Conferência fortalece laços entre físicos de língua portuguesa

logo-cfcplp-iconeSegunda edição do evento acontece no Rio de Janeiro, em setembro de 2012, e as inscrições já estão abertas

Muitos elementos podem promover a união entre os povos, mas é difícil encontrar um mais imediato que o idioma. Apostando nisso, será realizada no Rio de Janeiro a 2ª Conferência de Física da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

A 1ª edição aconteceu em Maputo, capital de Moçambique, entre 12 e 16 de setembro de 2010. Depois dela, a Sociedade Brasileira de Física assumiu a responsabilidade de organizar a conferência seguinte, aproveitando a celebração do Ano de Portugal no Brasil, que começa em 7 de setembro deste ano. O comitê científico do evento conta com dois ex-ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende (Brasil) e José Mariano Gago (Portugal).

O evento acontece entre os dias 10 e 12 de setembro, no CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas). As inscrições e submissões de trabalhos vão até o dia 10 de julho -- confira o hotsite da 2ª CFCPLP para obter informações de como participar, em http://www.sbfisica.org.br/cfcplp/.

A organização do evento, por parte da SBF, está sob encargo de Ricardo Galvão, físico da USP. Ele aposta que conferências do tipo podem sedimentar parcerias entre os países do bloco. "Parcerias científicas são como um jogo de tênis. Os parceiros jogam melhor se falam a mesma língua e têm níveis técnicos não muito desiguais", diz. "Este é o objetivo da conferência, estabelecer um fórum para fomentar parcerias proveitosas entre cientistas que falam a mesma língua e têm necessidades e interesses profissionais complementares."

Afinidade cultural

O compartilhamento do mesmo idioma seria, do ponto de vista da cultura, apenas a proverbial ponta do iceberg. Junto com ele vêm outros fatores que aproximam naturalmente os cientistas dos diversos países. "A herança cultural e a filosofia de trabalho são mais semelhantes e complementares entre pesquisadores da comunidade de países de língua portuguesa do que entre os desses e de outros países", afirma Galvão. "Isso deve ter um efeito bastante positivo, principalmente na orientação conjunta de estudantes de pós-graduação e nas iniciativas para a divulgação científica e formação de professores."

Diversos temas quentes serão abordados durante a conferência, dentre os quais os últimos resultados do CERN (maior laboratório de física de partículas do mundo), em sua busca pelo famoso bóson de Higgs. "É interessante notar que cientistas brasileiros e portugueses têm efetiva participação nos experimentos", comenta o diretor do CBPF.

Também será abordado o progresso com o primeiro protótipo de um reator a fusão nuclear, o ITER, que está sendo conduzido em Cadarache, França. A esperança é que esse experimento seja a porta de entrada para a criação de usinas que produzem energia da mesma maneira que as estrelas, fundindo átomos leves.

Nanotecnologia terá lugar na conferência, principalmente diante do interesse do Brasil em participar de um dos mais modernos institutos de nanotecnologia do mundo, instalado em Portugal numa parceria com a Espanha.

Finalmente, o evento também será um fórum para o debate de divulgação, extensão e formação de professores em física. "Todos os países da comunidade têm dificuldades na formação de estudantes em ciências básicas", diz Galvão. "A troca de experiências inovadoras nesse tema será extremamente importante para o estabelecimento de novas parcerias."

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