Começa consulta pública para criação de novo instituto

Estatuto da instituição a ser criada pela SBF já pode ser lido no site da sociedade.

Começa agora a consulta pública à proposta de estatuto para o Instituto Brasileiro de Física (IBF), seguindo a decisão tomada pelo Conselho da Sociedade Brasileira de Física (SBF) em dezembro do ano passado.

O documento pode ser obtido no mural da SBF, em http://www.sbfisica.org.br/mural/viewtopic.php?f=11&t=50.

A iniciativa de criar o IBF (Instituto Brasileiro de Ciências Físicas) vem para permitir a simplificação de processos administrativos associados à organização de eventos e produção de publicações, que hoje sufocam a SBF.

"A ideia é que ele permita que a Sociedade se concentre apenas nas questões eminentemente científicas, sem ter de se preocupar com o lado operacional de certas atividades", afirma Celso de Melo, presidente da SBF.

Nos moldes em que está sendo concebido, o IBF seria uma associação sem fins lucrativos, mas com prerrogativas de explorar economicamente as inúmeras atividades que a SBF hoje realiza, mas não fazem parte de sua missão básica.

O modelo adotado é similar ao American Institute of Physics (www.aip.org), que faz esse mesmo papel para a American Physical Society, além de outras associações científicas nos Estados Unidos. O AIP basicamente presta serviço a elas, tipicamente trabalhos editoriais e de organização de eventos. "Acreditamos qeu esse também seja o nicho natural do IBF", diz Saa.

No caso brasileiro, já estão emparceiradas no futuro IBF a Sociedade Brasileira de Física e a Sociedade Astronômica Brasileira (SAB).
“Acreditamos que este instituto será bastante útil para exercer atividades financeiras como, por exemplo, as necessárias à organização de reuniões, e para que possamos buscar ativamente outros financiamentos via doações e/ou renúncia fiscal de empresas privadas e públicas”, afirma Adriana Válio, presidente da SAB.

O Conselho da SBF decidiu em dezembro pela criação de um comitê que planejará a implementação do novo instituto, num prazo de 12 meses. E, se o projeto der certo, a expectativa é que cresça. "Ele poderia perfeitamente acomodar outras sociedades científicas", afirma Celso de Melo.

 

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