Nota da Diretoria: criacionismo e escolas

Acontece na SBF, semana de 24 de novembro de 2014

Em 13 de novembro último, o deputado Pastor Marco Feliciano enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei 8099/2014 no qual “ficam inseridos na grade curricular das Redes Pública e Privada de Ensino, (sic) conteúdos sobre Criacionismo”.

Na justificativa ao projeto de lei, o deputado Feliciano invoca a necessidade de que a escola providencie possibilidade para que os estudantes travem contato com a ideia de criacionismo, supostamente defendida pelas religiões brasileiras.

Respeitando as opiniões pautadas em crenças, a Diretoria da Sociedade Brasileira de Física manifesta seu total desacordo com tal projeto de lei, pelo entendimento de que questões de crença não cabem no currículo no âmbito de qualquer rede de ensino.

Cientificismo não é o mesmo que ciência. O primeiro tem caráter de crença incondicional ao que a ciência propaga. Já ciência faz parte do conhecimento da humanidade, incorporando propostas de seres humanos.

Em nada o ensino de teorias como o Big Bang e a Evolução das Espécies invalida ou impossibilita crenças na existência de um criador, o que, segundo o deputado Feliciano, representaria uma justificativa à inserção do criacionismo como tópico curricular. Ao contrário, as referidas teorias, bem como qualquer outra teoria científica, baseiam-se em resultados demonstrados e/ou comprovados experimentalmente e oferecem conhecimento sobre os fenômenos naturais assim estudados.

PION

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