Programa de cooperação na América Latina entra em nova fase

A intenção é que programa de intercâmbio de Física seja um agente estimulador de formação de pessoal e desenvolvimento de pesquisas de ponta no continente

Lançado em 2010 pela Sociedade Brasileira de Física, o Programa Latino-Americano de Física (PLAF) agora entra em uma nova fase, no longo caminho para integrar pesquisadores e docentes no continente. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento integrado da Física na América Latina e Caribe, estabelecendo um canal de interação entre as sociedades científicas da região.

Com financiamento do CNPq, o PLAF busca promover ações de apoio à formação de recursos humanos, à difusão da Física, bem como incrementar a cooperação entre os profissionais das áreas de ensino e pesquisa em Física.  O Programa visa ainda estabelecer um ambiente propício às atividades de pesquisa e de estímulo à inovação, fatores importantes para o desenvolvimento econômico e social na região.

“Há países na América Latina onde as atividades de pesquisa e pós-graduação em Física são ainda insipientes e isso decorre, em grande parte, da carência de pessoal com formação adequada. No caso desses países o PLAF se propõe a apoiar, em parceria com as respectivas Sociedades de Física, atividades voltadas à formação de recursos humanos em vários níveis, incluindo a pós-graduação”, afirma Jose d'Albuquerque e Castro, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, convidado recentemente a coordenar o Comitê Gestor do PLAF. Mesmo no Brasil, observamos uma forte assimetria entre suas regiões no que se refere à formação de pessoal e à pesquisa em Física. Assim, o PLAF também tem como objetivo contribuir para a eliminação dessas assimetrias.

Com recurso repassado pelo CNPq da ordem de R$ 350 mil, para 2013 planeja-se a implementação de diversas ações no Brasil e em outros países latinos, aumentando a visibilidade do programa. Diversos países já responderam positivamente quanto a tornarem-se membros do PLAF.

Entre as atividades imediatas que estão sendo estudadas para este ano é o apoio à implementação de um programa de mestrado na América Central, bem como a criação, através de edital, de um programa de “Cátedras Itinerantes de Física”, a serem ocupadas por pesquisadores sêniores brasileiros (ou estrangeiros especialmente convidados) para ministrar ciclos de palestras em diferentes cidades brasileiras (particularmente das regiões Norte e Centro-Oeste) e em países da América Latina, com ênfase naqueles cuja comunidade de Física seja considerada ainda incipiente.

Um fato a ser destacado é que o trabalho de formação de recursos humanos é longo, exigindo um financiamento continuado. Nesse sentido, o apoio do CNPq tem sido de extrema valia.

José d’Albuquerque também preside o Comitê Gestor do PROSUL - Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia. Programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI, ele é operacionalizado pelo CNPq desde 2001. O programa tem contribuído para o desenvolvimento científico em áreas estratégias para o Brasil e outros países latinos.

Embora o PROSUL compreenda todas as áreas do conhecimento, é concebível que alguma ação conjunta possa ser futuramente estruturada.

Workshop piloto

Realizado em 2010, em Foz do Iguaçu, o Workshop sobre Tópicos Avançados de Física (WTAF) foi o pontapé inicial do Programa Latino-Americano de Física. Durante 4 dias o evento ofereceu aos alunos de graduação de países da América Latina a oportunidade de assistir palestras de pesquisadores sêniores em temas como “Cosmologia”, “Computação quântica”, “Materiais orgânicos para dispositivos eletrônicos”, “Spintrônica e grafeno” e “Modelagem matemática de sistemas biológicos”.

"O evento abriu meus olhos para a física que está acontecendo atualmente", afirma Flavia Luane Rommel, 20 anos, uma das bolsistas selecionadas que participaram do Workshop. Na época do workshop, ela estava no primeiro ano do curso de Licenciatura em Ciências Naturais, na Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS. O evento permitiu que ela tivesse contato com professores e pesquisadores brasileiros e de outros países, inclusive com doutores e pós- doutores, discutindo assuntos atuais e de inovação tecnológica. "Essa experiência me motivou muito a continuar rumo a carreira de ser física, (incluindo um mestrado e um doutorado). Fato este não imaginado antes do evento", afirma.

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