Brasil tem dois eleitos no conselho da APS

Marcelo Gleiser, do Dartmouth College, foi escolhido como conselheiro geral, e Marcia Barbosa, da UFRGS, é a nova conselheira internacional

Saíram os resultados da última eleição da APS (American Physical Society), e o Brasil cresceu em importância. Dos quatro cargos preenchidos neste ano – vice-presidente, chefe-eleito do comitê de indicações, conselheiro geral e conselheiro internacional –, dois agora serão ocupados por brasileiros.

A eleição – feita pela internet e por cartas – foi encerrada no último dia 29. Dos cerca de 48 mil membros da APS, 8,1 mil participaram da votação (taxa de participação de 16,9%).

Sam Aronson, do Laboratório Nacional Brookhaven, foi eleito vice-presidente e, pelas regras da sociedade, deve assumir a presidência em dois anos (o vice fica um ano na função para a qual foi eleito, depois um ano na função de presidente-eleito e um na presidência).

Paul L. McEuen, da Universidade Cornell, tornou-se chefe-eleito do comitê de indicações.

Marcia Barbosa, pesquisadora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) que já havia sido eleita recentemente vice-presidente da IUPAP (International Union of Pure and Applied Physics), vai acumular o cargo de conselheira internacional da APS.

"Reconhecendo que o crescimento econômico de certos países em desenvolvimento levou a ciência e particularmente a física a ganhar momento nesses países, a APS está estabelecendo novas conexões com todos eles e em particular com o Brasil", diz Marcia Barbosa, referindo-se a ações como o programa de bolsas de pós-grafuação feito em parceria com a SBF para enviar pesquisadores brasileiros aos EUA, e americanos ao Brasil.

"Visito frequentemente os EUA por conta de minhas colaborações em pesquisa neste país", prossegue Barbosa. "Além disso, tenho colaborações significativas em vários outros países, como Espanha, Alemanha e Índia. Além disso, minha experiência com a IUPAP me dá algum entendimento dos diferentes obstáculos para que a física se torne genuinamente 'sem fronteiras'."

Marcelo Gleiser, pesquisador do Dartmouth College e articulista do jornal "Folha de S.Paulo", foi eleito para o cargo de conselheiro geral (são oito ao todo no Conselho), focando a necessidade de melhorar a comunicação entre a academia e o público.

"Em anos recentes, vimos uma escalada da politização de questões científicas, como o debate da mudança climática e a sempre presente ameaça da infiltração do criacionismo na educação pública", diz Gleiser. "Conforme as ameaças nucleares e de bioterrorismo de extremistas radicais aumentam no mundo todo, e os recursos energéticos e suprimentos alimentares são esgotados em ritmo crescente, os físicos são chamados para oferecer respostas e direções. A APS precisa continuar interagindo com os desafios nacionais e globais e oferecer aconselhamento em discussões sobre política científica e o entendimento público da ciência."

A Sociedade Brasileire de Física parabeniza seus membros pela participação ativa nas eleições da APS. “Sua eleição para funções importantes mostra não só o crescente envolvimento do Brasil na ciência internacional mas também, e sobretudo, a qualidade dos nossos pesquisadores”, diz Celso de Melo, presidente da SBF.

As eleições ocorrem anualmente na APS, mas não sempre para os mesmos cargos. Os conselheiros, por exemplo, são eleitos paulatinamente. Além de oito conselheiros gerais e um conselheiro internacional, há os representantes das diversas divisões, o chefe do comitê de indicações, o chefe do painel de relações públicas e dois representantes das seções geográficas.

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