Workshop em Brasília discute desafios da física para a próxima década

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Durante dois dias representantes de universidades, institutos de pesquisas, empresas, órgãos e agências do governo discutiram estratégias para aproximação da física brasileira com políticas de inovação

wsUm workshop realizado pela Sociedade Brasileira de Física em parceria com o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos) serviu como um marco para o ambicioso esforço de mapear a comunidade de físicos no Brasil e identificar os grandes desafios para a física nacional até o ano de 2022.

Realizado entre os dias 9 e 10 de novembro, em Brasília, o 1º Workshop SBF/CGEE - Integração Academia-Indústria teve o apoio da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). Entre os cerca de 50 participantes do workshop estavam representantes de áreas da SBF e membros da comunidade científica brasileira, além de palestrantes de institutos de ciência e tecnologia, de agências do governo e de empresas inovadoras de diferentes portes.

Os assuntos discutidos abordaram oportunidades para a física brasileira nas áreas de política industrial, tecnologias críticas e pesquisa de ponta em setores de alto conteúdo tecnológico, como é o caso das indústrias nuclear, defesa e espacial.

“Foi uma oportunidade de aproximação de atores importantes no processo de desenvolvimento cientifico e tecnológico do país, permitindo identificar desafios e oportunidades nas parcerias entre empresas, universidades e institutos de pesquisa, além de identificar possíveis gargalos neste processo” diz Eduardo do Couto e Silva, especialista convidado que vem trabalhando na área de planejamento em ciência, tecnologia e inovação do CGEE.

Segundo Couto e Silva, atualmente nosso país vive um período de estabilidade econômica, o que nos permite almejar uma posição de destaque no cenário internacional. Para isso, nos últimos dez anos tem ocorrido uma maior preocupação com o planejamento de políticas públicas de longo prazo. E sabe-se que, para garantir o crescimento de nossa economia, é preciso ter uma atenção especial na área de desenvolvimento nacional de tecnologias de ponta.

Esse workshop é apenas uma parte de um estudo maior que a SBF e o CGEE vêm desenvolvendo desde meados deste ano e que busca inserir os físicos no processo de desenvolvimento científico e tecnológico do país. O próximo passo consiste em analisar os dados desse encontro através de reuniões de avaliação. E tudo deve culminar na publicação dos primeiros resultados, em março do próximo ano.

“O documento a ser elaborado será então submetido à consulta dos sócios da SBF, como forma de obter novos subsídios para a melhor identificação dos gargalos científicos e tecnológicos que necessitam ser superados em nosso país durante a próxima década”, afirma Celso Pinto de Melo, presidente da SBF. “Em poucos anos o Brasil poderá vir a ser a quinta economia do mundo. Nosso desafio é entender como a Física pode contribuir para isso e, o que fazer para que a ciência brasileira, e a Física em particular, ocupe posição equivalente.”

CONTATOS
Comunicação Social da SBF
Salvador Nogueira
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Fone: +55 11 9178-9661

 

 

 

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