Medalhistas brasileiros em física fazem sucesso no exterior

Acontece na SBF, semana de 18 de junho de 2014

Nos últimos anos, o Brasil tem obtido grandes resultados nas Olimpíadas Internacionais de Física (IPhO, na sigla inglesa). Em 2011, o aluno Gustavo Haddad obteve a primeira medalha de ouro para o Brasil, onze anos após a primeira participação nacional no evento, em 2000. No ano anterior, ele também havia participado e conquistado o bronze.

Nos dois anos, ele, assim como toda a equipe brasileira, havia sido treinado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, sob a liderança do professor Euclydes Marega Júnior, coordenador da Olimpíada Brasileira de Física, organizada pela SBF.

 Alguns anos depois, Gustavo Haddad já dá a demonstração de como o desempenho olímpico é um investimento com retorno. Graças aos resultados, ele obteve a chance de fazer a faculdade no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), nos Estados Unidos. "Ele terminou os cursos de Engenharia Elétrica e Ciências da Computação no começo de junho, ou seja, em dois anos", destaca, orgulhoso, Marega Júnior.

"Isso é possível porque eles têm um sistema que permite ao aluno avançar em conteúdos em que demonstra proficiência", diz o professor da USP. "Muito desse conhecimento foi adquirido aqui no IFSC, durante os treinamentos, entre 2010 e 2011."

Fenômeno parecido está prestes a ocorrer com o aluno Fabio Arai, que foi medalha de prata na IPhO 2013. Ele vai começar em setembro de 2014 sua graduação no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). É uma notícia agridoce. Por um lado, mostra que as olimpíadas de física são ótimas para revelar e lapidar novos talentos científicos no Brasil. Por outro lado, revela que nossas instituições ainda não têm mecanismos para absorver e nutrir esses alunos. "Nossos talentos formados aqui estão indo embora", lamenta Marega Júnior.

PION

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