Começa em alta o I Encontro Nacional de Física na Indústria

Evento em São Carlos (SP) conta com mais de 250 participantes, entre membros do governo, do empresariado e do setor acadêmico.

ENFI-2Começou hoje o I Encontro Nacional de Física na Indústria, evento promovido pela Sociedade Brasileira de Física (SBF) para aprofundar a sinergia entre o desenvolvimento científico e a produção industrial.

A reunião, que vai até amanhã, conta com mais de 250 participantes, no Auditório Prof. Sérgio Mascarenhas do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo, no interior paulista. "Sem dúvida, um grande sucesso", define Ronald Shellard, vice-presidente da SBF.

A ideia de encontros como esse é estimular a formação de cientistas empreendedores e sua integração com o setor empresarial, numa relação fundamental para o desenvolvimento tecnológico do Brasil.

“O evento buscou contar com elementos-chave dentro do processo que está ocorrendo no intuito de aproximar físicos ao setor empresarial brasileiro”, afirma Tito José Bonagamba, professor titular da Universidade de São Paulo e organizador do evento. Para tanto, foram convidados grupos de pesquisa, diretores de empresas inovadoras, agências de fomento, grupos de inovação tecnológica e representantes governamentais.

Exemplo disso é a presença de Sylvio Goulart Rosa Jr., diretor do Parqtec, entidade pioneira que surgiu da primeira política publica para institucionalizar a transferência de tecnologia da academia para o setor produtivo, instalada em São Carlos (SP), que tem promovido a transferência de tecnologia da academia para o setor produtivo.

Também estão presentes representantes de diversas associações, como a SBF, CNPq, FAPESP, CAPES, EMBRAPA, Petrobras, ANPEI, FIESP, Agências de Inovação, entre outros.

MAPEAMENTO DA FÍSICA BRASILEIRA

A realização do I Encontro Nacional de Física na Indústria atende uma das recomendações finais de um estudo realizado pela SBF, em conjunto com o CGEE e apoio financeiro da FINEP.  Publicado em 2012 e intitulado “A Física e o desenvolvimento nacional”, o estudo apresenta um censo da comunidade de Física no Brasil e sugere caminhos para estimular a inovação tecnológica.

O relatório está disponível no link :

http://www.sbfisica.org.br/v1/arquivos_diversos/publicacoes/Relatorio_SBF.pdf

Esse mapeamento oferece sugestões com o objetivo de aprofundar o diagnóstico do perfil da comunidade de Física no Brasil. Também busca aperfeiçoar instrumentos de articulação dessa comunidade com os agentes de governo e com os setores empresarial e industrial.

Seis áreas foram indicadas como estratégicas nesse processo: gestão de talentos da Física, ambiente de inovação, interação academia e indústria, infraestrutura de pesquisa, formação profissional e divulgação e popularização da Física.

Além dos encontros e fóruns periódicos, o trabalho propõe ainda a criação de centros de excelência e observatório para a invocação, estimulação da participação da Física brasileira em programas internacionais e a autoavaliação periódica do cenário nacional para subsidiar planos estratégicos.

É consenso que a Física brasileira precisa se conhecer melhor e reavaliar-se constantemente e criticamente. Somente assim estará promovendo o crescimento científico e econômico do país, firmando-o numa posição de destaque no cenário internacional.

Assessoria de comunicação da SBF
Salvador Nogueira
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