgação da Física